15/08/2026
O fim do tratamento do linfoma não significa, necessariamente, o fim dos impactos da doença. Algumas necessidades podem permanecer e continuar interferindo na qualidade de vida. 🧩
O estudo avaliou 205 sobreviventes de linfoma, investigando a relação entre necessidades não atendidas e qualidade de vida, além de aspectos físicos, emocionais, sociais e funcionais relacionados à experiência de sobrevivência.
Os resultados mostraram que menos necessidades não atendidas estavam associadas a melhor qualidade de vida. Entre as dificuldades mais frequentes, destacaram-se o cansaço (72,5%) e os problemas de memória ou concentração (67,2%). Mulheres e sobreviventes mais jovens apresentaram maior probabilidade de relatar necessidades ainda não atendidas.
Para a Psico-oncologia, esses achados reforçam que o cuidado não termina com o tratamento oncológico. 🌿 Avaliar necessidades emocionais, sociais e funcionais ao longo da sobrevivência pode ajudar a reconhecer vulnerabilidades que permanecem e orientar intervenções mais individualizadas.
Sobreviver também envolve aprender a viver com aquilo que permanece depois do tratamento.
Se este conteúdo pode ampliar o olhar de outros profissionais sobre a sobrevivência ao câncer, compartilhe. 🤍