O Projeto Bê-a-bá do Cidadão nasceu em 1998 entre universitários da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) comprometidos com a democratização do ensino jurídico. A proposta inicial do grupo, que elaborava cartilhas e as divulgava em escolas, comunidades e outras organizações da sociedade, era sensibilizar, debater e difundir os direitos e deveres dos cidadãos, sempre através de uma
linguagem simples e acessível. Foram produzidas e publicadas as seguintes cartilhas: Direitos do Consumidor; Como tirar seus documentos; Direito Ambiental e Eleições: conhecendo e aplicando as regras desse jogo. Bem sucedida, a experiência de distribuição de cartilhas motivou a criação do projeto Direito na Escola (DNE) que, com duração de 3 ou 6 meses e adotando a educação participativa da pedagogia de Paulo Freire como metodologia, potencializou a sensibilização para os temas abordados, o vínculo entre os participantes e o sucesso da proposta de projetos de intervenções. Em 2007, os educandos do DNE criaram a Biblioteca Comunitária Jd Fontális como projeto de intervenção, cuja coordenação ficou a cargo da comunidade local. Autônoma, a Biblioteca Fontális ganhou prêmios, firmou parcerias com o Poder Público Municipal e Federal e formou jovens lideranças também premiadas, atualmente parceiras do Bê-a-Bá. Constituída como associação sem fins lucrativos desde 2004, a Associação Bê-a-Bá do Cidadão vem implementando projetos e firmando parcerias sempre com a missão de fazer da educação para a cidadania e para os direitos humanos prática mais presente no cotidiano brasileiro. Em 2011, estreou os Jogos de Cidadania, em parceria com a Oficina Municipal . Os Jogos são oficinas que convidam os participantes, a partir da simulação de situações concretas ou fictícias, a debater e refletir questões sobre democracia, organização, estrutura e funcionamento do Estado; sobre os desafios da gestão pública e da efetivação de direitos e deveres; e sobre as lógicas que permeiam as relações entre atores e setores da sociedade, públicos e privados. Além disso, permitem a experimentação de práticas cidadãs que incentivam a formação e o exercício da cidadania. Uma destas dinâmicas, “Jogo do Poder”, foi inspiração para a elaboração do estudo de caso jurídico “Ocupação Irregular em APP: o caso de Taboão da Serra”, para a Casoteca Latino Americana de Direito e Política Pública da Faculdade de Direito da Fundação Getulio Vargas , e está contida na Nota de Ensino do Caso como metodologia opcional para o ensino do Direito. Recentemente revisou o conteúdo da Cartilha Eleições: conhecendo e aplicando as regras desse jogo e da Cartilha Como tirar seus documentos, com voluntários estudantes de Direito da PUC-SP e parceria com o Instituto Pro Bono, bem como, entre outras ações, ministrou Curso de Capacitação aos funcionários da Educação Fiscal da Receita Federal e do Centro de Formação, Treinamento e Aperfeiçoamento – CEFOR da Câmara dos Deputados, bem como participou de evento comemorativo de 10 anos de Educação Fiscal no Litoral Norte, ministrou oficinas na Oficina Municipal e para alunos da Fundação Getúlio Vargas – FGV.