11/04/2025
Povos originários presentes ao ATL 2025 (Acampamento Terra Livre) realizaram uma poderosa marcha em Brasília (DF), nesta quinta-feira (10), que reuniu cerca de 7 mil indígenas. Com cantos, rituais, faixas, cartazes e palavras de ordem, a manifestação tomou a Esplanada dos Ministérios sob o lema “A Resposta Somos Nós”.
Além de denunciar a Câmara de Conciliação do STF (Supremo Tribunal Federal) que debate a Lei 14.701, do Marco Temporal, e exigir a revogação desta Lei da Morte, os povos originários também reafirmaram que o combate à crise climática passa pela demarcação e proteção dos territórios indígenas, responsáveis pela preservação do meio ambiente e defesa da vida.
Os temas estão no centro dos debates do ATL, que acontece desde a última segunda-feira (7), em Brasília, e se encerra nesta sexta-feira (11).
A marcha “A Resposta Somos Nós” foi a expressão viva dessa resistência. Porém, o que deveria ser um momento de manifestação democrática foi violentamente reprimido pela Polícia Militar do DF e pela Polícia Legislativa.
A CSP-Conlutas repudia a ação truculenta e antidemocrática da Polícia Militar do DF e da Polícia Legislativa do Congresso Nacional. É inaceitável que os povos indígenas continuem sendo alvo da violência e desrespeito aos seus direitos. É preciso apuração imediata e responsabilização dos autores.
Ao longo desta semana, o ATL 2025 teve uma extensa programação de debates, plenárias, atividades culturais e marchas para reafirmar e fortalecer a luta em defesa dos territórios, direitos, do meio ambiente e da vida dos povos indígenas.
Reafirmamos todo apoio e solidariedade aos povos originários do Brasil!
Seguir a luta pela revogação da lei inconstitucional do Marco Temporal, pelo encerramento da ilegítima comissão de conciliação do STF!
Demarcação, já!
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