08/03/2026
Ser mulher nunca foi caminho simples.
Mas também nunca foi caminho solitário.
Antes de cada uma de nós, muitas vieram.
Mulheres que abriram estrada com o próprio corpo, com a própria coragem, com a própria fé.
É dessa ancestralidade que nasce a força que hoje nos sustenta.
As Yabás nos ensinam o cuidado que acolhe, a firmeza que protege e a sabedoria que atravessa o tempo.
No movimento das águas de Yemanjá, na doçura de Oxum, na coragem de Iansã, na profundidade de Nanã, na resistência de Obá, existe uma memória antiga de mulheres que sabem quem são.
As Pombogiras, que caminham com a verdade nos pés, não pedem licença para existir. Elas nos lembram que a dignidade de uma mulher não se negocia, não se diminui, não se cala.
As malandras nos trazem a inteligência da vida.
A malícia que protege, o riso que desarma, a leveza de quem conhece as durezas do mundo, mas não permite que elas tomem a frente da nossa luz.
Ser mulher é carregar muitas histórias dentro de si. Todos os dias. É ser continuidade de quem veio antes e caminho para quem ainda virá.
Hoje celebramos cada mulher que caminha sustentada por essa força antiga, firme e viva.
Salve a força das mulheres.
Salve nossas ancestrais.