Centro Cultural Africano

Centro Cultural Africano ONG que tem como principal objetivo promover a cultura africana em todo território brasileiro

O Centro Cultural Africano (CCA) Centro Cultural Africano – Centro de Estudos, Pesquisas e Intercambio da Cultura Africana - Organização não governamental foi criada no Brasil, em 1999 parafortalecer a solidariedade, a ética, a esperança, o talento, o respeito e elevação da autoestima, além de manter vivas as tradições culturais africanas e afrodescendentes no mundo, facultando a sociedade um maior conhecimento de sua contribuição para a formação do Brasil.

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COMO BRASIL PRESERVO OS ÒRÌṢÀS ATÉ MAIS DO QUE NA PRÓPRIA ÁFRICAEste artigo não é um ataque à África.É um chamado de con...
27/12/2025

COMO BRASIL PRESERVO OS ÒRÌṢÀS ATÉ MAIS DO QUE NA PRÓPRIA ÁFRICA

Este artigo não é um ataque à África.
É um chamado de consciência.
É uma conversa entre irmãos separados pela história, mas unidos pelo Àṣẹ.

Os Òrìṣà nasceram em solo africano. São herança sagrada do povo yorùbá e de outras nações tradicionais. No entanto, é preciso reconhecer uma verdade que muitos evitam dizer: foi no Brasil que os Òrìṣà resistiram com mais força, organização e continuidade do que em muitas partes da própria África contemporânea.

O que aconteceu na África?

Com a colonização europeia, a África sofreu:
• Demonização das religiões tradicionais
• Imposição violenta do cristianismo e do islamismo
• Destruição de templos, bosques sagrados e casas de culto
• Vergonha cultural ensinada às novas gerações

Em muitos países africanos hoje, cultuar Òrìṣà é visto como:
• “atraso”
• “feitiçaria”
• “coisa do passado”

Há famílias africanas que proíbem seus filhos de aprender Ifá, de falar yorùbá ritual, de conhecer Ògún, Òṣun, Ṣàngó, Ọbalúayé.

O que aconteceu no Brasil?

No Brasil, os africanos escravizados:
• Chegaram acorrentados
• Foram proibidos de falar sua língua
• Foram obrigados a abandonar seus deuses

Mesmo assim, não abandonaram.

Eles:
• Esconderam Òrìṣà atrás de santos
• Transmitiram o saber oralmente
• Criaram terreiros como verdadeiras universidades espirituais
• Preservaram cantigas, rezas, folhas, ritos e fundamentos

O que era proibido virou resistência.
O que era perseguido virou identidade.

Hoje, no Brasil:
• Há casas com mais de 200 anos de tradição
• Há sacerdotes que conhecem versos de Ifá que já não são mais recitados em partes da África
• Há rituais completos mantidos com rigor
• Há respeito, hierarquia e continuidade

Uma verdade que dói, mas liberta

Enquanto parte da África trocou seus Òrìṣà por religiões importadas,
o Brasil — mesmo sob racismo, violência e preconceito — segurou o bastão da ancestralidade.

Não por serem “melhores”,
mas porque não tiveram escolha: ou preservavam, ou perdiam tudo.

Isso não é competição. É responsabilidade

Este texto não diz que o Brasil é “mais África” do que a África.
Diz apenas que a diáspora fez sua parte.

Agora, é hora da África:
• Revalorizar seus sacerdotes tradicionais
• Proteger seus cultos ancestrais
• Ensinar às crianças que Òrìṣà não é demônio
• Reconectar-se com Ifá sem vergonha

O futuro é o reencontro

África e Brasil não são opostos.
São dois lados do mesmo tambor.

A África deu origem.
O Brasil preservou.

Agora, juntos, precisamos reerguer o que é sagrado.

Porque enquanto houver Òrìṣà vivo no coração do povo,
a África nunca estará perdida.
Kabiesi oba Adekunle Aderonmu




















25/12/2025

Birthday galore!
Happy birthday to oba Adekunle Aderonmu Cortez Ali Porto!

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