20/08/2026
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Nem toda alteração periodontal em crianças e adolescentes tem o mesmo significado.
A gengivite associada ao biofilme é frequente nessa faixa etária. A atenção aumenta quando o quadro observado é desproporcional aos fatores locais, apresenta evolução inesperada ou não responde como previsto após a melhora da higiene e o tratamento periodontal.
O consenso conjunto da European Federation of Periodontology (EFP) e da European Academy of Paediatric Dentistry (EAPD), publicado em 2026, identificou mais de 70 condições genéticas, congênitas e adquiridas que podem impactar os tecidos periodontais de crianças e adolescentes.
Isso não significa suspeitar de uma condição sistêmica diante de qualquer gengivite. Significa reconhecer quando idade, biofilme, hábitos e demais fatores locais já não são suficientes para explicar o quadro.
Nessas situações, anamnese, acompanhamento clínico e histórico do paciente ajudam o Cirurgião-Dentista a decidir quando aprofundar a investigação ou encaminhar para outro profissional da saúde.
Na matéria do APCD Jornal, o Prof. Dr. Giuseppe Alexandre Romito e a Profa. Dra. Mariana Minatel Braga Fraga, ambos da FOUSP, explicam quais sinais merecem atenção e como esse raciocínio se aplica à prática clínica.
Fonte: Chapple I et al. Gingival and Periodontal Diseases and Conditions in Children and Adolescents: Consensus Report. Journal of Clinical Periodontology e European Archives of Paediatric Dentistry, 2026.