10/08/2026
Durante entrevista ao LIBERAL, Jabá afirmou que a falta de servidores compromete praticamente todas as atividades dentro dos presídios. Segundo ele, policiais acabam acumulando funções e assumindo dois ou três postos durante o mesmo plantão, que frequentemente ultrapassa as 12 horas previstas.
"O policial acaba assumindo dois ou três postos ao mesmo tempo. Um plantão de 12 horas frequentemente termina com 14 ou até 16 horas de trabalho. Isso afeta a segurança, a saúde mental e aumenta o risco de erros", disse.
Segundo o dirigente sindical, o déficit funcional desencadeia uma série de problemas, como adoecimento, desgaste físico e emocional e aumento da insegurança para os profissionais.
"Quando um policial precisa cuidar do dobro de presos do que deveria, toda a segurança f**a comprometida. Isso não afeta apenas quem trabalha dentro dos presídios. Reflete na segurança pública como um todo", declarou.
"Estamos fazendo o trabalho de vários"
Um policial penal que atua no sistema prisional paulista e pediu para não ser identif**ado afirma que o déficit de efetivo se agravou nos últimos anos e obrigou os servidores a acumular funções.
"Hoje um policial faz movimentação de presos, atende ocorrências, acompanha consultas médicas e ainda precisa manter a segurança do setor. Muitas vezes estamos sozinhos em um raio com centenas de presos".
Outro ponto destacado pelo sindicato é o aumento dos casos de adoecimento psicológico entre policiais penais.
Segundo dados apresentados pela entidade, os registros de suicídio passaram de dois casos em 2020 para cinco em 2025. Em 2026, o número já chegou a seis casos nos primeiros oito meses do ano. Para Jabá, a sobrecarga está diretamente ligada ao problema.