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Intermuseus Intermuseus agora é Intercultura!

Somos uma associação civil sem fins lucrativos (OSCIP) que busca idealizar, desenvolver, estimular e fortalecer ações no campo museológico, cultural e socioambiental que gerem impacto positivo e transformação social. O Intermuseus tem como propósito inspirar, promover e desenvolver ações no campo cultural que gerem impacto positivo e transformação social, fortalecendo as conexões e o engajamento entre os museus e a sociedade.

18 de maio é o Dia Internacional dos Museus. O tema deste ano, proposto pelo ICOM, é “Museus unindo um mundo dividido”, ...
18/05/2026

18 de maio é o Dia Internacional dos Museus. O tema deste ano, proposto pelo ICOM, é “Museus unindo um mundo dividido”, e poucos exemplos o mostram tão bem quanto os ecomuseus, museus orgânicos e museus criados por grupos da própria sociedade civil para preservar sua memória, identidade e luta do território.

📍 Muquifu — Museu dos Quilombos e Favelas Urbanos
Aglomerado Santa Lúcia, Belo Horizonte — MG
Fundado em 2012 a partir de mobilizações dos movimentos sociais locais, o Muquifu nasceu da recusa em permitir que a história das favelas e dos quilombos urbanos de BH fosse apagada. Seu acervo é composto por objetos, fotografias, festas, danças e histórias de resistência, curado por uma prática que o coletivo chama de “Museologia Vegana”: sem objetos de tortura ou de suplício. Só o que sustenta.

📍 Museu Comunitário do Jardim São Manoel
Santos — SP
Inaugurado em outubro de 2025, é o primeiro museu de periferia da Baixada Santista. Itinerante, percorre praças, ruas e espaços do bairro guiado pelos próprios moradores, levando o acervo para onde o público estiver. Nasceu de 15 anos de escuta e de construção coletiva. A memória aqui não espera dentro de quatro paredes.

📍 Museu Comunitário Poço Comprido
Vicência, Zona da Mata Norte — PE
Único engenho de açúcar remanescente do século XVIII em Pernambuco, tombado pelo IPHAN e gerido pela Associação dos Filhos e Amigos de Vicência. Sem recursos fáceis, funciona pelo afeto e pela dedicação de quem tem memória afetiva pelo lugar. Um espaço de cultura afro-indígena, de história do açúcar e de protagonismo comunitário na zona rural pernambucana.

São muitos espalhados por todo o país. Colocamos alguns, mas vale pesquisar no Cadastro Nacional de Museus: cadastro.museus.gov.br

Em maio, o trabalho está em pauta.Uma ocasião pra uma pergunta: o que conta como trabalho?Trabalhar com cultura no Brasi...
08/05/2026

Em maio, o trabalho está em pauta.

Uma ocasião pra uma pergunta: o que conta como trabalho?

Trabalhar com cultura no Brasil é escolher um caminho que cresce em reconhecimento — a economia criativa já mostra seu peso — mas que carrega dimensões que nenhum indicador consegue medir: vínculos reconstruídos, memórias recuperadas, vozes que o sistema costuma ignorar.

No projeto Cultura Transformação, pesquisamos exatamente isso: como práticas culturais atuam em territórios reais, com pessoas reais, produzindo transformações que vão além do que qualquer métrica consegue capturar.

Neste mês, saudamos quem faz esse trabalho e reafirmamos o nosso.

A semana do Dia Mundial do Livro chegou com novidade.O Ministério da Cultura acaba de lançar o Mapa dos Eventos Literári...
24/04/2026

A semana do Dia Mundial do Livro chegou com novidade.

O Ministério da Cultura acaba de lançar o Mapa dos Eventos Literários do Brasil: uma plataforma colaborativa que reúne feiras, festivais, bienais, saraus, circuitos e muito mais — espalhados por todo o país.

Já estreou com mais de 380 eventos catalogados. E é aberto: quem organiza eventos literários também pode cadastrar o seu.
Vale muito participar e acompanhar

Link na bio.

