Instituto Arapyaú

Instituto Arapyaú Somos uma instituição privada, sem fins lucrativos, dedicada a fortalecer redes, organizações e proje

18/06/2026

Antes de chegar à mesa, a comida depende do solo, da água, da biodiversidade e das pessoas que cultivam e transformam os alimentos.

No Dia da Gastronomia Sustentável - 18 de junho, data instituída pela ONU para valorizar a agricultura local e a biodiversidade dos territórios, retomamos algumas imagens da imersão que aconteceu esse ano em Serra Grande, onde começamos nossa história há 18 anos, aonde tivemos o prazer de receber a chef Bel Coelho

A chef percorreu as etapas da cadeia produtiva do cacau e conheceu as cabrucas — sistemas agroflorestais típicos da região que comprovam que produção e conservação podem habitar a mesma terra. Visitou também instituições e assentamentos essenciais para a evolução do cacau regional e para a agroecologia.

Acreditamos que conectar ingredientes, saberes e tradições do território com quem atua diretamente no mercado, pode apoiar o reconhecimento e o fortalecimento das cadeias produtivas da bioeconomia e impulsionar uma economia que valoriza a floresta e as pessoas que nela vivem.

MataAtlântica

Muitas vezes, restauração florestal e alimentação são tratadas como agendas separadas.  Elas são tidas como causas vizin...
12/06/2026

Muitas vezes, restauração florestal e alimentação são tratadas como agendas separadas. Elas são tidas como causas vizinhas, simpáticas uma à outra, mas distintas. Essa separação é um erro de estratégia — e, no caso da Amazônia, um erro com consequências climáticas diretas.

O futuro climático do bioma depende, em boa medida, da integração dessas duas agendas em uma única estratégia territorial de desenvolvimento.

É justamente o que defende a segunda edição do estudo 'O Protagonismo das Florestas Brasileiras na Agenda Climática Global', elaborado por uma coalizão de instituições e que seráapresentado ao longo de 2026 nas três Conferências das Partes da ONU — as COPs do Clima, da Biodiversidade e da Desertif**ação.

Restaurar florestas e construir sistemas alimentares saudáveis são dois lados da mesma aposta. A restauração recupera solo, água e a resiliência climática que torna qualquer produção possível ao longo do tempo. As cadeias alimentares, por sua vez, criam o incentivo econômico para manter a floresta de pé. Uma sem a outra não se sustenta.

A lógica que costura as duas pontas é a da economia regenerativa. É uma lógica econômica diferente da extrativa. A economia regenerativa propõe uma produção que devolve mais do que toma, de modo que o sistema se fortaleça a cada ciclo. O solo f**a mais fértil, não menos. A biodiversidade aumenta, não desaparece. Dessa perspectiva decorre uma inversão que ainda custa a ser aceita: restaurar não é custo, é investimento.

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Em sua mais recente coluna, , Presidente do nosso Conselho, coloca em perspectiva uma oportunidade que o Brasil ainda nã...
04/06/2026

Em sua mais recente coluna, , Presidente do nosso Conselho, coloca em perspectiva uma oportunidade que o Brasil ainda não decidiu aproveitar. Para ele, .izabellateixeira e Mariana Barbosa, que co-assinam o artigo, o mercado global de carbono está sendo construído agora e as decisões que definem quem lidera esse mercado estão sendo tomadas em tempo real.

A Comissão Europeia conduziu entre março e maio deste ano uma consulta pública sobre o uso de créditos de carbono internacionais no seu sistema de cap and trade, o maior mercado regulado do mundo. Empresas brasileiras do setor de remoção de carbono participaram com entusiasmo, mas ainda falta a adesão do governo ou, melhor, uma decisão: conceder os Ajustes Correspondentes para projetos de restauração florestal de alta integridade.

Sem esse “carimbo de autenticidade”, créditos gerados no Brasil não acessam os mercados mais valiosos do mundo. Por outro lado, com ele, bilhões em investimentos privados se desbloqueariam — e o país honraria a liderança que projetou ao mundo em Belém.

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Há uma convergência simbólica entre política e natureza.  O filósofo Marcos Nobre argumenta que já não faz sentido dispu...
15/05/2026

Há uma convergência simbólica entre política e natureza.

O filósofo Marcos Nobre argumenta que já não faz sentido disputar eleições prometendo a volta aos arranjos do passado, uma vez que as condições que os sustentavam desapareceram. O mesmo vale para a restauração ecológica. Não existe mais um estado anterior claro a ser recuperado.

Na prática, isso signif**a que restaurar deixou de ser uma questão apenas técnica para ser também política. Diferentes visões de futuro disputam o que conta como natureza a ser reconstituída — e para quem.

Assim, o critério de sucesso muda: não se trata mais de reproduzir uma semelhança com o passado, mas de manter ecossistemas capazes de continuar funcionando em um mundo em transformação.

Leia a coluna completa de para o no link da bio.

Em nova coluna no ,  e  analisam como a governança corporativa deve evoluir para enfrentar a complexidade climática, geo...
04/05/2026

Em nova coluna no , e analisam como a governança corporativa deve evoluir para enfrentar a complexidade climática, geopolítica e tecnológica.

