GIV-Grupo de Incentivo à Vida

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GIV-Grupo de Incentivo à Vida O GIV tem como missão a luta pelos direitos das pessoas vivendo com HIV/AIDS, e das populações mais vulneráveis à infecção pelo HIV.

O GIV surgiu em 08/02/1990 como grupo de ajuda mútua para portadores do HIV/AIDS. Atualmente, além da ajuda mútua, o grupo realiza projetos em diversas àreas, tais como:Cuidador Solidário; Crianças e Adolescentes; G**s; Depto. de Psicologia; Assessoria Jurídica; Publicações, como o Boletim de Vacinas Anti-HIV; Luta pelos direitos e cidadania e contra o preconceito através do Ativismo.

O HIV não diminui o valor de ninguém. O que ainda machuca é o estigma.⠀Pessoas vivendo com HIV merecem viver relacioname...
17/09/2026

O HIV não diminui o valor de ninguém. O que ainda machuca é o estigma.
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Pessoas vivendo com HIV merecem viver relacionamentos baseados em respeito, informação e afeto, não em medo ou preconceito. A ciência já demonstrou que quem está em tratamento e com carga viral indetectável não transmite o HIV por via sexual. Ainda assim, muitas pessoas continuam sendo rejeitadas por desinformação.
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O amor não deveria ser interrompido por um diagnóstico. O que precisa acabar é o estigma.
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🟥 Texto: Diego do Subúrbio
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https://www.instagram.com/p/Dc_mk8rphMH/

Fiji declara emergência por HIV; vírus já afeta um em cada 60 adultos no paísNovos diagnósticos chegaram a 2.106 em 2025...
17/09/2026

Fiji declara emergência por HIV; vírus já afeta um em cada 60 adultos no país

Novos diagnósticos chegaram a 2.106 em 2025, 16 vezes mais que em 2019; entre 59 bebês infectados ao nascer, 18 morreram antes de completar um ano.

Fiji declarou crise nacional diante da propagação do vírus da imunodeficiência humana (HIV) por transmissão sexual e pelo uso de dr**as ilícitas, que já afeta uma em cada 60 pessoas adultas no país insular do Pacífico. Há cinco anos, este índice era de um em cada 167.

Os novos diagnósticos de HIV subiram para 2.106 casos em 2025, 16 vezes mais do que em 2019, informaram as autoridades.

"Declaro formalmente emergência nacional por HIV", disse o ministro da Saúde, Atonio Lalabalavu, à imprensa na quarta-feira (16).

"A decisão reconhece a gravidade da epidemia e a urgência de uma resposta coordenada, como o nosso país necessita", acrescentou.

O governo calcula que um em cada 60 adultos em Fiji tem HIV, contra

Duas em cada 100 mulheres grávidas são portadoras do vírus. Dos 59 bebês nascidos com HIV em 2025, 18 morreram antes de completar um ano, segundo dados oficiais.

O governo informou que ampliou o acesso a te**es gratuitos para detecção do vírus, além de serviços de prevenção e tratamento.

Por France Presse / G1 em 17/09/2026
https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/09/17/fiji-declara-emergencia-por-hiv-virus-ja-afeta-um-em-cada-60-adultos-no-pais.ghtml

HIV NÃO ESCOLHE ORIENTAÇÃO SEXUAL.Ainda existe muita desinformação e preconceito quando o assunto é HIV. Precisamos deix...
17/09/2026

HIV NÃO ESCOLHE ORIENTAÇÃO SEXUAL.

Ainda existe muita desinformação e preconceito quando o assunto é HIV. Precisamos deixar claro: HIV não é “coisa de LGBTQIA+”.

Qualquer pessoa que tenha uma vida sexualmente ativa pode estar vulnerável à infecção pelo HIV, independentemente de orientação sexual, identidade de gênero, idade ou estado civil.

Eu falo sobre HIV porque acredito que informação salva vidas, combate o preconceito e ajuda a quebrar estigmas.

Ter HIV não diminui ninguém. Não define caráter, não define sexualidade e não tira de ninguém o direito de amar, construir uma família, trabalhar, sonhar e viver plenamente.

Precisamos parar de associar o HIV a um determinado grupo de pessoas e começar a falar mais sobre prevenção, testagem, tratamento e respeito.

