22/05/2026
No Dia Internacional da Biodiversidade, lembramos que conservar a natureza também significa fortalecer comunidades, gerar renda e valorizar quem vive em conexão direta com os ecossistemas.
Recentemente, nossa equipe foi convidada para uma visita de campo a Madagascar, em uma troca entre Brasil e Madagascar sobre modelos de negócios de impacto, desenvolvimento comunitário e conservação ambiental.
Durante a viagem, pudemos nos aproximar de gestores, comunidades locais e empresas sociais que atuam em territórios marcados por uma enorme riqueza natural, mas também por desafios como pobreza rural e baixo acesso à infraestrutura básica, incluindo energia moderna.
Um dos pontos de destaque foi a visita a uma empresa de restauração florestal fundada por ecologistas, que combina reflorestamento, pesquisa científica e desenvolvimento comunitário. Seu modelo envolve moradores locais em práticas de restauração, gerando renda ao mesmo tempo em que contribui para a recuperação de ecossistemas e para o monitoramento da biodiversidade em parceria com universidades.
Essa experiência reforça uma percepção importante: Brasil e Madagascar têm diferenças históricas, geográficas e culturais, mas também compartilham desafios e potências. Ambos são territórios de enorme biodiversidade, onde comunidades locais criam soluções para viver, produzir e cuidar da natureza, mesmo em contextos de vulnerabilidade.
Para a NESsT, falar de biodiversidade é também falar sobre modelos de investimento híbridos e pacientes, capazes de apoiar negócios que unem impacto ambiental, renda e dignidade. Negócios que reconhecem que conservar e restaurar a natureza só faz sentido quando as pessoas que vivem nesses territórios também são fortalecidas.
Neste Dia Internacional da Biodiversidade, olhamos para Madagascar para ampliar nossa escuta, reconhecer aprendizados entre territórios e reafirmar uma ideia essencial: proteger a biodiversidade é também investir nas comunidades que cuidam dela todos os dias.