16/04/2026

A periferia não é um bloco.
Nunca foi.

São pessoas de origens, crenças e histórias completamente diferentes — que um dia passaram a dividir o mesmo território.
E tiveram que aprender a conviver. Não por concordância. Por necessidade.

Talvez seja exatamente aí que esteja a potência: reorganizar o modo de vida a partir da diversidade, não apesar dela.
Tiarajú Pablo D’Andrea — professor da UNIFESP e pesquisador do Centro de Estudos Periféricos — em conversa com a Intercultura sobre território, cultura e política na periferia de São Paulo.

Este é um trecho do nosso webinar completo, disponível no YouTube. Acesse pelo link na bio.

No encerramento do mês da mulher, destacar iniciativas que ampliam vozes é um gesto transformador.Em 2018, a Intercultur...
30/03/2026

No encerramento do mês da mulher, destacar iniciativas que ampliam vozes é um gesto transformador.

Em 2018, a Intercultura se juntou ao movimento internacional Arte+Feminismo. Juntas, realizaram, em São Paulo, o Edit-a-thon Wikipedia: Mulheres editam mulheres. Essa ação coletiva propôs ocupar um dos maiores espaços de construção de conhecimento do mundo.

Naquele contexto, menos de 10% das pessoas editando a Wikipédia se identificavam como mulheres. O desequilíbrio refletia também no conteúdo: menos biografias, registros e visibilidade.

Durante 8 horas, 19 mulheres se reuniram para mudar esse cenário na prática.

Novas editoras, verbetes criados, conteúdos revisados acima de tudo, um movimento de participação ativa na produção de conhecimento.

Mais do que números, essa ação deixa claro: quando mulheres ocupam espaços de fala e escrita, a sociedade ganha novas narrativas e perspectivas.

Anos se passaram. Os números, apesar de ligeiramente maiores, ainda indicam um longo caminho: até 2025, só 15% dos editores da Wikipédia se identificam como mulheres. Apenas 20% das biografias são sobre mulheres e somente 21% do conteúdo do Wikimedia Commons está relacionado a elas.

Que experiências como essa sigam ecoando dentro e fora das plataformas digitais. Participe, compartilhe e apoie iniciativas que fortalecem a presença, a memória e as contribuições de mulheres na arte, na cultura e na sociedade.

19/03/2026

No mês da mulher, histórias que ampliam o olhar são essenciais para promover a compreensão e o respeito. Na Intercultura, acreditamos na escuta como caminho para compreender o outro e compreendermos a nós mesmos.

Charlene cresceu em uma família cristã, se formou em Direito e, por escolha própria, abraçou o Islã.
Não foi resultado de pressão.
Não foi por imposição.
Foram curiosidade, estudo e uma decisão que pertencia só a ela.

Mas o que nem sempre aparece são os desafios que vêm junto com essa escolha.
Olhares de julgamento. Comentários que confundem religião com estereótipos.

Situações que fazem até o que se ama precisar ser repensado.
Ainda assim, Charlene segue em frente.

A história dela faz parte das narrativas ouvidas e compartilhadas pelo Museu da Empatia , uma iniciativa que reúne histórias reais para ampliar perspectivas e promover diálogo.

A história dela não cabe em rótulos
E talvez seja exatamente por isso que ela precisa ser ouvida.
Porque ser mulher também é isso: ter o direito de construir sua própria trajetória mesmo quando ela foge do esperado.

Assista ao vídeo completo no link da bio e inspire-se com a trajetória de Charlene.

Compartilhe e conheça outras histórias em: museudaempatia.org.br/historias



A Intercultura agora também está no LinkedIn.Por lá vamos compartilhar:• bastidores dos projetos• pesquisas e reflexões ...
06/03/2026

A Intercultura agora também está no LinkedIn.

