07/08/2026
A ação climática vai destruir empregos? A resposta é NÃO. Embora haja criação líquida de empregos em nível global, a transição também provoca perdas relevantes em setores específicos e isso exige atenção urgente.
Quando falamos de ODS 8 (Trabalho Decente e Crescimento Econômico) atrelado à transição energética, os dados globais são, em geral, otimistas. A Agência Internacional de Energia (AIE) projeta a criação de cerca de 14 milhões de novos postos de trabalho em energia limpa até 2030, em um cenário em que aproximadamente 5 milhões de vagas podem ser perdidas na indústria de combustíveis fósseis.
O grande desafio, no entanto, não é a quantidade de empregos, mas onde e para quem eles serão criados.
A transição esbarra em graves desalinhamentos. A mina de carvão que fecha não se transforma magicamente em um polo de energia eólica no dia seguinte com os mesmos funcionários. Comunidades inteiras que dependem da economia fóssil correm o risco de colapso se os governos oferecerem apenas "auxílio-desemprego" em vez de requalif**ação técnica e atração de novas indústrias.
A história já provou isso: enquanto a região do Ruhr (Alemanha) fez uma transição bem-sucedida do carvão para a tecnologia investindo em educação, regiões ex-carvoeiras do Reino Unido ainda amargam baixos salários por falta de planejamento estrutural de longo prazo.
Arraste para o lado 👉 e entenda por que a requalif**ação profissional e o planejamento regional são o coração da Transição Energética Justa.
Você acha que o Brasil está preparando os profissionais de hoje para a economia verde de amanhã? Deixe sua visão nos comentários! 👇