Federação Brasileira das Associações Cristãs de Moços

Federação Brasileira das Associações Cristãs de Moços "Para que todos sejam um". João 17: 21 "Maior presença no território nacional, tornando-se o principal agente de consolidação e expansão do movimento acemista".

A FEDERAÇÃO BRASILEIRA DAS ASSOCIAÇÕES CRISTÃS DE MOÇOS


Atendendo à necessidade de representatividade das ACMs brasileiras na Aliança Mundial das ACMs / YMCAs, em assembleia ocorrida em 1903, a Federação Brasileira das ACMs foi fundada pelas ACMs do Brasil, com sede locada na cidade do Rio de Janeiro/RJ. Em 1972 a Federação Brasileira mudou-se para a capital de São Paulo, onde conquistou sua sede própria, seu endereço até hoje. A HISTÓRIA DE UM MOVIMENTO DE AMOR



A Associação Cristã de Moços surgiu em um momento histórico de grande significado para a humanidade. No final do século XVIII e decorrer do século XIX, a Revolução Industrial substitui processos de produção manual pela introdução de processos de produção mecânica e traz para o mundo novas perspectivas nos mais diversos setores. Ao mesmo tempo em que os avanços tecnológicos proporcionaram o aumento da qualidade de vida de um número restrito de pessoas, surgiram problemas sociais tais como o aumento da população e das jornadas de trabalho nas fábricas. Um dos exemplos mais característicos do processo de exclusão social provocado pelo avanço tecnológico foi a perda de empregos não só de milhares de pequenos artesãos urbanos, como também, de camponeses no meio rural. Nesse contexto de novas perspectivas, de rápido crescimento das cidades, de expansão para o mundo e ainda, de péssimas condições de trabalho, de exclusão social e da utilização de mão-de-obra infantil é que surge a Associação Cristã de Moços. Desde o século XVI já existiam na Europa pequenos grupos de jovens cristãos que se reuniam para estudos bíblicos: na Holanda, em 1568; em Paris, em 1629; nos Estados Unidos, em 1677, entre outros movimentos em países europeus. Entretanto, nenhum deles alcançou a dimensão do movimento iniciado pelo então jovem George Williams.

Endereço

Rua Nestor Pestana, 125 - 8° Andar - Cj. 83
São Paulo, SP
01303010

Informação geral

O SEU CONTEXTO HISTÓRICO A ACM nasceu em um período muito agitado da história da humanidade. Na verdade, a ACM surge como uma resposta, uma conseqüência dos impactos sociais da Revolução Industrial. Iniciada na Inglaterra, no final do século XVIII, a Revolução Industrial foi responsável por uma profunda mudança econômica, social, cultural e política no mundo de então. A Revolução Industrial foi responsável pela introdução da máquina no cotidiano do trabalho. Tarefas que antes só eram possíveis de ser realizadas através do trato manual agora contavam com o considerável auxílio de um equipamento que agilizava o processo, aumentava a produção e potencializava o lucro. Alguns fatores contribuíram para que a Revolução Industrial tivesse como berço a Inglaterra. Durante o período da revolução comercial, a Inglaterra conseguiu acumular capitais mais do que qualquer outro país europeu graças ao monopólio que os ingleses detinham sobre o tráfico de escravos. Também a expansão do comércio inglês de produtos de lã e a lucrativa atividade dos piratas junto aos galeões espanhóis colaborou demasiadamente para a acumulação de capital. Também a política do governo inglês de permitir a tomada de posse das terras dos camponeses pelos aristocratas ingleses introduziu uma nova fase na agricultura inglesa em que os produtos eram produzidos em grande escala para serem comercializados em grandes mercados e não mais em pequenas quantidades para o mercado local como faziam os camponeses. Isso possibilitou um grande abastecimento de alimentos nas cidades e também um grande êxodo de camponeses que, expulsos de suas terras foram para as cidades onde serviriam como mão-de-obra à crescente indústria inglesa. Em meados do século XVIII, a população da Inglaterra cresceu muito, o que significava um mercado maior para os produtos industrializados. No entanto, o grande mercado da indústria inglesa foi o externo, especialmente as colônias dos antigos impérios de Portugal e Espanha. Nessa atmosfera de produção crescente, de desenvolvimento do capitalismo industrial e de grande concentração humana em Londres, as condições de vida e de trabalho deixavam muito a desejar. A cidade de Londres não havia se preparado adequadamente para o assustador salto demográfico que enfrentou com a Revolução Industrial. O texto A traz o relato de Friedrich Engels (1820-1895), um dos filósofos que desenvolveram a teoria socialista com o objetivo de encontrar um novo caminho tendo em vista a brutalidade como o ser humano era tratado em prol da indústria e do desenvolvimento econômico. O texto B exibe uma comparação feita por um administrador da época entre os operários ingleses e os escravos domésticos americanos.

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