09/08/2026
Neste 9 de agosto, Dia Internacional dos Povos Indígenas, é essencial reforçarmos a importância desta data para a valorização das culturas originárias, das lutas por autonomia e da defesa dos povos indígenas frente às diversas formas de opressão que enfrentam há séculos.
Nos últimos dez anos, os ataques à população indígena e às comunidades tradicionais se intensificaram, principalmente pela ação de setores da direita e da extrema direita que defendem os interesses do agronegócio. Entre esses ataques, podemos destacar o Marco Temporal, que restringe a demarcação de terras indígenas, e o PL da Devastação, que tem o objetivo de destruir o que resta da legislação ambiental em nosso país, prejudicando principalmente a população indígena. Além disso, devemos destacar a atuação desastrosa do governo Bolsonaro, que paralisou as demarcações de terras indígenas, enfraqueceu a Funai, o que contribuiu para o aumento das invasões de territórios e dos ataques a lideranças indígenas.
O atual governo Lula retomou as demarcações de terras indígenas, recriou o Ministério dos Povos Indígenas e fortaleceu a atuação da Funai. Mas ainda há muito a ser feito, pois a bancada ruralista no Congresso segue criando projetos que ampliam a exploração de territórios indígenas e colocam essas populações em risco.
O que está em risco vai muito além das florestas e territórios: trata-se do próprio futuro da humanidade. Agredir os povos indígenas é atacar o equilíbrio ecológico, os saberes ancestrais e as formas de vida que respeitam a terra, a água e todos os seres.
Os que tombaram em defesa de seus povos deixaram um legado de resistência. Suas vozes continuam a reverberar nas lutas de hoje. O futuro que queremos só será possível com justiça ambiental, respeito aos direitos da natureza e aos povos que a protegem desde sempre. Sem isso, não haverá amanhã.