Núcleo Ciência Pela Infância - NCPI

Núcleo Ciência Pela Infância - NCPI Página oficial do Núcleo Ciência Pela Infância - NCPI Somos uma coalizão que produz e divulga conteúdo científico sobre o desenvolvimento da primeira infância

Você sabe quem escreveu a frase que foi destacada neste post?Ela aparece na primeira encíclica do Papa Leão 14, divulgad...
12/06/2026

Você sabe quem escreveu a frase que foi destacada neste post?

Ela aparece na primeira encíclica do Papa Leão 14, divulgada pelo Vaticano no fim de maio, e que discute os desafios trazidos pela era da inteligência artificial. Mais especificamente nos itens 141 e 142, em que o pontífice defende os cuidados, as políticas públicas e a educação voltados para a segurança digital das crianças.

O trecho da encíclica a seguir está em consonância, por exemplo, com o que mostram as evidências científicas do working paper "Proteção à primeira infância entre telas e mídias digitais", lançado pelo Comitê Científico do NCPI em dezembro de 2025:

"Nos últimos anos, a literatura psicológica e psiquiátrica tem documentado, com crescente insistência, como uma exposição precoce e não supervisionada a dispositivos digitais e redes sociais pode afetar negativamente o sono, a atenção, a regulação emocional e as relações, sobretudo nas idades mais vulneráveis, com consequências por vezes dramáticas."

A encíclica prossegue abordando os riscos do assédio, chantagem e exploração sexual de crianças e alerta que os pais, sozinhos, não conseguem resistir a esse modelo de negócios, sugerindo uma aliança entre política, instituições educativas e famílias, além de medidas legislativas.

Defesa parecida faz o estudo do NCPI, quando propõe que diferentes atores – como família, creches e escolas, serviços de atendimento à saúde das crianças e de proteção social e garantia de direitos, gestores públicos e sociedade civil – precisam formar um ecossistema de proteção à primeira infância para garantir o desenvolvimento integral, com benefícios para o indivíduo e a sociedade.

Acesse o estudo completo sobre o uso de mídias digitais na primeira infância: https://ncpi.org.br/publicacao/protecao-a-primeira-infancia-entre-telas-e-midias-digitais

Descrição da imagem no texto alternativo.

No dia 9 de junho é celebrado o Dia Nacional da Imunização. Data em que as autoridades de saúde pública incentivam toda ...
09/06/2026

No dia 9 de junho é celebrado o Dia Nacional da Imunização. Data em que as autoridades de saúde pública incentivam toda a população a se vacinar e atualizar a caderneta de vacinação. Como diz o Ministério da Saúde, “é rápido, custa só uma picada no braço e pode salvar vidas.”

Um documento muito importante para garantir o cumprimento desse calendário é a Caderneta da Criança, que prevê o acompanhamento da saúde e do desenvolvimento desde o início da vida. Ela traz a indicação sobre a aplicação das vacinas apropriadas para a fase da primeira infância, até os 6 anos.

Entre elas, a BCG, a da hepatite B, a penta, a pneumocócica 10-valente, a do rotavírus, a meningocócica C e a poliomielite inativada VIP. “Nos primeiros 1000 dias de vida, a vacinação é essencial para o crescimento e desenvolvimento saudável”, destaca a pasta.

É isso também o que defende Débora Falleiros de Mello, professora titular da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto-USP e integrante do Comitê Científico do NCPI.

Ela explica que a Caderneta da Criança traz orientações educativas às famílias sobre os cuidados desde o início da vida e o registro de informações da avaliação contínua e global por profissionais de saúde e de outros serviços que atendem bebês e crianças, como os da educação e proteção social, facilitando as ações intersetoriais.

Essa estratégia está em sintonia com o Programa Nacional de Imunização, que foi criado há 53 anos e vem, desde então, expandindo o leque de vacinas ofertadas à população, tornando o Brasil reconhecido mundialmente como um caso de sucesso.

