23/09/2026
Tem coisa que hoje a gente faz no automático e nem lembra que um dia precisou entender como funcionava. O que virou rotina já foi dúvida, tentativa e primeira vez e, muitas vezes, havia alguém por perto para explicar, mostrar por onde começar ou responder uma pergunta.
Quando falamos de jovens em situação de vulnerabilidade, vale lembrar disso antes de interpretar o que ainda está sendo aprendido como desinteresse, falta de maturidade ou responsabilidade. Nem sempre existe a mesma possibilidade de recorrer a alguém quando uma situação nova aparece.
No Celeiro Vó Tunica, isso aparece em coisas pequenas e concretas: entender um documento, encontrar uma informação, conversar sobre as opções antes de uma decisão ou esclarecer uma dúvida antes de seguir. A orientação entra quando faz sentido, mas o próximo passo continua com o jovem: é ele quem pergunta, escolhe, tenta e assume o que vem depois.