25/09/2026
A frustração pode se tornar uma grande fonte de amargura e até de comportamentos autodestrutivos.
A pessoa idealiza aquilo que quer. Cria na mente como deveria acontecer, quando deveria acontecer e até de que maneira. Faz tudo “certo”, segue o figurino, cumpre todas as etapas. E, quando o resultado não vem, parece que a vida trava.
A frustração é tão grande que ela começa a descontá-la nos outros e em si mesma. Toma decisões movida pela raiva, sabota oportunidades e, sem perceber, pode comprometer até o próprio futuro por causa de algo que não aconteceu no passado.
E continua vivendo com aquele gosto amargo de um sonho interrompido.
Então, não devemos sonhar? Não devemos desejar?
Devemos. O problema não está em desejar. Está em transformar aquilo que desejamos na única forma aceitável de a nossa vida acontecer.
Existe uma diferença entre idealizar o que eu quero e crer no propósito de Deus.
Quando idealizo, eu escrevo a história inteira e peço a Deus que a cumpra.
Quando creio, apresento a Ele os meus desejos, faço a minha parte, mas permito que Ele escreva a história, inclusive de uma maneira diferente daquela que imaginei.
“Porque Deus é quem efetua em vocês tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade.”
Filipenses 2:13
Se o querer vem de Deus, não preciso transformá-lo em obsessão. Posso confiar.
Talvez Ele realize exatamente como imaginei. Talvez não.
Porque a promessa do versículo não é que Deus realizará todos os meus desejos. É ainda melhor: Ele é capaz de alinhar o meu querer ao querer dEle e operar em mim aquilo que corresponde à Sua boa vontade.
A fé não diz: “Deus vai fazer do meu jeito.”
A fé diz: “Se veio dEle, não preciso forçar. E, se não veio, não quero que a minha vontade me impeça de viver a dEle.”
Já aconteceu isso com você?