02/10/2026
Nesta sexta-feira (02/10), data que marca os 34 anos do Massacre do Carandiru, o IDDD reuniu associadas e associados, integrantes da Comissão Arns (Comissão Arns) e parceiros para uma visita guiada à exposição de longa duração “Ditadura Nunca Mais: memórias de repressão e resistência políticas”, no Memorial da Resistência.
Conduzida pelo núcleo educativo do museu, a atividade percorreu imagens, vídeos, objetos e espaços de memória e resistência, conectando as experiências vividas durante a ditadura civil-militar às marcas que o autoritarismo e a violência de Estado ainda deixam na sociedade brasileira.
Na sequência, uma roda de conversa reuniu José Carlos Dias, conselheiro do IDDD e integrante da Comissão Arns, que atuou na defesa de presos políticos durante a ditadura; Rita Sipahi, advogada, conselheira do Memorial da Resistência, integrante da Comissão de Anistia do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e ex-presa política; Luiz Felipe de Alencastro, historiador e presidente da Comissão Arns; e Belisário dos Santos Jr., advogado que também atuou na defesa de presos políticos durante o regime e foi secretário da Administração Penitenciária (1995) e de Justiça e da Defesa da Cidadania de São Paulo (1995-2000).
O encontro abordou as experiências de resistência à ditadura, as marcas deixadas por aquele período e a importância de preservar esses registros. A atividade aconteceu no espaço que abriga o percurso curatorial “Carandiru: Lugar de Memória”, dedicado à preservação da memória do massacre e das inúmeras violações cometidas pelo Estado.
Relembrar esse passado é também uma forma de reconhecer as violações cometidas e fortalecer, no presente, o compromisso com a defesa dos direitos humanos e da democracia.