Em 1953, um grupo de pessoas preocupadas com a questão da acolhida à mulher em situação de prostituição e desamparo familiar, fundou a Associação Paulista de Amparo a Mulher – APAM, com vistas à acolhida desta demanda em uma época em que tais assuntos eram tratados como tabu, tornando-se pioneira no atendimento à mulher. Alguns anos depois, tornou-se Casa de Acolhida para jovens gestantes. Entre
tanto, inúmeras dificuldades tanto financeiras quanto em relação ao foco de atendimento, quase culminaram no encerramento das atividades. A partir de 2010, a gestão da APAM foi assumida pela congregação das irmãs "Mensageiras do Amor Divino” que realizaram uma mudança significativa na estrutura da associação com o objetivo de se adequar ao contexto de novas demandas sociais. Desta forma, a Associação focou seus esforços no atendimento das mulheres que se encontram em alguma situação de vulnerabilidade e com isso criou o Centro de Cidadania da Mulher - CeCim, que mantém atividades que visam um atendimento integral e extensivo à família. O trabalho desenvolvido na APAM busca seguir os princípios do SUAS – Sistema Único de Assistência Social, na perspectiva do direito, favorecendo a autonomia e possibilitando o efetivo protagonismo na sociedade, respeitando as diversidades e de forma inteiramente gratuita.