E uma informação muito importante: quem vive com HIV e está em tratamento, com carga viral indetectável, não transmite o vírus pelo s**o — I=I (Indetectável = Intransmissível).

Vamos trocar o preconceito pela informação.
Vamos trocar o julgamento pelo respeito.
HIV não tem rosto, orientação sexual ou identidade de gênero. Informação é prevenção. Respeito também é cuidado.

Por Sabrina Luz
https://www.instagram.com/p/DchecGGsJ9c/
https://www.instagram.com/sabrinaluz_pessoa/

Gestos
17/09/2026

Gestos

17/09/2026

Trazendo hoje mais reflexões sobre esse tema tão complexo. O aleitamento materno em pessoas que vivem com HIV.
São muitos fatores a serem considerados. Por um lado todos os benefícios do aleitamento materno para mãe e criança (considerando-se população geral, que não vive com HIV), diminuição de estigma, respeito ao desejo de amamentar. Do outro lado da balança o risco de transmissão vertical do HIV, que não é zero, a possibilidade de fornecimento gratuito e indiscriminado da fórmula láctea, que é uma alternativa 100% segura para a criança, a falta de estrutura adequada e igualitária do nosso sistema de saúde hoje, para 100% das pessoas que vivem com HIV, independente do local onde residem no país e o respeito aos direitos da criança, que ressalto aqui é SIM um sujeito de direitos, iguais a qualquer pessoa, tendo a diferença que não tem voz, transferindo sua escolha de se proteger ou não de uma exposição ao aleitamento materno totalmente para as mãos da sua mãe ou dos seus pais, mas caso a escolha desses seja pelo aleitamento e infelizmente acontecer a infecção, a maior prejudicada será ela, que se tornará uma criança caso de transmissão vertical de HIV, transmissão essa que poderia ter sido totalmente evitada.
Não é uma discussão nada fácil!!!!! É bem complicada aliás, especialmente quando tem de ser pensada enquanto política de saúde pública que tenha validade para todos, de norte a sul do país.
Mas seguimos firmes e fortes ao lado da ciência, acompanhando os avanços e sempre pensando e trabalhando com a segurança máxima para a criança. Seguimos juntos!!!!!!
Daniela V.Bertolini
Pediatria e Infectopediatria

epidemia do HIV ainda não terminou e os progressos alcançados até agora estão em risco.  No final de 2024, mais de nove ...
16/09/2026

epidemia do HIV ainda não terminou e os progressos alcançados até agora estão em risco.
No final de 2024, mais de nove milhões de pessoas vivendo com HIV não estavam em tratamento e 11 milhões de pessoas vivendo com HIV apresentavam cargas virais não suprimidas.

Porém, 5 ações que podem ajudar os países a acabar com a AIDS como ameaça à saúde pública.

UNAIDS Brasil

O HPV (Papilomavírus Humano) é um vírus que pode infectar a pele e as mucosas, causar verrugas e aumentar o risco de div...
16/09/2026

O HPV (Papilomavírus Humano) é um vírus que pode infectar a pele e as mucosas, causar verrugas e aumentar o risco de diversos tipos de câncer, como os de colo do útero, â**s, p***s, boca e garganta. A transmissão ocorre principalmente por contato sexual, e muitas pessoas não apresentam sintomas.

A principal forma de prevenção é a vacinação gratuita pelo SUS, indicada para crianças de 9 a 14 anos e para grupos específicos, como pessoas vivendo com HIV, usuários de PrEP e pessoas imunossuprimidas. Além da vacina, o uso de pr*********os e os exames de rotina, como o Papanicolau, ajudam na prevenção e no diagnóstico precoce.

Se você tem filhos na idade indicada ou faz parte do público elegível e ainda não se vacinou, procure o serviço de saúde mais próximo!

Projeto Bem-Me-Quer

Chegada de gestantes sem pré-natal faz Florianópolis voltar a registrar recém-nascidos com HIV e sífilis, diz secretário...
16/09/2026

Chegada de gestantes sem pré-natal faz Florianópolis voltar a registrar recém-nascidos com HIV e sífilis, diz secretário

Migração de grávidas no terceiro trimestre sem histórico clínico reintroduz transmissão vertical na capital; fluxo de 12 mil novos moradores ao ano e demanda regional pressionam o SUS

A atratividade e a dinâmica metropolitana da Grande Florianópolis produzem reflexos diretos sobre indicadores de saúde pública que a capital já considerava controlados.

