02/08/2026
É impossível contar a história de uma militante como Inês Etienne Romeu em tão pouco espaço.
Mas este post é para você que chega agora à comunidade do Núcleo Memória, e está ávido por aprender será um conteúdo que certamente fará você procurar por mais detalhes de Inês e de outros importantes companheiros de luta.
Vamos lá?
Nascida em 1942 em Pouso Alegre, Minas Gerais, Inês mudou-se ainda jovem para Belo Horizonte, onde estudou História e trabalhou como bancária no Banco de Minas Gerais. Já nessa época atuava fortemente à frente do Sindicato dos Bancários e do movimento estudantil.
Chegou até a fundar um bar, o Butcheco, tornando-se ponto de encontro de intelectuais, artistas e ativistas políticos que funcionou de junho de 1963 até precisamente o dia 31/03/1964 (para evitar mais prisões, pois já haviam sido levados presos membros do PCB -Partido Comunista Brasileiro - e do PSB - Partido Socialista Brasileiro).
Inês Etienne integrou diferentes grupos de resistência como a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, a POLOP, a Colina e a VPR Original ao lado de Carlos Lamarca.
Em 5 de maio de 1971, Inês, então integrante do quadro de comando da Vanguarda Popular Revolucionária-VPR, foi presa às 9h da manhã na Avenida Santo Amaro, zona sul da cidade de São Paulo, pela equipe do delegado Sérgio Paranhos Fleury, que comandava o Deops/SP. Fora delatada pelo camponês de codinome “Primo” que a acompanhava no momento e que não foi incomodado pelos policiais.
Seu calvário teve início no Deops/SP, onde foi espancada e pendurada no pau-de-arara. Para escapar das torturas, inventou a seus captores que tinha um ponto com um guerrilheiro em determinado local em Cascadura, bairro do Rio de Janeiro.
Transportada para a capital fluminense, ao chegar ao local informado no interrogatório, tentou o suicídio jogando-se na frente de um ônibus. Foi arrastada, mas não morreu.
Ferida, dali foi levada para o Hospital da Vila Militar — onde recebeu transfusão de sangue e teve mais duas passagens por outros hospitais.
Durante noventa e seis dias, Inês Etienne Romeu suportou um verdadeiro “calv