ONG Associação Negra Paulistana SNP

ONG Associação Negra Paulistana SNP Ong ( ASNP)“Sociedade Negra Paulistana. tem por finalidade respeitar. Não importa sua cor raça nacionalidade ou religião..Todos são bem vindos.

Amizade apoiar e desenvolver ações para a defesa, elevação e manutenção da qualidade de vida no Bra Dando continuidade do trabalho do jornal
O Clarim , assim nasceu a ONG Associação Negra Paulistana"Sociedade Negra Paulistana" S.N.P. (27.836.639/0001-68)
“Pelo interesse do povo livre, Noticioso, Literário, Eventos e de Combate”.
“a instrução do negro no Brasil”. O jornal O Clarim d’ Alvorada no

pós-abolição (1924-1932)
Antes de entrarmos no material contido em O Clarim d' Alvorada, convém
tecer algumas considerações sobre o tema da “imprensa negra” em São Paulo, ou seja,
sobre uma das faces da identidade racial surgida no meio negro paulista a partir da
década de 20. Essa situação de exclusão social, provocou o
surgimento de algumas formas de sociabilidade e ajuntamento no meio negro. A fundação de clubes dançantes, grêmios recreativos e jornais são exemplos. Os jornais
negros tratavam dos assuntos que diziam respeito ao negro, mas que não apareciam nos
outros jornais mais gerais. Os jornais mais conhecidos desse período são: „ O Menelik‟ (1914); „O Patrocínio, (1913); „ A Pérola‟, do Clube Dançante 15 de Novembro (1912); „O
Binóculo‟, (1915); „O Xauter‟, criado para combater o Menelik e o Binóculo ( 1915);
„O Alfinete‟, ( 1919); „A Liberdade‟, ( 1920),
„A Princesa do Norte‟ ( 1920) e „ O Kosmos‟ - órgão do „Clube Recreativo Kosmos‟ - ( 1922). Já no segundo momento, temos uma imprensa de função combativa e que já denunciava as condições de exclusão em que se encontravam os negros do país, em
especial no estado de São Paulo. Este período vai de 1930 a 1937, com os seguintes
periódicos: „ O Progresso‟ (1928), „Promissão‟ (1932), „Cultura Social e
Esportiva‟(1934), „O Clarim d' Alvorada‟,
(1928 - fase) e sobretudo o „ A Voz da
Raça‟, (1933). Foi o período da passagem da reivindicação jornalística à reivindicação
política 9. É com “O Clarim” que o caráter
combativo da imprensa negra desenvolveu-se e acentuou-se. Também outros jornais
com a mesma finalidade surgiram como: „Elite‟ (1924), „Auriverde‟ (1928), „O
Patrocínio‟(1928), „Progresso‟ (1928), „Chibata‟ (1932), „A Voz da Raça‟ ( 1933), „
Tribuna Negra‟ (1935), „O Clarim da Alvorada‟ (1928), „O Estímulo‟ (1935), „A Raça‟
( 1935) e „A Alvorada‟ ( 1936) . Os militantes da imprensa negra faziam questão de comemorar as datas que
estavam relacionadas a história dos negros no país, como a Abolição da escravatura, a
Lei do Ventre Livre, o nascimento de expoentes nacionais, como Luiz Gama, José do
Patrocínio, Cruz e Souza etc.

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01319001

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Dando continuidade do trabalho do jornal O Clarim , assim nasceu a ONG Associação Negra Paulistana"Sociedade Negra Paulistana" S.N.P. (27.836.639/0001-68) “Pelo interesse do povo livre, Noticioso, Literário, Eventos e de Combate”. “a instrução do negro no Brasil”. O jornal O Clarim d’ Alvorada no pós-abolição (1924-1932) Antes de entrarmos no material contido em O Clarim d' Alvorada, convém tecer algumas considerações sobre o tema da “imprensa negra” em São Paulo, ou seja, sobre uma das faces da identidade racial surgida no meio negro paulista a partir da década de 20. Essa situação de exclusão social, provocou o surgimento de algumas formas de sociabilidade e ajuntamento no meio negro. A fundação de clubes dançantes, grêmios recreativos e jornais são exemplos. Os jornais negros tratavam dos assuntos que diziam respeito ao negro, mas que não apareciam nos outros jornais mais gerais. Os jornais mais conhecidos desse período são: „ O Menelik‟ (1914); „O Patrocínio, (1913); „ A Pérola‟, do Clube Dançante 15 de Novembro (1912); „O Binóculo‟, (1915); „O Xauter‟, criado para combater o Menelik e o Binóculo ( 1915); „O Alfinete‟, ( 1919); „A Liberdade‟, ( 1920), „A Princesa do Norte‟ ( 1920) e „ O Kosmos‟ - órgão do „Clube Recreativo Kosmos‟ - ( 1922). Já no segundo momento, temos uma imprensa de função combativa e que já denunciava as condições de exclusão em que se encontravam os negros do país, em especial no estado de São Paulo. Este período vai de 1930 a 1937, com os seguintes periódicos: „ O Progresso‟ (1928), „Promissão‟ (1932), „Cultura Social e Esportiva‟(1934), „O Clarim d' Alvorada‟, (1928 - fase) e sobretudo o „ A Voz da Raça‟, (1933). Foi o período da passagem da reivindicação jornalística à reivindicação política 9. É com “O Clarim” que o caráter combativo da imprensa negra desenvolveu-se e acentuou-se. Também outros jornais com a mesma finalidade surgiram como: „Elite‟ (1924), „Auriverde‟ (1928), „O Patrocínio‟(1928), „Progresso‟ (1928), „Chibata‟ (1932), „A Voz da Raça‟ ( 1933), „ Tribuna Negra‟ (1935), „O Clarim da Alvorada‟ (1928), „O Estímulo‟ (1935), „A Raça‟ ( 1935) e „A Alvorada‟ ( 1936) . Os militantes da imprensa negra faziam questão de comemorar as datas que estavam relacionadas a história dos negros no país, como a Abolição da escravatura, a Lei do Ventre Livre, o nascimento de expoentes nacionais, como Luiz Gama, José do Patrocínio, Cruz e Souza etc.