12/01/2026
“Há três anos vivemos o dia 8 de janeiro e nunca saímos dele.” O desabafo é da enfermeira Luanna de Almeida, filha de Joanita de Almeida, de 57 anos, presa desde 16 de maio de 2024 e mantida no Hospital Judiciário e Psiquiátrico de Barbacena (MG). Pedagoga, ex-coordenadora de creche e figura conhecida em Juiz de Fora, Joanita sofre de epilepsia, depressão e transtorno bipolar. A mãe e avó de família recebeu uma condenação de 16 anos e 6 meses no âmbito dos processos do 8 de janeiro. De acordo com Luanna, a mãe sempre teve uma vida normal enquanto trabalhava, mas entrou em colapso depois da prisão. “Ela ficava dopada lá dentro. Caiu da escada e quase se afogou no balde pelo excesso de medicação.” A filha conta que, nos meses em que Joanita ficou presa em Brasília, ela acumulou crises graves, incluindo princípio de infarto e episódios de ansiedade, até receber avaliação médica de “risco grande de autoextermínio”, o que levou à internação sob monitoramento direto. Mesmo depois da transferência para Barbacena, relata, etentativas de suicídio voltaram a ocorrer.
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