25/04/2026
Está no ar nosso boletim "Economia em Foco", abril de 2026, destacando:
1. Panorama Macroeconômico e Projeções:
Apesar das tensões geopolíticas no Oriente Médio, o Brasil apresenta uma perspectiva de crescimento moderado. O FMI revisou positivamente o PIB para 1,9% em 2026, impulsionado pela relevância do país no setor energético. As projeções de mercado variam entre 1,6% (Banco Central), 2% (CervBrasil) e 2,3% (Ministério da Fazenda).
2. Crise de Endividamento e Inadimplência:
O cenário é marcado por um paradoxo: baixo desemprego x alto endividamento das famílias.
Famílias Endividadas: Atingiram 80,4% em março de 2026.
Inadimplência: O número de pessoas com contas em atraso saltou de 70 milhões (2023) para 83 milhões (2026).
Cartão de Crédito: Continua como o principal ofensor, representando a dívida de 85% dos inadimplentes.
3. Medidas Governamentais:
Desenrola 2.0: Para conter a crise de crédito em ano eleitoral, o Ministério da Fazenda planeja lançar em maio o programa Desenrola 2.0. O objetivo é renegociar dívidas com instituições financeiras, prevendo descontos agressivos de até 90% sobre o valor original do débito.
4. O Impacto das Apostas Online (Bets):
A expansão das bets foi identificada como um fator crítico para a restrição da renda e o aumento do endividamento.
Consumo: O setor de bebidas sentiu o impacto, com queda de 5% nas vendas de cerveja em 2025, atribuída em parte ao desvio de renda para apostas.
Regulação: O Governo Federal busca endurecer a publicidade e a regulação do setor para mitigar danos financeiros e desinformação.
5. Mudanças Estruturais no Trabalho (Escala 6x1):
Avança o debate para o fim da jornada 6x1. A proposta foca na redução da jornada e na garantia de dois dias de descanso semanal sem redução salarial.
Prazo: Expectativa de aprovação no Congresso em até três meses.
Reação: O setor empresarial manifesta preocupação com o aumento de custos operacionais e defende uma implementação gradual para evitar choques financeiros nas empresas.
O setor cervejeiro de projeta uma recuperação gradual ao longo de 2026, impulsionada pelo clima, feriados e pela realização da Copa do Mundo de futebol.