Cenpec Tem como objetivo o desenvolvimento de ações voltadas à melhoria da qualidade da educação pública e à participação no aprimoramento da política social.
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Somos uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que desenvolve projetos com foco no enfrentamento das desigualdades educacionais e na promoção de uma educação pública de qualidade, com equidade.

O que é preciso considerar para que a recomposição das aprendizagens se traduza, de fato, em garantia do direito de apre...
17/08/2026

O que é preciso considerar para que a recomposição das aprendizagens se traduza, de fato, em garantia do direito de aprender 📚?

Em sua nova nota técnica, o Cenpec amplia essa questão ao olhar para a trajetória da aprendizagem na educação básica brasileira,o cenário atual com a implementação do Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens e apontar caminhos para o fortalecimento da política de recomposição.

🔎 O material reúne reflexões para gestoras(es), profissionais da educação, pesquisadoras(es), jornalistas e todas as pessoas interessadas em pensar políticas educacionais capazes de responder às desigualdades presentes nas trajetórias escolares.

💬 Quer entender por que a recomposição precisa ir além de respostas pontuais e quais caminhos podem fortalecer essa política? Leia a nota técnica completa no site do Cenpec e participe desse debate.

Link na bio 😃.

Cenpec

A democracia também se aprende e se pratica na escola.Ela está presente quando estudantes podem expressar suas opiniões,...
11/08/2026

A democracia também se aprende e se pratica na escola.

Ela está presente quando estudantes podem expressar suas opiniões, formular propostas, questionar decisões e participar da construção do ambiente escolar. Está nos grêmios, nos conselhos, nas assembleias e também nas conversas cotidianas em que suas experiências são reconhecidas e consideradas.

Garantir participação estudantil não significa apenas abrir espaço para que crianças, adolescentes e jovens falem. Significa criar condições para que suas vozes tenham impacto nas decisões que afetam sua formação, sua convivência e seu futuro.

Ao se organizarem coletivamente, estudantes desenvolvem autonomia, responsabilidade e capacidade de diálogo. Também aprendem que a transformação social não é uma tarefa individual, mas um processo construído com escuta, negociação e participação.

Neste 11 de agosto, Dia do Estudante, o Cenpec reforça a importância de escolas que reconheçam estudantes como sujeitos do presente: pessoas capazes de analisar a realidade, defender ideias e contribuir para uma sociedade mais democrática.

Recuperação, reforço e recomposição das aprendizagens não são sinônimos. Cada conceito expressa uma forma diferente de c...
07/08/2026

Recuperação, reforço e recomposição das aprendizagens não são sinônimos. Cada conceito expressa uma forma diferente de compreender as dificuldades escolares e de definir quem deve responder por elas.

Historicamente, a recuperação escolar foi organizada como uma medida pontual, geralmente aplicada ao final de um período letivo para retomar conteúdos e evitar a reprovação. O reforço, por sua vez, passou a oferecer apoio complementar diante de dificuldades específicas apresentadas durante o ano.

Embora essas estratégias possam cumprir funções importantes, ambas foram frequentemente estruturadas a partir do desempenho individual do estudante. Nessa lógica, as dificuldades de aprendizagem tendem a ser tratadas como defasagens pessoais, enquanto as condições de oferta do ensino, as desigualdades sociais e as responsabilidades dos sistemas educacionais permanecem em segundo plano ⚠️.

A pandemia tornou esse limite ainda mais evidente. A interrupção das atividades presenciais e o acesso desigual ao ensino remoto ampliaram problemas que já faziam parte da educação brasileira. Muitas(os) estudantes não tiveram as mesmas condições de acesso e aprendizagem. Por isso, não bastava retomar conteúdos ou ampliar aulas: era necessário reorganizar a própria resposta educacional.

É nesse contexto que a recomposição das aprendizagens ganha centralidade. Ela pressupõe uma atuação planejada e articulada, envolvendo diagnóstico, priorização curricular, monitoramento contínuo, formação docente, materiais adequados e reorganização dos tempos e das práticas escolares.

A recomposição também altera a pergunta que orienta a política pública. Em vez de responsabilizar o estudante pelo que não aprendeu, é preciso analisar quais condições precisam ser garantidas para que ele avance 🎯. (continua nos comentários)

A infância é tanto o ponto de partida quanto o ponto de chegada 🌱.Ponto de partida porque é nos primeiros seis anos de v...
04/08/2026

A infância é tanto o ponto de partida quanto o ponto de chegada 🌱.