Mulheres grávidas que migram para o município já no terceiro trimestre de gestação, sem exames laboratoriais prévios ou histórico de acompanhamento nas cidades de origem, provocariam novos registros de transmissão vertical do HIV e casos de sífilis congênita no momento do parto.

O alerta foi feito pelo titular da Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis, o médico Dr. Almir Gentil, em entrevista ao Grupo ND.

Segundo o gestor, o protocolo da atenção básica local estabelece o mínimo de seis consultas de rotina por gestante, com repetição periódica de te**es e sorologias para infecções sexualmente transmissíveis. O rastreio contínuo e precoce garante intervenções imediatas que evitam o contágio do feto ao longo da gravidez e durante o parto.

O desafio surge quando a gestante chega à rede municipal nas semanas finais que antecedem o nascimento.

“O indicador de sífilis no nascimento em mulheres que são de Florianópolis é praticamente zero, porque a gente faz todo o pré-natal e repete os exames. Mas você recebe uma pessoa de outra região, que chegou no sexto, sétimo ou oitavo mês, e ela vai ter a criança aqui sem esse histórico. Tivemos transmissão vertical de sífilis e de HIV que já tínhamos zerado na nossa rede regular”, comentou.

O prefeito Topázio Neto (Podemos) contextualizou que o reflexo nas maternidades públicas decorre de uma dinâmica populacional mais ampla, estimulada pela expansão urbana.

“Você começa a ter casos que refletem a realidade de outras regiões do Brasil. São mazelas sociais que impactam na saúde, na mobilidade e nos serviços municipais”, explicou.

Pressão demográfica expõe desafios no controle de recém-nascidos com HIV
O fenômeno acompanha o ritmo acelerado de crescimento demográfico da capital catarinense. De acordo com a Prefeitura de Florianópolis, a cidade recebe diariamente entre 30 e 33 novos moradores fixos, representando um incremento superior a 12 mil habitantes por ano.

O fluxo migratório não se distribui de maneira homogênea no mapa municipal. Enquanto bairros centrais e praias do Norte da Ilha registram forte cobertura da medicina, as famílias de menor poder aquisitivo concentram-se nas periferias e comunidades urbanas.

De acordo com o secretário, territórios como Monte Cristo, Chico Mendes, Vila Aparecida e Alto Caeira possuem dependência integral da rede pública do SUS (Sistema Único de Saúde).

Nessas áreas, a chegada constante de moradores sobrecarrega as equipes de Saúde da Família, que precisam absorver novos calendários vacinais, distribuição de remédios e consultas pré-natais em postos de atendimento já saturados.

Universalidade do SUS e fluxo metropolitano desafiam rede de saúde
Além da fixação de novos residentes, a rede municipal de saúde absorve rotineiramente a demanda de municípios limítrofes da Grande Florianópolis.

Sob o princípio constitucional da universalidade e da porta aberta do SUS, as unidades de pronto atendimento não podem recusar socorro médico com base no domicílio de origem do paciente.

Esse impacto regional concentra-se de forma expressiva na porção continental de Florianópolis. Conforme dados da Secretaria de Saúde, a UPA Continente destina entre 30% e 33% de todos os seus atendimentos mensais a moradores domiciliados em São José.

Para o secretário Almir Gentil, a sustentabilidade dos índices sanitários da capital depende de busca ativa permanente nas comunidades vulneráveis e de ampliação contínua de recursos orçamentários para atender pacientes que chegam de fora do sistema local.

MultiHospital e novas parcerias reduzem volume geral de solicitações em 39% nas filas no SUS em Florianópolis
Entre o ápice da demanda represada no pós-pandemia e meados de julho de 2026, a rede municipal de saúde aumentou a oferta e reduziu em 39% o total de pedidos pendentes, baixando de 324,8 mil para 197,6 mil procedimentos em espera.