O artigo destaca que os conselhos e líderes empresariais não podem mais se apoiar em planos rígidos, apenas. A resiliência das organizações depende da capacidade de migrar de uma postura reativa para uma atuação exploratória, pautada por princípios e pela diversidade de visões de mundo.

🔗 Acesse o link da bio e leia o texto na íntegra.

01/05/2026

Este trecho em vídeo é parte do filme ‘A Queda do Céu’, dirigido por e . A frase, por sua vez, pertence ao livro homônimo escrito pelo xamã yanomami Davi Kopenawa, em parceria com o antropólogo Bruce Albert.

A obra acaba de ser eleita o melhor livro brasileiro de não ficção do século 21, indicado por 23 dos 100 membros de um júri organizado pela . A curadoria reuniu desde intelectuais influentes e imortais da Academia Brasileira de Letras (ABL) até jovens autores de destaque.

Como apoiadores dessas realizações, acompanhamos com orgulho o alcance das obras, que levam a perspectiva dos yanomami, povo indígena originário, a novos patamares de reconhecimento nacional e internacional.

O teaser completo está no perfil da e o livro é da .

O babaçu, o açaí, a mandioca e a pimenta baniwa são ingredientes nativos da Amazônia. Mais do que alimentos, eles mostra...
19/04/2026

O babaçu, o açaí, a mandioca e a pimenta baniwa são ingredientes nativos da Amazônia. Mais do que alimentos, eles mostram que é possível aliar desenvolvimento local, cultura e conservação ambiental em uma mesma cadeia.

Neste Dia dos Povos Indígenas, 19 de abril, reforçamos que o fortalecimento da bioeconomia é um caminho concreto para manter a floresta em pé e garantir a segurança e o bem-estar social de quem nela habita.

A publicação ‘Amazônia de Boca a Boca’ reúne um mapeamento de ingredientes nativos, comunidades tradicionais e modelos produtivos sustentáveis do território.

Acesse o material completo pelo link da bio.

Estivemos em São Francisco para acompanhar as discussões do Global Philanthropy Forum 2026 e integrar uma jornada de apr...
15/04/2026

Estivemos em São Francisco para acompanhar as discussões do Global Philanthropy Forum 2026 e integrar uma jornada de aprendizado sobre o futuro do nosso setor.

Por lá, participamos de uma imersão com filantropias brasileiras e mergulhamos em debates que reafirmam o papel do Brasil como um importante articulador de soluções globais.

Entendemos que a filantropia é uma ponte entre territórios e tomadores de decisão, e que os desafios atuais exigem unidade e pluralidade. No carrossel, compartilhamos 6 diretrizes centrais que trouxemos dessa imersão:

1. Atuação ágil diante das mudanças globais;
2. Escuta e protagonismo das comunidades;
3. Uso estratégico e eficiente do capital;
4. Fortalecimento da participação social;
5. Construção de narrativas inspiradoras;
6. Priorização da colaboração coletiva.

Por mais desafiador e incerto que o futuro possa parecer, ele não está pré-determinado. Há a possibilidade concreta de construí-lo de forma mais equitativa de forma individual e coletiva.

A nova edição do estudo “Viabilidade econômica de Sistemas Agroflorestais com Cacau”, desenvolvido pelo Instituto Arapya...
13/04/2026

A nova edição do estudo “Viabilidade econômica de Sistemas Agroflorestais com Cacau”, desenvolvido pelo Instituto Arapyaú em parceria com o CocoaAction Brasil, revisita as projeções econômicas do modelo agroflorestal diante de um contexto mais volátil e exigente.

Desde a primeira publicação, a cadeia do cacau enfrentou oscilações de preços, aumento de custos e novas exigências regulatórias internacionais. A atualização recalcula cenários, incorpora essas variáveis e confirma: o sistema mantém consistência econômica mesmo sob maior pressão de mercado.

Além da análise financeira, o documento examina o alinhamento do modelo às exigências de rastreabilidade, clima e biodiversidade, e aponta os desafios estruturais que precisam ser enfrentados para ampliar escala e impacto.

Produzir com floresta em pé é uma decisão econômica.
E os dados continuam sustentando esse caminho.

Acesse o estudo completo pelo link da bio.

O Programa de Fellows do Instituto Arapyaú ganha um novo integrante: Fernando Sampaio.  Engenheiro agrônomo formado pela...
10/04/2026

O Programa de Fellows do Instituto Arapyaú ganha um novo integrante: Fernando Sampaio.

Engenheiro agrônomo formado pela .oficial/USP, traz na bagagem experiências na direção executiva do programa Estratégia Produzir, Conservar e Incluir de Mato Grosso e na co-facilitação da , rede fomentada pelo Arapyaú. Foi diretor executivo da entre 2011 e 2016, e diretor de sustentabilidade entre 2023 e 2025.

Atualmente, lidera a Secretaria Executiva da Rede de Inteligência em Agricultura e Clima e integra o Comitê Consultivo da Tropical Forest Alliance.

O Programa de Fellows reúne lideranças comprometidas com a construção coletiva de reflexões e soluções para os desafios do Brasil.

Seja bem-vindo, Fernando! Que essa jornada ajude a fortalecer e a impulsionar agendas estratégicas para o país.

Endereço

Avenida Nova De Julho, 5617/3º Andar/Itaim Bibi
São Paulo, SP
01407-200

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 08:00 - 18:00
Terça-feira 08:00 - 18:00
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