16/01/2026
EDUCAÇÃO
Projeto “Descobrindo o Japão” completa cinco anos de atuação em escolas públicas de SP
São Paulo – O Projeto Descobrindo o Japão chega ao seu quinto ano em 2025, consolidando-se como uma iniciativa de difusão cultural que tem aproximado crianças e jovens da rede pública de ensino da cultura japonesa. Criado em 2021, em meio à pandemia, o projeto nasceu da perseverança e da organização de sua idealizadora, Emi Imai, e desde então já promoveu quase 200 workshops, beneficiando diretamente 560 estudantes.
A primeira edição ocorreu de forma virtual, com 14 oficinas on-line, abordando diferentes aspectos da tradição e do cotidiano do Japão. O conteúdo vai desde atividades práticas, como arte de embalagem (sacolas de papel), origami, arte de p**a, oshibana-e (arte com flores secas), Hiragana (escrita japonesa), Kawaii Obentô (marmitas decoradas), até práticas culturais como o Ikigai (arte de viver feliz), a dança do leão lendário (Shishimai), danças Kabuki, o jogo milenar Go, o Shogui, além de ensinamentos como Feng Shui, Mottainai (sustentabilidade), a filosofia do Houtoku, inspirada em Kinjiro Ninomiya e a filosofia e a pratica do kendô (arte marcial).
O programa também inclui oficinas de mangá, música tradicional japonesa, arte do chá e palestras sobre segurança, liderança, técnicas de oratória, histórias das províncias japonesas e até oportunidades de estudo no Japão. Outra vertente importante são as atividades externas, como visitas à Japan House, ao Museu da Imigração Japonesa e passeios culturais pelo bairro da Liberdade.
Entre os profissionais voluntários que já contribuíram com a iniciativa estão nomes como Tchami Elisa Asanuma, Teruco Kamitsuji, Jun Mabe, Cel. Douglas Sano, Tabita Takayama, Erica Sayuri, Victor Scopacasa, Rebeca Vilhalva, Katia Akemi Uchimura, Hiromi Coppede, Ritsuki Hasegawa, a Cia. Fujima de Kabuki, Fabio Suetugo, Akira Ninomiya, Regina Yamada, Hugo Teruya, Jun Mabe e a própria Emi Imai. Todos cedem tempo e conhecimento para que os alunos tenham acesso à experiência.
A primeira escola a receber o projeto foi a EE Major Arcy, localizada na Vila Mariana, onde estudou Emi Imai quando chegou ao Brasil, vinda de Tóquio, aos 15 anos. Desde então, a iniciativa alcançou diversas unidades, entre elas: EE Lasar Segall, EE Brasilio Machado, EE Princesa Isabel, EE Gomes Cardim Professor e EE Marechal Deodoro.
No Ensino Fundamental II, o projeto é oferecido dentro da disciplina eletiva, escolhida pelos alunos. Já no Fundamental I, as atividades ocorrem após o almoço, permitindo a participação voluntária dos estudantes interessados.
No primeiro semestre de 2025, o projeto esteve presente nas escolas EE Major Arcy e EE Princesa Isabel, com a realização de aproximadamente 35 workshops. Já no segundo semestre, mantém as atividades na EE Major Arcy e amplia sua atuação para a EE Marechal Floriano, reforçando o compromisso de levar a cultura e educação japonesa a um número cada vez maior de estudantes.
Emi Imai busca apoio junto a empresas e instituições, conseguindo materiais e alimentos para manter as atividades do projeto. Entre os parceiros estão entidades e empresas como ABJICA, Acrilex, Aliança Cultural Brasil-Japão, Aomori Kenjin Kai, Fundação Kunito Miyasaka, KiF Brazil Associação Brasileira de Shogi, Brasil Nihon Kiin, Bunkyo, Confederação Brasileira de Kendô, FPK, Consulado Geral do Japão em São Paulo, Hirota Food Supermercados, Inventeca – StoryMax, JCI Brasil-Japão, JICA, Rinnai Brasil, Cia. Fujima de Kabuki, Gráfica Araujo, Instrumentos musicais _Miki Minase/Marcia Abe, Mabe Academy, Vem pra Liba, Laços Humanitários, NK2 brands, Oshibana-e, VMPG Investimentos entre muitos outros. Nanci Venâncio, presidente da ABJICA tem dado todo apoio para contabilizar as doações financeiras e compra de material necessária aos alunos do projeto. Com uma rede de voluntários engajada, apoio institucional e a determinação de sua idealizadora, o Projeto Descobrindo o Japão segue expandindo horizontes e fortalecendo a ponte cultural entre Brasil e Japão, levando conhecimento e vivência da cultura nipônica para centenas de estudantes da rede pública paulista.