18/09/2026
No Dia Internacional da Igualdade Salarial, os dados lembram que ampliar a participação das mulheres no mercado de trabalho e nos espaços de liderança é fundamental — mas não suficiente.
Equidade também significa olhar para a renda gerada, para quem participa das decisões e para quem consegue transformar oportunidades econômicas em autonomia e segurança no longo prazo.
No Brasil, mulheres ainda recebem, em média, 20,9% menos que os homens. Entre mulheres negras, a remuneração corresponde a apenas 47,5% da recebida por homens não negros.
Os dados do benchmarking 2025 da NESsT acrescentam outra perspectiva a essa discussão.
No portfólio brasileiro, 59% dos empreendimentos eram liderados por mulheres e 82,35% contavam com mulheres em suas equipes de gestão.
Os negócios liderados por mulheres também apresentaram resultados mais fortes em diferentes indicadores de negócio e impacto, incluindo equidade salarial, geração de renda para populações excluídas, presença feminina na gestão e crescimento do investimento externo.
Embora esses resultados ainda precisem de validação adicional antes de serem considerados conclusões para todo o portfólio da NESsT, eles apontam para uma questão importante: inclusão econômica não deve ser medida apenas pela participação.
É preciso olhar também para renda, autonomia, poder de decisão e oportunidades capazes de gerar segurança econômica duradoura.