Por lá vamos compartilhar:
• bastidores dos projetos
• pesquisas e reflexões sobre cultura e território
• oportunidades, parcerias e iniciativas culturais

Se você quer acompanhar mais de perto o que estamos construindo, siga nossa página.

🔗 Link na bio.

Para todos verem: arte gráfica com fundo em gradiente roxo e rosa. No topo está o logotipo da Intercultura. No centro da imagem lê-se: “Estamos no LinkedIn”. Logo abaixo, em destaque: “Artigos, bastidores e projetos da Intercultura”. Na parte inferior está a frase: “Siga nossa página”.

Audiovisual pós-industrial: criação coletiva e memória de territórioA sociedade industrial foi uma fase breve da históri...
27/02/2026

Audiovisual pós-industrial: criação coletiva e memória de território

A sociedade industrial foi uma fase breve da história central na Europa, entre os séculos XVIII e XX, e consolidada tardiamente no Brasil, especialmente a partir do projeto desenvolvimentista de Juscelino Kubitschek.

O conceito de sociedade pós-industrial, formulado por Domenico De Masi, surge quando a indústria passa a perder hegemonia na geração de valor.

Ao mobilizar essa ideia no Brasil, é preciso ter cuidado para não reproduzir leituras eurocêntricas. A proposta é tensionar o “pós-industrial” como chave para pensar práticas audiovisuais que emergem fora da lógica da indústria cultural.

Como aponta Cezar Migliorin, o cinema pós-industrial não é amador nem simplesmente posterior à industrialização: trata-se de outra forma de organizar o trabalho — menos hierárquica, mais processual, baseada em encontros e compartilhamentos.

Um exemplo concreto é o filme sobre Kika Silva, de Besen, liderança fundamental na articulação entre o movimento negro e o feminista em São Paulo. Realizado sem recursos financeiros, o projeto reuniu um coletivo de artistas ativistas da zona leste para registrar a trajetória de resistência e de formação política.

O filme dialoga com o mapeamento cultural realizado em 2024 pelo GiraLab, em Cidade Tiradentes. Mapeamento, oficinas e filme: diferentes linguagens de um mesmo compromisso com a memória, o território e a educação antirracista.

Pensar o audiovisual pós-industrial é afirmar que a forma de produzir também é um posicionamento político. Criar coletivamente, fora dos circuitos hegemônicos, é um gesto de transformação social.

🎬 Bela Vista, Cidade Tiradentes, Luta e Axé: Trajetos de Kika Silva
O link para assistir está na bio.

Por
Realizadora audiovisual, pesquisadora, educadora e curadora.
Coordenadora pedagógica e de articulação cultural do projeto GiraLab, da Intercultura.

Carnaval é direito. É tempo de viver.Carnaval é um contraponto à lógica produtivista que mede o valor das pessoas pela c...
13/02/2026

Carnaval é direito. É tempo de viver.

Carnaval é um contraponto à lógica produtivista que mede o valor das pessoas pela capacidade de gerar lucro. É afirmação de que corpos negros, periféricos e historicamente subalternizados são mais do que força de trabalho — são potência cultural, memória e criação.

Mesmo em contextos de escravização, populações africanas e afrodescendentes mantiveram batuques, rodas, congadas, maracatus e sambas como forma de preservar identidades e fortalecer laços comunitários.

Como analisa Achille Mbembe, o corpo negro foi historicamente controlado e disciplinado. Festejar é reapropriação do próprio corpo e do direito à alegria.

Para Tricia Hersey, descanso é resistência. Brincar, dançar e ocupar as ruas também são formas de insurgência.

Essa perspectiva dialoga com Helena Theodoro, que evidenciou o samba e o Carnaval como espaços históricos de resistência ao racismo estrutural.

Reivindicar o direito ao ócio e à festa é disputar o tempo para existir para além da produtividade.

Carnaval é manifesto vivo.
Carnaval é direito ao tempo de viver.

Endereço

Rua Drive Virgílio De Carvalho Pinto, 445
São Paulo, SP
05415-030

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