01/10/2026
Em 28 de abril de 1927, um brasileiro de 27 anos apontou um hidroavião para o Atlântico Sul e começou um voo de 12 horas até Fernando de Noronha.
João Ribeiro de Barros havia nascido em Jaú, no interior de São Paulo, em 1900. Para realizar o projeto, não contou com financiamento do governo brasileiro nem de empresas. Vendeu sua parte na herança paterna e comprou, na Itália, um Savoia-Marchetti S-55 usado, de madeira, que estava em estado precário.
O aparelho quase afundou durante um teste. Depois de uma grande reforma, recebeu o nome de Jahú, homenagem à cidade natal do comandante. A viagem começou em Gênova, na Itália, em outubro de 1926, mas problemas mecânicos e mudanças na tripulação atrasaram a travessia.
Quando finalmente decolou de Praia, em Cabo Verde, rumo ao Brasil, Barros estava acompanhado pelo copiloto João Negrão, pelo navegador Newton Braga e pelo mecânico Vasco Cinquini. A equipe era brasileira.
Foram cerca de 2.400 quilômetros sobre o oceano. Doze horas depois, o Jahú alcançou Fernando de Noronha, no Brasil. O trecho foi feito sem escalas e sem auxílio de navios.
A chegada não encerrou a jornada. Nos meses seguintes, o hidroavião passou por Natal, Recife, Salvador, Rio de Janeiro e Santos até chegar a Santo Amaro, em São Paulo, em 1º de agosto de 1927.
O feito colocou João Ribeiro de Barros entre os pioneiros da aviação brasileira e transformou o Jahú em símbolo de uma época em que atravessar oceanos ainda era uma aposta contra máquinas frágeis, tempo ruim e pouca instrumentação.
Você já tinha ouvido falar no comandante do Jahú?
Segue História Ilimitada pra ver a história como você nunca viu.
De um hidroavião usado nasceu uma travessia histórica. Toque na imagem para ver a miniatura de avião retrô.
*Imagem ilustrativa gerada por IA