Ponto de partida porque é nos primeiros seis anos de vida que se formam bases decisivas do desenvolvimento físico, cognitivo e socioemocional. Ponto de chegada porque a garantia dos direitos das crianças deve orientar as escolhas coletivas, as políticas públicas e o projeto de sociedade que queremos construir 🧭.

Essa é a perspectiva do Mês da Primeira Infância 2026, mobilização nacional que reúne mais de 100 organizações de diferentes áreas sob o tema “Cuidar da primeira infância é cuidar do mundo”. A campanha mostra que a primeira infância não pertence a uma única agenda: ela atravessa a educação, a saúde, a alimentação, o saneamento, a inclusão, o combate ao racismo, a proteção contra as violências e o enfrentamento das desigualdades 🌍.

Ao participar dessa construção coletiva, o Cenpec chama atenção para uma dimensão central: cuidar da primeira infância é cuidar da educação. Isso significa garantir acesso, permanência e experiências educativas de qualidade desde o começo da vida, considerando que as condições em que cada criança cresce influenciam suas possibilidades de aprender e se desenvolver 📚.

Mas também exige olhar para além da escola. Nenhuma política educacional será plenamente efetiva enquanto crianças continuarem expostas à fome, ao racismo, à violência, à falta de saneamento ou à exclusão. Colocar a primeira infância no centro é reconhecer que enfrentar essas desigualdades desde o início amplia as possibilidades de transformar trajetórias individuais e coletivas 🤝🏽.

Cuidar do começo da vida é, portanto, cuidar do presente e das bases sobre as quais o futuro será construído 🌱👶🏽📚🌍.

Com Funda Coşkunçãomariaceciliasoutovidigal 🫱🏽‍🫲🏻.

Quem costuma ser lembrado quando falamos em literatura de cordel? Quais autoras aparecem nos livros, nas atividades esco...
01/08/2026

Quem costuma ser lembrado quando falamos em literatura de cordel? Quais autoras aparecem nos livros, nas atividades escolares e nas referências apresentadas aos estudantes?

A literatura de cordel reúne poesia, ritmo, oralidade, memória e diferentes formas de interpretar a realidade. Embora as mulheres sempre tenham participado dessa tradição, suas produções e trajetórias ainda recebem menos espaço do que deveriam.

Conhecer autoras como Jarid Arraes, Josenir Lacerda e Mari Bigio ajuda a compreender a diversidade do cordel brasileiro. Em suas obras, elas recuperam histórias apagadas, valorizam a cultura popular, apresentam novos temas e aproximam essa linguagem de diferentes públicos e gerações.

Levar essas cordelistas para a sala de aula não significa apenas acrescentar nomes a uma lista de leitura. Significa ampliar os repertórios oferecidos aos estudantes e reconhecer as mulheres como produtoras de literatura, conhecimento e memória.

Neste 1º de agosto, Dia do Poeta da Literatura de Cordel, o Cenpec convida educadoras e educadores a conhecerem e fazerem circular as produções de mulheres cordelistas 📚.

Quais autoras você já apresenta às suas turmas?

A volta às aulas também exige atenção à forma como crianças e adolescentes convivem, constroem vínculos e lidam com as d...
30/07/2026

A volta às aulas também exige atenção à forma como crianças e adolescentes convivem, constroem vínculos e lidam com as diferenças.
Bullying e cyberbullying não são conflitos passageiros nem etapas naturais do crescimento. São formas de violência que podem afetar a permanência na escola, a aprendizagem, a autoestima e a participação de estudantes nos espaços coletivos.
Enfrentar o problema não significa apenas agir depois de uma denúncia. É preciso construir uma cultura escolar baseada no respeito, na escuta e na proteção, com regras conhecidas por toda a comunidade, canais seguros de comunicação e equipes preparadas para identificar sinais de violência.

Também é necessário evitar respostas que culpabilizam quem sofreu, exponham estudantes ou reduzam situações graves a “brincadeiras”. Acolher não é apenas ouvir: é interromper a violência, garantir proteção e acompanhar cada caso de forma responsável.