Ela alerta para os riscos provocados pela desinformação, que pode levar à “hesitação vacinal”. Por sua vez, isso leva ao aumento de parcela da população sem vacinação e sem proteção. “A ausência de vacinação aumenta o risco de ressurgimento de doenças anteriormente controladas ou erradicadas, como o sarampo”.

A pesquisadora lembra que a fabricação e distribuição das vacinas são “processos complexos e seguem normas rigorosas de segurança para serem autorizadas, garantindo sucesso”.

➡️ Acesse o calendário de vacinação: https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao/calendario

Descrição da imagem no texto alternativo.

08/06/2026

Há um ano, o Comitê Científico do NCPI publicava o working paper “A primeira infância no centro do enfrentamento da crise climática”. Voltamos agora, nesta Semana do Meio Ambiente, para reafirmar todas as conclusões e recomendações aos gestores públicos presentes no estudo, diante de uma emergência ambiental que está longe de ser solucionada.

➡️ Eventos naturais extremos triplicaram nos últimos 20 anos em todo o mundo

➡️ Quase 1 bilhão de crianças estão expostas a riscos climáticos extremos no mundo

➡️ Crianças nascidas em 2020 vão enfrentar quase 7 vezes mais ondas de calor que as nascidas em 1960

➡️ Uma em cada três crianças brasileiras de 0 a 4 anos enfrenta insegurança alimentar

O principal alerta, destacado no vídeo que reúne trechos de entrevistas e reportagens sobre este estudo, é que são vários os efeitos das mudanças climáticas no desenvolvimento físico e cognitivo de bebês e crianças, principalmente as negras e indígenas.

E que é necessária a adoção de ações multissetoriais para enfrentar o problema, como ressaltaram as pesquisadoras Alicia Matijasevich e Marcia Castro, integrantes do Comitê Científico do NCPI, responsáveis pela publicação, que aparecem no vídeo.

Leia o estudo completo no site do NCPI: https://ncpi.org.br/publicacao/a-primeira-infancia-no-centro-do-enfrentamento-da-crise-climatica

01/06/2026

Hoje começa a Semana Mundial do Meio Ambiente, e iniciamos as reflexões sobre o tema com esta entrevista que fizemos com João Victor da Silva, mais conhecido como João do Clima.

João cresceu e ainda mora na ilha amazônica de Caratateua, mas conseguiu fazer sua voz ressoar pelo mundo, tendo se tornado conselheiro jovem e ativista global do UNICEF.

Ele foi um dos palestrantes do 11º Simpósio Internacional de Desenvolvimento da Primeira Infância, realizado em março, em Teresina (PI), pelo NCPI.

Em sua apresentação, ele trouxe a história pessoal de como sua vida foi afetada desde a primeira infância pela destruição ambiental:

“Aos meus 5 anos de idade, as horas de trabalho (onde ia sob o sol intenso), em uma rotina exaustiva de escala 6x1, expuseram minha mãe a altas temperaturas e radiação todos os dias. Dessa realidade nasceu um câncer de pele que, com o tempo, levou sua vida. Sua história é um retrato doloroso de como o trabalho, o clima e as desigualdades podem marcar profundamente a vida de uma família.”

Esperamos que a pauta ambiental seja abraçada pelos gestores públicos de todas as esferas, para que bebês e crianças não precisem mais crescer em um mundo em emergência.

🎥 Confira a palestra feita durante o Simpósio, disponível na íntegra no nosso canal do YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=XQB-VEtn0c4

Por que é importante falar em mortalidade materna?Porque o Brasil ainda enfrenta altos índices de mortes de mães durante...
28/05/2026

Por que é importante falar em mortalidade materna?

Porque o Brasil ainda enfrenta altos índices de mortes de mães durante a gravidez ou até 42 dias após o parto, agravados pelas desigualdades sociais e étnico-raciais.

Entre as principais causas da mortalidade materna estão a hipertensão (pré-eclâmpsia e eclâmpsia), hemorragias graves, infecções, complicações no parto e abortos inseguros.

