23/09/2026
Me deparei com essa mensagem acima na internet e ela se encaixa perfeitamente na premissa que levo para a minha maternidade, atípica e não atípica.
A maternidade me ensinou, talvez da forma mais intensa possível, que a vida não nos dá a opção de voltar algumas páginas.
O diagnóstico trouxe desafios, medos, mudanças de planos e dias que eu certamente gostaria que fossem mais leves. Mas, no meio de tudo isso, também me fez enxergar o tempo de outro jeito.
Me fez entender que, enquanto a gente se preocupa tanto com o próximo capítulo, o que está acontecendo agora também é a vida.
São as conversas no meio da rotina, as risadas inesperadas, os abraços, as fases que parecem intermináveis e, de repente, já passaram. Até aqueles dias comuns que a gente só percebe que eram especiais quando viram lembrança.
Ser mãe despertou em mim essa vontade de estar mais presente nas páginas que estou vivendo, porque sei que não vou poder voltar para relê-las exatamente como eram.
Meus filhos vão crescer. Eu também vou mudar. A vida vai continuar virando as páginas.
E talvez uma das coisas mais bonitas que eu possa fazer seja não passar rápido demais por elas. ❤️