No ambiente digital, o compromisso precisa continuar. Famílias, escolas, plataformas e poder público devem atuar para que as redes não sejam espaços de humilhação, perseguição ou isolamento.

Uma escola segura não é aquela em que os conflitos são escondidos, mas aquela que sabe reconhecê-los e enfrentá-los sem abandonar nenhum estudante.

👉 Como a comunidade escolar pode transformar a prevenção ao bullying em uma prática cotidiana?

27/07/2026

Uma escola grande, cheia de cadeiras, encontros e possibilidades. Esse era o sonho dessa miniquerida e a alegria de vê-lo realizado transborda em seu primeiro dia de aula ✨.

A volta às aulas também pode representar o início de novas descobertas, vínculos e caminhos. Que a animação desse momento nos contagie e nos lembre de que toda criança e todo adolescente têm o direito de aprender, participar e construir seus próprios sonhos 🌱.

Neste novo período letivo, desejamos que cada estudante encontre uma escola que acolha sua trajetória, reconheça suas potencialidades e ofereça condições para que seus sonhos possam crescer.

Uma boa volta às aulas!

Créditos:
Repórter: Michelle Sampaio
Menina: 𝓡𝓪𝓺𝓾𝓮𝓵 𝓐𝓭𝓸𝓻𝓪𝓿𝓮𝓵 🤍
Animação: Rafaella Tuma

Quem aparece como referência quando a escola fala de literatura? Quem é apresentado como alguém capaz de interpretar o m...
25/07/2026

Quem aparece como referência quando a escola fala de literatura? Quem é apresentado como alguém capaz de interpretar o mundo, produzir conhecimento e construir memória?

Durante muito tempo, a formação literária oferecida a estudantes brasileiras(os) esteve concentrada em um conjunto limitado de autoras(es) e experiências. Ampliar esse repertório não significa apenas acrescentar novos nomes a uma lista. Significa reconhecer que mulheres negras latino-americanas e caribenhas produzem pensamento, linguagem e formas próprias de narrar sociedades marcadas pelo racismo, pelo colonialismo e pelas desigualdades.

A presença dessas escritoras no cotidiano escolar também contribui para que estudantes negras(os) se reconheçam como leitoras(es), autoras(es) e produtoras(es) de conhecimento. Para todas e todos, representa a oportunidade de conhecer perspectivas que ainda recebem pouco espaço nos currículos e nas práticas pedagógicas 📚✍🏿.

Neste 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e Dia Nacional do Escritor, o Cenpec convida educadoras e educadores a refletirem: quais vozes têm ocupado suas aulas?

A volta às aulas costuma vir acompanhada de expectativas, demandas e da sensação de que tudo precisa estar pronto desde ...
23/07/2026

A volta às aulas costuma vir acompanhada de expectativas, demandas e da sensação de que tudo precisa estar pronto desde o primeiro dia. Mas o planejamento pedagógico não é uma lista fechada de tarefas. Ele se constrói a partir da realidade da turma, das condições da escola e das escolhas feitas ao longo do caminho.

Planejar também significa observar, registrar, dialogar com colegas e reconhecer que mudanças de rota fazem parte do trabalho docente. Nenhuma turma retorna igual, e nenhum planejamento permanece adequado se não puder ser revisto.

Por isso, mais do que tentar prever cada detalhe, é importante criar condições para que o ensino tenha intencionalidade, sentido e abertura para acolher o que emerge no cotidiano escolar 📚✨.

E você, o que costuma considerar essencial na hora de organizar a volta às aulas? Compartilhe nos comentários 👇🏿.

📣 Estão encerradas as inscrições para a 13ª edição do Solve for Tomorrow Brasil.Agradecemos a todos(as) os(as) professor...
14/07/2026

📣 Estão encerradas as inscrições para a 13ª edição do Solve for Tomorrow Brasil.

Agradecemos a todos(as) os(as) professores(as) que participaram desta edição e inscreveram seus projetos e suas equipes.

A próxima etapa do programa é a avaliação dos projetos para a seleção dos 30 semifinalistas.

Você pode acompanhar as atualizações de cada etapa nas redes sociais do Cenpec, coordenador geral do programa no Brasil, e no site do Solve for Tomorrow Brasil.

👉🏽 https://solvefortomorrowbrasil.com.br/

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