O recuo foi alavancado pela operação do MultiHospital (com mais de 725 mil atendimentos desde 2024), pela atualização tecnológica da Policlínica da Mulher e da Criança e pelo credenciamento de serviços privados complementares.

O impacto consolidou-se nos exames complementares de diagnóstico:

Radiologia Adulto: caiu de 14.627 pedidos (julho de 2024) para 39 solicitações (julho de 2026), retração de 99,7%;
Endoscopia Digestiva Alta: reduziu de 10.350 pedidos (julho de 2024) para 178 solicitações (julho de 2026), queda de 98%;
Exames Laboratoriais: recuaram de 57.596 pedidos (fevereiro de 2024) para 1.122 solicitações (julho de 2026), baixa de 98%;
Tomografia Computadorizada: caiu de 11.242 pedidos (fevereiro de 2025) para 369 solicitações (julho de 2026), redução de 97%;
Ultrassonografia Geral: passou de 58.394 pedidos (agosto de 2025) para 1.548 solicitações (julho de 2026), retração de 97%;
Câncer de Mama: mamografia com compressão foi 100% zerada (de 589 para zero), diagnóstica caiu para 1 paciente (-99%) e de rastreamento caiu 90% (de 5.887 para 538 solicitações).
Critério técnico define o conceito de demanda atendida nas filas no SUS em Florianópolis
A gestão municipal esclarece que a definição de “fila zerada” empregada pela regulação técnica não equivale à inexistência de pessoas agendadas, mas à suficiência da capacidade instalada frente ao fluxo médio regular de solicitações.

“Zerar uma fila é: o estoque de exame que tenho para fazer, somado ao número de exames habitual do mês, é inferior à oferta de exames que tenho para aquele mês. Exemplo: se tenho 200 exames e entram habitualmente mais 1.000, e eu tenho uma oferta de 1.500, estou com a fila zerada”, explica o Dr. Almir Gentil.

O prefeito Topázio Neto reforça a distinção técnica entre atendimento programado e represamento histórico.

“A população às vezes diz: ‘Fui lá fazer uma mamografia só para daqui a três semanas’. Daqui a três semanas é fila zero! Se você for hoje na rede privada, você chega e faz amanhã? Não, né? Você tem uma fila. Então, esse conceito de fila zero é quando oferto mais do que tenho a fazer. Se for urgente, a gente fecha imediatamente.”

Por Matheus Bastos
Fonte: ND+ em 15/09/2026
https://ndmais.com.br/saude/chegada-de-gestantes-sem-pre-natal-faz-florianopolis-voltar-a-registrar-recem-nascidos-com-hiv-e-sifilis-diz-secretario/

Forum Ong Aids RS
16/09/2026

Forum Ong Aids RS

OPAS anuncia ampliação do acesso ao lenacapavir para prevenção do HIV na América Latina; Brasil pode ser beneficiadoMedi...
16/09/2026

OPAS anuncia ampliação do acesso ao lenacapavir para prevenção do HIV na América Latina; Brasil pode ser beneficiado

Medicamento é uma opção adicional de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP). Estudos publicados em 2024 mostram que droga é 100% eficaz na prevenção da doença.

Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) vai ampliar o acesso ao lenacapavir para a prevenção do HIV na América Latina e no Caribe.

💉O lenacapavir é um medicamento injetável que funciona como uma opção adicional de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP), uma alternativa eficaz e de longa duração às pílulas orais.

Por meio de um novo acordo com a Gilead Sciences, fabricante do medicamento, anunciado nesta terça-feira (15), a OPAS pretende acelerar a chegada da injeção semestral em 14 países da região – incluindo o Brasil.

"Esta iniciativa representa um passo importante para reduzir as lacunas de acesso ao lenacapavir, ampliar as opções de prevenção disponíveis para os países e avançar rumo à eliminação do HIV", afirmou Jarbas Barbosa, diretor da OPAS.

A decisão utiliza os Fundos Rotativos Regionais da OPAS para permitir que essas nações, que estão fora dos acordos de licenciamento voluntário de lenacapavir da farmacêutica, possam adquirir o medicamento.

De acordo com a OPAS, a nova via complementa os acordos de licenciamento voluntário que já abrangem 24 países da América Latina e do Caribe, inseridos em uma estrutura global de acesso mais ampla que cobre 120 países em todo o mundo.

