Em 1990 a situação econômica do Brasil contribuía para o crescimento de uma sociedade excludente, propiciando o aumento de crianças e adolescentes nas ruas das grandes cidades. O Cardeal Arcebispo Dom Paulo Evaristo Arns, sensível a esta situação, lança um apelo às Congregações Religiosas de São Paulo: que olhássemos com misericórdia para aquelas crianças e buscássemos meios para ajudá-las. Em 199
2, o apelo do Cardeal Dom Paulo, muito envolvido com as questões dos meios populares, buscava sempre recursos para atender a esta população que estava em crescente aumento no centro de São Paulo e nas zonas periféricas, foi ouvido pelas religiosas da Congregação das Irmãs Franciscanas da Providência de Deus e teve início a concretização de um sonho que se tornaria realidade. Miguel Arcanjo, Nossa Senhora do Carmo e Pio XII, e também as Irmãs que eram responsáveis pela implantação do Projeto nas escolas e alguns educadores mais sensíveis à realidade social da época. O Conselho Provincial da Congregação na época deu todo o apoio à nova iniciativa, sobretudo a Superiora Provincial. O prédio apresentava uma boa estrutura, mas precisava de reparos. O Colégio Franciscano Pio XII contratou uma pessoa para realizar uma pesquisa de campo e localizar as crianças mais necessitadas do bairro. Com o trabalho concluído, as mesmas foram convidadas para o primeiro encontro organizado pelas religiosas e pelos grupos de pastoral dos Colégios Franciscanos São Miguel Arcanjo e Pio XII. Todos começaram a se envolver com esse trabalho e esses encontros passaram a ser chamados de Ação Comunitária, sendo incorporados no calendário escolar, dos Colégios Franciscanos São Miguel Arcanjo, Nossa Senhora do Carmo e Pio XII, passando a acontecer mensalmente. Aos poucos, o prédio vai se tornando habitável e cresce o desejo de poder atender as crianças diariamente. Caminhávamos a passos largos e firmes para a concretização de nosso Projeto Social, mas tínhamos uma questão a ser resolvida. Como pagar os funcionários contratados, os encargos sociais, a alimentação para oitenta crianças, os recursos pedagógicos, água, luz, telefone, a continuidade de reforma do prédio, a implantação dos projetos e alguns custos das atividades pastorais? Foi em 1993, que nasceu a ideia de solicitar às Escolas da Congregação uma verba mensal fixa para manutenção financeira do Centro Social. A ideia foi aceita pela Congregação e pelos Colégios Franciscanos São Miguel Arcanjo, Nossa Senhora do Carmo e Pio XII. Atualmente e desde o início temos um grupo de voluntários, educadores de nossas Escolas, pessoas da comunidade e religiosas que organizam eventos para aumentar a receita financeira tais como: bingo, bazares e almoços. Nos encontros que eram realizados pela Pastoral, foram coletando nomes, endereços e idades das crianças, baseado nestas informações a coordenadora visitou a casa das crianças para verificar a situação familiar, sendo assim, fizeram as matrículas no Centro Social. O Centro Social Santa Clara e São Francisco de Assis foi aberto para atendimento às crianças em 11 de abril de 1994. Em 1997 para 1998 tivemos uma mudança na razão social. E em 28 de janeiro de 2002 o Centro Social passou a se chamar Obra Social Santa e São Francisco de Assis. Hoje a Instituição realiza o atendimento sócio educativo a 205 crianças e adolescentes na faixa etária de 4 à 14 anos. Ás crianças e adolescentes são oferecidas atividades diárias, como: Oficinas Pedagógicas: Matemática, Contação de História, Linguagem, Arte com recicláveis, Pastoral, Orientação Sexual, Aulas de Informática, Educação Física, Dança e o Projeto Pólo de Prevenção á Violência Doméstica. Atendemos 190 famílias que na sua maioria possuem uma renda de 0 à 4 salários, muitos encontram-se em situação de desemprego ou trabalhando informalmente. Hoje, a Obra Social é uma realidade. Nossas crianças estão sendo atendidas. O coração do prédio pulsando cada vez mais forte, cada vez mais vivo! linktr.ee/obrasocialscesfa