A Casa Chama é uma organização civil e cultural, que surgiu da necessidade de criar mais espaços de pesquisa, discussão e ação para corpAs transvestigêneres.
A Casa Chama é um ambiente de convívio seguro que produz desde eventos culturais e grupos de estudo até projetos de cuidado e apoio jurídico.
Para isso, fazemos uso de ferramentas de organizações civis para realizar ações colaborativas efetivas.
Somos uma família aberta: nosso objetivo é crescer, criar mais suportes, compartilhar nossa infraestrutura para gerar autonomia por meio do afeto.
Na Casa Chama quem acolhe é acolhido, e quem é acolhido também acolhe.
Assim, vivenciamos empoderamentos, praticamos distribuição de recursos e fazemos reparação histórica. Sim, reparação histórica.
Aqui, antes de mais nada, o exercício entre todEs é reconhecer o seu lugar de fala e as potências de cada um a fim de descobrir como podemos compartilhar novas maneiras TRANSversais de estar no mundo.
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NOSSO PRIMEIRO MANIFESTO
Escrito por Alladin Sane, um dos nossos acolhidos:
A pluralidade nos habita, a necessidade de confraternização nos habita. Hoje somos isto: uma família, que tem como intuito o compartilhamento de ideais e ideias. Acumulação de pensamentos que tem como ímpeto a reunião de aparatos de defesa para nós mesmos nestes tempos nefastos. Sobrevivência e arte! Um espaço plural é isto: a arte e a comunicação sendo postas em pauta e envolvidas nesse dinamismo de abertura com relação a nós para o mundo. O mundo marginal que dá margem para tudo que nos compõe.
Temos orgulho de dizer que somos fruto de reuniões passadas que tinham como objetivo subverter esse sistema flagelado que elegeu um fascista! Política é muita coisa, mas o mundo e nós também. Podemos fazer qualquer coisa. Temos orgulho de dizer que somos responsáveis por três retificações de mulheres trans nesta nossa roda de fiar. Remar contra a maré nos diz respeito.
Arriscamos a dizer que somos mais do que resistência, somos abrangentes. Nossos repertórios que transcendem a normalidade de gênero que são falados e, principalmente, vistos! Vistos em nossa redoma florida pelo nosso desejo de resistir e conviver. A festa védica da mulheridade e seu poderio nos fundamentam. O suporte que contemple todas as esferas desses corpos é nosso maior objetivo. Não existe fragilidade, existem todas essas vivências que precisam de atenção.
Lá no reino de Afrodite o amor passa dos limites, quem quiser que se habilite! O que não nos falta é apetite.
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