O governo federal criou um programa em 2024 justamente focado em reduzir a mortalidade materna e de bebês. A meta é reduzir até 2027 a mortalidade materna em 25% e a morte de mulheres pretas, que é ainda mais crítica, em 50%.

Neste dia 28 de maio, o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, relembramos também a importância da Estratégia Saúde da Família, que ajudou a reduzir a mortalidade materna em 53,1% em oito anos, como aponta o working paper “Impactos da Estratégia Saúde da Família e Desafios para o Desenvolvimento Infantil”, do Comitê Científico do NCPI.

Leia o estudo completo no site do NCPI: https://ncpi.org.br/publicacao/impactos-da-estrategia-saude-da-familia-e-desafios-para-o-desenvolvimento-infantil

Descrição das imagens no texto alternativo.

Já é consenso no meio científico que as brincadeiras são parte fundamental do  aprendizado das crianças.Todos os aspecto...
25/05/2026

Já é consenso no meio científico que as brincadeiras são parte fundamental do aprendizado das crianças.

Todos os aspectos da brincadeira que contribuem para o aprendizado, listados na arte, são apontados no working paper “Proteção à primeira infância entre telas e mídias digitais”, do Comitê Científico do NCPI.

O documento também traz uma lista de recomendações para os gestores públicos, como a de que espaços públicos devam garantir ambientes seguros para brincadeiras ao ar livre. Ou seja, praças e parques precisam ter áreas verdes, sombras, acessibilidade para pessoas com deficiência e segurança, estimulando atividades físicas e criativas em contraposição ao sedentarismo digital.

O brincar e as brincadeiras são tão importantes que uma lei federal (15.145/2025) instituiu o Dia Nacional do Brincar, comemorado em todo 28 de maio.

A lei também determina que, no Dia Nacional do Brincar, serão intensificadas ações setoriais e intersetoriais para:

1. Chamar a atenção da população em geral e das entidades de atendimento públicas e privadas para a importância do brincar na primeira infância;

2. Promover a conscientização da população sobre os benefícios que a atividade de brincar proporciona ao desenvolvimento cognitivo e psicológico na primeira infância.

Que todas as crianças tenham assegurado seu direito ao brincar, com espaços para dar asas às suas melhores recreações e fantasias.

Leia o estudo completo no site do NCPI:https://ncpi.org.br/wp-content/uploads/2025/12/protecao-a-primeira-infancia-entre-telas-e-midias-digitais-1.pdf

Descrição das imagens no texto alternativo.

21/05/2026

Neste Dia Mundial da Diversidade Cultural, trazemos o importante depoimento de Emanuel Herbert Elias Alencar, coordenador de Projetos da Rede Makira E’ta, que atua com a rede de mulheres indígenas do Estados do Amazonas.

Ele é do povo Baniwa, da região do Rio Negro, que engloba três municípios e um total de 700 comunidades indígenas. Por meio da Rede Makira E’ta, ele pode ouvir os relatos e experiências de diversas mulheres e sobre as crianças indígenas.

Segundo ele, o maior índice de mortalidade infantil é de crianças indígenas. Esse dado está presente no working paper “Desigualdades em saúde de crianças indígenas”, do Comitê Científico do NCPI. Com base em informações do Datasus, o documento aponta que, entre 2018 e 2022, a taxa de mortes de crianças indígenas de até 4 anos foi mais que o dobro da taxa de crianças não indígenas – e a maior parte dessas mortes tem a ver com doenças evitáveis.

O pesquisador também destaca que é grande o abandono das crianças nas comunidades: “Não existe nenhum cuidado com a mãe em pré-natal, por exemplo”, diz ele. “Até que a mãe vá pra cidade, e, muitas vezes, quando vai pra cidade, é num processo violento”.

Ele abordou essa realidade em uma palestra realizada no painel “Cuidado em foco: bem-estar, gênero e raça no contexto da primeira infância”, do 11º Simpósio Internacional de Desenvolvimento da Primeira Infância, realizado em março, em Teresina (PI), pelo NCPI.

