08/06/2026
Um mesmo remédio pode ficar até 27 vezes mais caro sem violar as regras da CMED
O 5º volume da nossa pesquisa "O Tamanho da Brecha" mostra que a regulação atual está distante da realidade enfrentada pela população e pelo SUS.
Nas farmácias, medicamentos como o Clavulin, usado no tratamento de infecções bacterianas, podem ter aumentos superiores a 100% e, ainda assim, permanecer dentro dos limites permitidos.
Os descontos também levantam um alerta. A Losartana potássica, utilizada para problemas cardiovasculares, chega a apresentar desconto de 982,39% mediante o fornecimento do CPF. Na prática, consumidores são pressionados a escolher entre pagar mais caro ou compartilhar dados pessoais sem a devida transparência.
O SUS também sofre, pois medicamentos de alto custo também podem ter aumentos expressivos.
Um exemplo disso é o Sofosbuvir, utilizado no tratamento da hepatite C, que foi adquirido pelo governo por R$ 776,44, enquanto o teto permitido chegava a R$ 21.638,36. Uma diferença de 2.686,87%, que permitiria um aumento de até 27 vezes sem descumprir a regulação.
Defendemos transparência nos custos da indústria, revisão dos tetos da CMED, participação social nas decisões e o fim dos descontos artificiais.
São mudanças essenciais para garantir preços mais justos, proteger nossos dados e fortalecer o acesso a medicamentos.
Conheça a pesquisa completa e assine a campanha Remédio a Preço Justo: https://idec.org.br/remedio-a-preco-justo