Federação Brasileira das Associações Cristãs de Moços
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"Para que todos sejam um". João 17: 21 "Maior presença no território nacional, tornando-se o principal agente de consolidação e expansão do movimento acemista".
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O SEU CONTEXTO HISTÓRICO A ACM nasceu em um período muito agitado da história da humanidade. Na verdade, a ACM surge como uma resposta, uma conseqüência dos impactos sociais da Revolução Industrial. Iniciada na Inglaterra, no final do século XVIII, a Revolução Industrial foi responsável por uma profunda mudança econômica, social, cultural e política no mundo de então. A Revolução Industrial foi responsável pela introdução da máquina no cotidiano do trabalho. Tarefas que antes só eram possíveis de ser realizadas através do trato manual agora contavam com o considerável auxílio de um equipamento que agilizava o processo, aumentava a produção e potencializava o lucro. Alguns fatores contribuíram para que a Revolução Industrial tivesse como berço a Inglaterra. Durante o período da revolução comercial, a Inglaterra conseguiu acumular capitais mais do que qualquer outro país europeu graças ao monopólio que os ingleses detinham sobre o tráfico de escravos. Também a expansão do comércio inglês de produtos de lã e a lucrativa atividade dos piratas junto aos galeões espanhóis colaborou demasiadamente para a acumulação de capital. Também a política do governo inglês de permitir a tomada de posse das terras dos camponeses pelos aristocratas ingleses introduziu uma nova fase na agricultura inglesa em que os produtos eram produzidos em grande escala para serem comercializados em grandes mercados e não mais em pequenas quantidades para o mercado local como faziam os camponeses. Isso possibilitou um grande abastecimento de alimentos nas cidades e também um grande êxodo de camponeses que, expulsos de suas terras foram para as cidades onde serviriam como mão-de-obra à crescente indústria inglesa. Em meados do século XVIII, a população da Inglaterra cresceu muito, o que significava um mercado maior para os produtos industrializados. No entanto, o grande mercado da indústria inglesa foi o externo, especialmente as colônias dos antigos impérios de Portugal e Espanha. Nessa atmosfera de produção crescente, de desenvolvimento do capitalismo industrial e de grande concentração humana em Londres, as condições de vida e de trabalho deixavam muito a desejar. A cidade de Londres não havia se preparado adequadamente para o assustador salto demográfico que enfrentou com a Revolução Industrial. O texto A traz o relato de Friedrich Engels (1820-1895), um dos filósofos que desenvolveram a teoria socialista com o objetivo de encontrar um novo caminho tendo em vista a brutalidade como o ser humano era tratado em prol da indústria e do desenvolvimento econômico. O texto B exibe uma comparação feita por um administrador da época entre os operários ingleses e os escravos domésticos americanos.
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