Os seguintes países devem ser contemplados pelo acordo:

Argentina
Brasil
Chile
Colômbia
Costa Rica
Equador
El Salvador
Guatemala
México
Panamá
Paraguai
Peru
Uruguai
Venezuela

"Essas parcerias estratégicas são essenciais para nossa ambição de ajudar a acabar com a epidemia de HIV. Este acordo demonstra como a colaboração pode acelerar o acesso, apoiar a implementação liderada pelos países e criar as condições necessárias para uma expansão sustentável", afirmou Johanna Mercier, diretora de Assuntos Comerciais e Corporativos da Gilead Sciences.

Ainda como parte dessa iniciativa, a Gilead também se comprometeu a avançar em um processo de transferência de tecnologia no Brasil, com o objetivo de facilitar a produção local de lenacapavir no futuro.

O processo ainda está em desenvolvimento, e prazos e mecanismos específicos ainda precisam ser definidos.

Medicamento aprovado pela Anvisa

O uso do lenacapivir injetável para prevenção do HIV já é aprovado no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde janeiro deste ano.

Segundo a Anvisa, ele é indicado para "adultos e adolescentes acima de 12 anos pesando pelo menos 35 kg que correm o risco de adquirir o HIV". Os indivíduos devem testar negativo para a doença antes de fazer o uso do medicamento.

Em julho de 2025, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou novas diretrizes recomendando o uso do lenacapavir como opção adicional de PrEP para a prevenção do HIV. A organização classificou o lenacapavir como a melhor opção após uma vacina.

➡️Em 2024, um estudo publicado na revista científica "New England Journal of Medicine (NEJM)" mostrou que o antirretroviral apresentou uma eficácia geral de 100% na prevenção do HIV em mulheres. (relembre abaixo)

Em um estudo posterior feito ainda em 2024 com 3.265 pessoas de diferentes gêneros, apenas dois voluntários que fizeram uso do remédio contraíram a doença.

Recomendação da OMS

A aprovação por parte da Anvisa segue uma recomendação da OMS de julho de 2025 para uso do lenacapavir duas vezes ao ano para prevenção do HIV.

“Embora ainda não tenhamos uma vacina contra o HIV, o lenacapavir é a melhor alternativa: um antirretroviral de longa ação que, em estudos clínicos, preveniu quase todas as infecções entre pessoas em risco", afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.

As novas diretrizes surgem em um momento crítico, segundo a OMS, com a estagnação nos esforços de prevenção ao HIV no mundo. Ao todo, 1,3 milhão de novas infecções foram registradas no ano passado.

Além do medicamento injetável, o órgão também passou a recomendar sejam utilizados te**es rápidos para diagnóstico do HIV, eliminando procedimentos complexos e caros.

Eficácia comprovada

Em dados apresentados na 25ª conferência internacional sobre a Aids, que aconteceu em Munique, na Alemanha, em 2024, e publicados no NEJM, Gilead Sciences mostrou que o antirretroviral lenacapavir tem uma eficácia geral de 100% na prevenção da infecção pelo HIV-1 - responsável por quase todas as infecções de HIV no mundo.

Segundo a publicação, que trouxe dados desse acompanhamento de mais de 2 mil mulheres cisgênero na Uganda e na África do Sul, o medicamento injetável aplicado somente duas vezes por ano se provou tão eficaz que o estudo clínico chegou a ser interrompido precocemente, já que os números superaram os critérios de interrupção pré-definidos.

Por causa disso, o Unaids, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, também emitiu um comunicado recente afirmando que o medicamento oferece uma esperança de acelerar os esforços para acabar com a Aids como ameaça à saúde pública até 2030 - meta que faz parte da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da ONU.

No entanto, para que isso aconteça, a agência da ONU diz que a Gilead precisará assegurar que todas as pessoas que necessitam desse medicamento (que custa cerca de US$ 40 mil por pessoa, por ano) tenham seu acesso garantido.

"Garantir o acesso global equitativo a novas tecnologias pode ajudar o mundo a se colocar no caminho para acabar com a Aids como uma ameaça à saúde pública até 2030", afirmou Winnie Byanyima, Diretora Executiva do Unaids.

