A Associação Viva o Centro foi fundada em 11 de outubro de 1991, sob a liderança de Henrique Meirelles, que reuniu as mais significativas entidades e empresas sediadas ou vinculadas ao Centro de São Paulo, com o objetivo de reverter o processo de declínio então vivido pela região. Na época, devido à intensa migração de moradores, empresas e até órgãos governamentais para as novas centralidades (Pa
ulista, Faria Lima, Berrini), imperava a descrença frente à recuperação do Centro, apesar de a região ser das mais bem servidas da cidade em infra-estrutura (metrô, energia elétrica, telefonia, cabeamento ótico, gás). O trabalho da Viva o Centro tem sido vital para garantir o processo de recuperação do Centro – fator importante para o crescimento sustentável de São Paulo e sua manutenção no conjunto das cidades globais. A entidade se organizou de forma profissionalizada, com equipes contratadas para trabalhar pelo desenvolvimento da Área Central da cidade em seus aspectos urbanísticos, culturais, funcionais, sociais e econômicos, de forma a transformá-la num grande, forte e eficiente Centro Metropolitano. E definiu os pilares de sua atuação:
1) Elaborar propostas para o Centro a partir de estudos, diagnósticos, seminários, debates e workshops;
2) Divulgar o Centro por meio de publicações próprias e assessoria de imprensa;
3) Organizar e capacitar a comunidade do Centro para a formação de núcleos de participação local (Ações Locais) para zelar pelo espaço público em suas microrregiões (ruas e praças do Centro);
4) articular parcerias entre a iniciativa privada e o poder público em busca de mais qualidade de vida no Centro; e
5) Auxiliar e acompanhar as ações do poder público para o Centro, participando de comissões, oferecendo e discutindo propostas de melhorias. As duas grandes âncoras do sistema financeiro no Brasil – BM&F e Bovespa, que mais tarde se fundiram dando origem à BM&FBovespa, hoje quarta maior bolsa do mundo – decidiram permanecer na região. A sede da Prefeitura voltou para o coração da cidade e mais de 20 órgãos superiores das administrações públicas municipal e estadual fizeram o mesmo. O Centro ganhou equipamentos culturais de primeira, entre eles a Sala São Paulo, com projeto contratado pela Viva o Centro, e uma legislação que favorece o uso mais racional e proveitoso do solo urbano (Lei de Operação Urbana Centro e Lei da Concessão Urbanística, ambas com apoio da Associação). Praças públicas foram reformadas, entre elas a Praça do Patriarca, também com projeto contratado pela Viva o Centro.