10/06/2025
Hoje, registro este vídeo. Segunda feira, quase 09 horas. Veículos de porte médio a pequeno, da Subprefeitura, CGM e da PM (batalhão de choque) em todos os cantos e acessos do piso superior da Praça Roosevelt, inclusive na área do equipamento de condicionamento físico existente, ali, à disposição das pessoas. A manhã estava fria e chuvosa.
O vídeo permite ver rachaduras, poças e desnível de piso que evidentemente não foram provocados por esqueitistas, crianças com bicicletas, patins ou pelas solas dos tênis dos artistas independentes que por ali caminham e se expressam no mundo urbano da cidade e que não estão no conteúdo das imagens deste vídeo. Imaginem se estivessem sendo filmado neste vídeo.
As cenas do vídeo representam a evolução do que os serviços públicos negativos do Município e do Estado vem fazendo com a Praça Roosevelt e também representam um fato que vem se repetindo há mais de um ano, e nos últimos meses, diariamente, no horário das 07 às 09 horas.
Duas horas diárias de ocupação total da Praça de um ponto turístico por viaturas e vários servidores públicos do município (vinculados à Subprefeitura da Sé), servidores militares do Estado vinculados à PM e servidores públicos do Município vinculados à GCM (não mais que 40, na média dos dias).
Dinheiro público mantendo servidores, veículos e equipamentos públicos, simplesmente, para ocuparem rotineiramente um espaço público da cidade e das pessoas, o piso superior da Praça Roosevelt.
A Praça Roosevelt é único lugar no centro de São Paulo (antigo) que vc pode apreciar um pôr do Sol ou apreciar a lua e estrelas sem sair do chão, bem como, num dia de chuva fina e frio, caminhar por um lugar (um lugar!) da cidade que não seja chamado de calçada, de faixa de segurança ou piso de shopping.
O fato de SE VER tanta viatura e tantos servidores, todos os dias, das 07 às 09 horas, deve atender alguma finalidade visada pelo governo Municipal e Estadual, porém apesar de toda a ostentação às custas da destruição do piso superior da Praça Roosevelt, o que se vê no túnel sob o piso da Praça é o desastre da eficiência de um serviço social e do serviço segurança oferecido sem princípios pelos governos atuais do Município do Estado.
Mas quem é que sofre com isso, né? Quem se importante com um espaço público?
Talvez, só Castro Alves, nos lembre que a Praça é do Povo e por ser do povo, é pública, para o povo, com o povo. Porque Praça Pública é expressão de Democracia de Estado de Direitos.
O que vemos, pode ser um aceleramento da destruição do piso da Praça Roosevelt para justificar uma reforma futura em que os gastos exorbitantes de futuras licitações irão contemplar a instalação de quartéis numa Praça que ainda é pública num ponto turístico da cidade.
Justifica-se a tese do “aceleramento da destruição do piso superior da Praça Roosevelt” no fato de que a construção do piso atual da Praça, em 2010, não se destinou a servir de estacionamento de veículos de serviços públicos. E a população da cidade gastou 100 milhões para ter um lugar sem estacionamentos de veículos, mas desde a pandemia esse lugar indispensável para a saúde psíquica das pessoas vem sendo consumido e destruído por outros interesses.
Compartilhe e vamos salvar uma Praça. Uma laje de concreto com vida!
A Associação APRAÇA apoia as iniciativas do Coletivo Ocupa Roosevelt nas propostas de defesa do espaço público urbano, nosso local, sua história e seu urbanismo.