02/06/2026
A maioria dos casos de violência sexual não chega a ser denunciada.
📊 Estimativas mundiais indicam que apenas 10% dos casos são registrados.
Isso significa que, para cada situação que conhecemos, muitas outras permanecem em silêncio.
Esse foi um dos pontos trazidos pela Dra. Hertha Helena Rollemberg Padilha de Oliveira, no encontro do Núcleo Espiral — desembargadora, primeira vice-presidente do Instituto Paulista de Magistrados e idealizadora do projeto “Eu Tenho Voz”, que vem ampliando caminhos de orientação e proteção.
A conversa reforçou algo essencial:
a violência, muitas vezes, acontece em silêncio e precisa de uma rede atenta para ser reconhecida.
O silêncio não é ausência de violência.
Ele faz parte do ciclo.
Um ciclo onde crianças e adultos, muitas vezes, não têm acesso à informação e à educação necessárias para reconhecer o que estão vivendo.
E romper esse silêncio começa antes da denúncia.
Começa na construção de ambientes seguros, na escuta qualificada e na preparação de adultos para acolher, identificar e agir.
É nesse caminho que o Núcleo Espiral atua.
Fortalecendo a prevenção da violência contra crianças e adolescentes, por meio do cuidado, da escuta, do fortalecimento de vínculos e da promoção da saúde mental.
Com base no Método Espiral, desenvolvemos formações e projetos socioeducativos que apoiam profissionais da rede de proteção e contribuem para reduzir os impactos das violências e promover processos de transformação individual e coletiva.
Vamos falar sobre Não-Violência?