10/08/2026
As perspectivas globais para o futuro da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), como o Brasil pode acompanhá-las e, ao mesmo tempo, proporcionar desenvolvimento igual em todas as regiões foram temas da mesa-redonda “Industrialização e desenvolvimento regional: o papel da Finep”, realizada como parte da programação da 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).
O evento contou com a conferência do presidente da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), Luiz Antônio Elias, e mediação da presidente da SBPC, Francilene Garcia. Iniciando sua fala, Elias destacou que duas megas tendências globais estão moldando o futuro dos investimentos em inovação e indústria: inteligência artificial (IA) e biotecnologia.
“Os países não estão medindo esforços da relação PIB [Produto Interno Bruto] e P&D [Pesquisa e Desenvolvimento], sobre montantes de recursos destinados. Os investimentos vão na IA, metas dos setores de Defesa, tecnologia quântica, além da necessidade de reposicionar as suas estruturas laboratoriais diante da tecnologia do conhecimento.”
Elias também citou alguns dados que comparam a participação privada neste cenário. “Das 200 empresas que investiram em 2024 1,65 trilhão de dólares em P&D, apenas cinco são brasileiras. A indústria brasileira é uma indústria consolidada, mas se concentra nas regiões Sudeste e Sul, e precisa inovar. Apenas 5% do que o País exporta são itens de conhecimento”, destacou.
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https://www.jornaldaciencia.org.br/segundo-especialistas-fndct-nao-e-o-suficiente-para-o-brasil-avancar-em-cti/