Em junho, a FDA, a Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos, aprovou o medicamento para prevenção ao HIV-1. No Brasil, o lenacapavir ainda não tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Ao g1, a Gilead do Brasil informou, ainda em 2024, que a submissão no país da droga, assim como em outros mercados, está "em fase de planejamento interno e, dessa forma, não é possível fornecer uma data estimada".

Chamado comercialmente de Sunlenca, o lenacapavir é visto como uma alternativa em comparação com os atuais medicamentos preventivos orais de uso padrão para a profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP).

Disponível no SUS desde 2018, esses remédios são tomados (PrEP diária e sob demanda) antes da relação sexual, o que permite ao organismo estar preparado para enfrentar um possível contato com o HIV.

No Brasil, porém, mulheres cis não podem usar a PrEP sob demanda. Estudos antigos - e bastante debatidos - mostraram que o medicamento é menos eficaz nas mucosas vaginais do que nas anais, e que o estrogênio (um hormônio sexual mais presente em mulheres) pode diminuir ainda mais essa eficácia.

Pesquisa inovadora

O estudo da Gilead provou que NENHUMA das 2.134 mulheres que recebeu o lenacapavir contraiu o HIV.

Em comparação, 16 das 1.068 mulheres (ou 1,5%) que tomaram entricitabina (FTC) e fumarato de tenofovir desoproxila (TDF), a combinação farmacológica da PrEP, foram infectadas.

Já 39 das 2.136 mulheres (1,8%) que receberam emtricitabina (FTC) e tenofovir alafenamida (TAF), um comprimido diário chamado comercialmente de Descovy, foram infectadas.

Esses dados confirmam que o lenacapavir, administrado duas vezes ao ano para prevenção do HIV, é um avanço revolucionário com um enorme potencial para a saúde pública. Se aprovado e disponibilizado de forma rápida, acessível e justa para aqueles que precisam ou desejam, essa ferramenta de longa duração pode ajudar a acelerar o progresso global na prevenção do HIV.

— Sharon Lewin, presidente da Sociedade Internacional de AIDS (IAS, na sigla em inglês), em um comunicado.

"Esse é o melhor resultado que já tivemos sobre prevenção. É um estudo sem precedentes. A única forma que conseguimos prevenir o HIV foi com estratégias biomédicas, usando remédios como esse", explica Ricardo Diaz, infectologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que está realizando esses te**es do medicamento no país.

O que é essencial saber sobre o HIV e a Aids

A Aids é uma doença causada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV, na sigla em inglês). Esse vírus invade e enfraquece o sistema imunológico, que protege o corpo contra doenças.

O HIV atinge principalmente os linfócitos T CD4+. Ele modifica o DNA dessas células e se replica. Após se multiplicar, o vírus destrói os linfócitos e continua a infecção em novas células.

Pessoas que vivem com HIV/Aids (PVHA) com carga viral indetectável têm risco zero de transmitir o vírus por via sexual. Já pessoas que vivem com HIV/Aids que não estão em tratamento ou possuem carga viral detectável podem transmitir o vírus a outras pessoas.

A transmissão pode ocorrer por meio de relações se***is sem proteção, pelo compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação, caso não sejam adotadas as medidas preventivas necessárias.

A maneira mais eficaz de prevenir o HIV é a prevenção combinada, que utiliza várias abordagens simultâneas para atender diferentes necessidades e formas de transmissão.

Já a PrEP é uma das principais formas de prevenção do HIV. Comprimidos são tomados (PrEP diária e sob demanda) antes da relação sexual, o que permite ao organismo estar preparado para enfrentar um possível contato com o HIV.

Se você teve uma situação de risco, como s**o desprotegido ou uso compartilhado de seringas, faça o teste de HIV. Se a exposição ocorreu há menos de 72 horas, procure informações sobre a Profilaxia Pós-Exposição ao HIV (PEP).

Por Júlia Carvalho, Roberto Peixoto
Fonte: G1 em 15/09/2026
https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/09/15/opas-anuncia-ampliacao-do-acesso-ao-lenacapavir-para-prevencao-do-hiv-na-america-latina-brasil-pode-ser-beneficiado.ghtml

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