MANIFESTO DO CAP-COLETIVOS CULTURAIS DE CIDADE ADEMAR E PEDREIRA
Somos um coletivo de natureza política, para além dos partidos políticos, atuamos na esfera da Cultura. Entendemos a Cultura como direito e não abrimos mão de estarmos inseridos no panorama cultural da maior cidade da América Latina! Lutamos pelo investimento público em Cultura para as periferias, parte da cidade historicamente ig
norada pelas políticas públicas. Somos 450 mil habitantes em nossa região e não temos um único equipamento cultural. Os recursos públicos para a nossa região são insignif**antes quando não inexistentes. Temos uma signif**ativa produção cultural em nossa região e somos obrigados a migrar para outras regiões da cidade para dar visibilidade ao que é produzido aqui. Somos parte da cidade e nosso direito á cultura é inviolável, assim como é feito nas regiões mais assistidas pelo poder público. Queremos ações contínuas que fomentem o acesso, à difusão, à produção e à circulação da produção cultural de nossa região. Queremos dar visibilidade à produção que f**a restrita às raras oportunidades que nos é dada e, sobretudo, queremos que o morador comum, não-artista, munícipe, possa igualmente acessar a Cultura, fruí-la, desfrutá-la, como direito constitucional que é. A realidade que nos cerca, estigmatizada pela violência, carente de serviços públicos essenciais e de qualidade, que dêem conta da necessidade de uma melhor qualidade de vida, carece também daquilo que marca o homem e o define: a Cultura. Não temos vínculo partidário e nosso compromisso é o de lutar para a melhoria da qualidade de vida em nossa região, por uma condição de vida digna e que ofereça aos moradores o acesso à Cultura, seja como espectador ou produtor. Nos motiva a crença de que a Cultura cuida do bem material e imaterial que é cotidianamente produzido e que, no caso de não valorização, se perde ao longo do tempo e desaparece como patrimônio. A Cultura é a nossa causa motriz, o que nos move, e que fará de nós indivíduos mais críticos e conscientes de nosso papel social, assim como indivíduos que dão forma e expressam as suas inquietações e seu modo de ver o mundo, indivíduos que a seu modo contribuem e formam a teia coletiva da nossa “quebrada” e, por consequência, da nossa cidade. São Paulo, primavera de 2013