🎥 Confira a fala dele na íntegra no nosso canal do YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=Lo8Jz1fAPoA

18 de maio é o Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. E convidamos tod...
18/05/2026

18 de maio é o Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. E convidamos toda a sociedade, em especial os gestores públicos, a abraçarem esta causa.

Como diz o working paper “Prevenção de violência contra crianças”, feito pelo Comitê Científico do NCPI, “o combate à violência contra crianças, especialmente no âmbito familiar, é um dever de todos, principalmente dos gestores, com ações que devem assegurar a garantia de direitos às crianças”.

Estamos falando de um crime que segue em crescimento, apesar de todas as campanhas e estratégias voltadas para seu enfrentamento. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, em um ano, os casos de produção ou distribuição de material de abuso sexual infantil subiram 14,1%. No mesmo período, entre 2023 e 2024, o estupro de vulnerável cresceu 2,4%.

Como alerta o anuário: “a maioria dos registros de violência não letal contra crianças e adolescentes apresentou crescimento, corroborando a persistência e naturalização dessas práticas no país”.

E como enfrentar esse crime violento contra nossas crianças?

O Comitê Científico do NCPI destaca que “é preciso adotar um esquema integrado, centrado na criança, formando uma rede de proteção a ela e assegurando garantia de direitos e equidade de oportunidade, de forma intersetorial e integrada (saúde, educação, proteção social e justiça)”.

Leia o estudo completo no site do NCPI: https://ncpi.org.br/publicacao/prevencao-de-violencia-contra-criancas

Descrição das imagens no texto alternativo.

13/05/2026

Em uma pesquisa vencedora do 3º Prêmio Ciência pela Primeira Infância, Vivian Siqueira Santos Gonçalves, que é mestre e doutora em Nutrição Humana e professora do Departamento de Nutrição da Universidade de Brasília (UnB), investigou o impacto do programa de visitação domiciliar Criança Feliz Brasiliense no desenvolvimento infantil e nas habilidades parentais.

Entre os aspectos avaliados pela pesquisa estavam a frequência das visitações, o tempo de participação das famílias no programa e o tempo de duração das visitas.

Entre os resultados observados, as ações intersetoriais do programa surpreenderam muito positivamente. “Por exemplo, observamos que a insegurança alimentar nos domicílios melhorou muito ao longo do tempo”, destaca Vivian.

O infográfico com os principais achados do estudo já está disponível no site do NCPI: https://ncpi.org.br/publicacao/e-possivel-melhorar-um-programa-de-visitacao-domiciliar-com-foco-na-primeira-infancia

10/05/2026

Você sabia que existem evidências científicas sólidas que mostram que o bem-estar das mães tem impacto direto no desenvolvimento infantil? Quando uma mulher sofre com depressão durante a gravidez, por exemplo, a criança pode ter atraso no desenvolvimento ou dificuldades de se relacionar com outras pessoas no futuro.

É o que aborda este vídeo com Patricia Núñez, que trouxemos como uma reflexão para este .

Patricia é especialista em educação infantil na Fundação Van Leer e foi uma das palestrantes do painel “Cuidado em foco: bem-estar, gênero e raça no contexto da primeira infância”, do 11º Simpósio Internacional de Desenvolvimento da Primeira Infância, realizado em março, em Teresina (PI), pelo NCPI.

A pesquisadora frisa que não é mandatório que um problema de saúde mental na mãe necessariamente vá gerar consequências diretas nos filhos. Mas já está claro que “há evidências que mostram esse vínculo”.

Ou seja, apoiar o bem-estar das mães é uma questão essencial para o desenvolvimento das crianças e deve estar no foco das políticas voltadas para a primeira infância. Não só nas áreas da saúde e educação: “Programas voltados a outras áreas estão começando a incluir um componente de bem-estar parental. Considero isso muito poderoso”.

Desejamos que não só neste dia, mas em todos os outros, as mães e demais cuidadores tenham garantido o seu bem-estar.

🎥 Confira a palestra dela na íntegra no nosso canal do YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=Lo8Jz1fAPoA

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