22/09/2026
Na noite de 22 de setembro de 1977, cerca de 2 mil estudantes da PUC-SP reuniram-se em frente ao Teatro TUCA, na Rua Monte Alegre, para a realização de um ato público. A manifestação teve início com a leitura de uma Carta Aberta, mas foi interrompida por uma violenta operação policial coordenada pelo então secretário de Segurança Pública, coronel Erasmo Dias. Bombas, cassetetes e veículos militares foram utilizados contra os estudantes. As bombas feriram 16 estudantes, quatro deles hospitalizados com graves queimaduras. Policiais invadiram ainda o Campus Monte Alegre da Universidade pelas quatro entradas, reprimindo e dispersando a manifestação.
Durante a invasão da PUC-SP, ficaram marcas de coturnos nas portas e nas salas de aula. Professores e estudantes foram agredidos e ameaçados durante a ação policial, que também atingiu pessoas na biblioteca e interrompeu atividades acadêmicas. Estudantes que participavam de um ensaio de coral e mulheres que frequentavam aulas de alfabetização na Casa Paroquial também foram espancados e presos.
Estudantes, professores e funcionários foram retirados de salas de aula, do refeitório, da biblioteca e de setores administrativos e conduzidos em fila indiana ao estacionamento em frente à PUC-SP, onde foram submetidos a uma triagem.
Cerca de 1.500 pessoas foram levadas ao estacionamento. O então secretário de Segurança Pública, coronel Erasmo Dias, anunciou que todos seriam submetidos a uma triagem. Os estudantes da PUC-SP foram gradualmente liberados, com exceção daqueles que a polícia identificou como tendo “antecedentes” por participação em manifestações anteriores.
Durante a ação, praticamente toda a mobília e os equipamentos do campus Monte Alegre da PUC-SP foram danificados. Portas foram arrombadas, armários e arquivos foram violados e vidraças, quebradas, conforme registrado no relatório de danos entregue pela Universidade. Os Diretórios Acadêmicos foram atingidos, tendo seus materiais recolhidos pela Polícia Técnica ainda na madrugada do dia 23, incluindo apostilas e livros.
A Reitora da PUC-SP, professora Nadir Kfouri, chegou ao campus pouco depois das 22h, após ser informada sobre a invasão pelo vice-reitor comunit