17/06/2026
Uma em cada duas hospitalizações de pessoas vivendo com HIV é causada por infecções oportunistas, como tuberculose, criptococose e citomegalovírus. O alerta foi feito por especialistas durante a 19ª edição do Hepatoaids, em São Paulo, que reuniu médicos, pesquisadores e ativistas para discutir os desafios atuais do enfrentamento da Aids no Brasil.
Além do impacto direto na mortalidade, essas infecções também estão associadas a complicações neurológicas graves, especialmente entre pessoas diagnosticadas tardiamente ou que chegam aos serviços de saúde com imunossupressão avançada.
Para os especialistas, acelerar o diagnóstico e fortalecer o acompanhamento dos pacientes são medidas fundamentais para reduzir internações e mortes evitáveis.
Durante o evento, o médico infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, José Vidal, apresentou dados que apontam um aumento de alterações neurocognitivas entre pessoas vivendo com HIV, incluindo pacientes com a infecção controlada por meio da terapia antirretroviral.
“Fizemos uma pesquisa pelo Instituto Emílio Ribas que apontou um aumento considerável de pacientes com HIV que apresentaram alterações neurocognitivas, assintomáticos ou não. Isso aconteceu principalmente entre os pacientes diagnosticados há mais tempo, incluindo aqueles que já têm a infecção sob controle. Muitos apresentaram problemas de memória, lentidão de raciocínio e dificuldades de concentração”, afirmou Vidal.
O estudo reuniu cerca de mil pessoas em estágio avançado da aids. Entre as infecções mais registradas após as internações estavam tuberculose, candidíase e citomegalovírus.
“Existe cada vez mais evidência de que cargas virais altas no plasma podem influenciar graves doenças neurológicas. A gente sabe que o SUS tem uma estrutura fantástica, é um modelo mundial, mas isso não significa que não haja coisas para melhorar.
Este é um trecho da matéria original. Leia na íntegra em https://mla.bs/931d6f47b5.