07/10/2026
Tem substância tóxica no seu aparelho eletrônico também?
Enquanto a União Europeia proíbe chumbo em eletrônicos desde 2006, no Brasil qualquer quantidade é legal.
Essa diferença tem consequências e elas são preocupantes:
💀 Em 2024, menos de 0,3% do lixo eletrônico gerado no país passou por reciclagem formal;
💀 O Brasil produz 2,4 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano;
💀 Trabalhadores sem proteção manuseiam diariamente chumbo, mercúrio, cádmio e cromo hexavalente, metais que são altamente tóxicos.
De quase 5 mil empresas que trabalham com eletrônicos no Brasil, estima-se que 150 empresas atuam coletando de volta esses produtos e dando destino correto a esse tipo de resíduo.
O restante vai para aterros, lixões ou reciclagem informal.
E o problema não termina aí. As substâncias tóxicas presentes nos aparelhos, nocivas à saúde humana e ao meio ambiente, contaminam solo, água e ar e podem chegar ao corpo por alimentos, água e até pela respiração.
Quem mais sofre? Comunidades em situação de vulnerabilidade e catadores, expostos sem escolha.
Defendemos que essa responsabilidade não recaia sobre quem consome. Ela deve ser de quem fabrica, importa e lucra com esses produtos. Enquanto a lei não mudar, a conta f**a com quem não pode pagar.
Precisamos de regras mais duras para proteger a saúde e o meio ambiente.
Saiba mais sobre o impacto do lixo eletrônico na sua saúde: https://idec.org.br/dicas-e-direitos/o-impacto-do-lixo-eletronico-na-sua-saude-no-meio-ambiente-e-nas-relacoes-sociais