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Comunico minha renúncia à Presidência do Instituto Micélio Sagrado (IMS).Esta decisão resulta de divergências acumuladas...
12/09/2026

Comunico minha renúncia à Presidência do Instituto Micélio Sagrado (IMS).

Esta decisão resulta de divergências acumuladas ao longo dos últimos meses sobre os rumos da instituição, seus processos de governança, a baixa participação da comunidade e a dificuldade de construção de uma gestão efetivamente compartilhada.

Acredito que organizações comprometidas com uma causa de interesse público precisam ser construídas sobre transparência, pluralidade, responsabilidade, compromisso científico e princípios democráticos.

Tenho especial preocupação com processos de concentração e assimetria de poder, com o personalismo e com situações em que o dissenso e a contestação deixam de ser reconhecidos como elementos legítimos da vida institucional.

No campo dos psicodélicos — atravessado por interesses científicos, terapêuticos, políticos, econômicos, religiosos e sociais —, precisamos estar muito atentos ao risco de captura institucional por interesses particulares.

Minha saída da Presidência não representa uma saída da causa. Continuarei atuando na pesquisa e na construção de políticas públicas para a psilocibina orientadas por evidências, reparação histórica, redução de danos e interesse público.

Diante da atual situação institucional, convoquei uma Assembleia Geral para 11 de outubro, às 18h, na qual a comunidade poderá deliberar democraticamente sobre a sucessão, a reorganização institucional e a realização de novas eleições.

Acredito que instituições são maiores do que seus dirigentes — e que sua legitimidade depende da capacidade de preservar a democracia, inclusive nos momentos de divergência.

A carta aberta completa, incluindo os fundamentos da decisão, questões estatutárias e informações sobre a Assembleia, está disponível no blog.

🔗 Leia a íntegra pelo link na bio.

Marcel Nogueira
Presidente — Instituto Micélio Sagrado
11 de setembro de 2026

O Núcleo Científico do Instituto Micélio Sagrado publica o relatório técnico-científico “Aspectos de Segurança da Psiloc...
08/09/2026

O Núcleo Científico do Instituto Micélio Sagrado publica o relatório técnico-científico “Aspectos de Segurança da Psilocibina”, que apresenta uma análise crítica das evidências clínicas, epidemiológicas e clínico-legais disponíveis até 2025.

O resultado mostrou que nos sete estudos examinados, nenhuma morte foi atribuída exclusivamente à toxicidade aguda da psilocibina.

As pesquisas e revisões analisadas reuniram mais de 4.600 participantes, sem registro de mortes atribuídas à substância. Os eventos adversos observados foram predominantemente transitórios, incluindo cefaleia, náusea, ansiedade, fadiga, tontura e alterações moderadas da pressão arterial.

Nos registros clínico-legais analisados, os óbitos associados ao uso de psilocibina envolveram sobretudo acidentes traumáticos, uso concomitante de outras substâncias ou causas indeterminadas, sem evidência de morte atribuída exclusivamente à toxicidade aguda da psilocibina.

Esses achados não significam ausência de riscos, especialmente em contextos não supervisionados. Ao contrário, reforçam a importância da regulamentação, da redução de danos, da supervisão adequada, da identificação correta de espécies selvagens de cogumelos psilocibinos, da vigilância epidemiológica e da formulação de políticas públicas baseadas em evidências.

📄 O informe completo está disponível na página inicial do site do IMS, na seção “Relatórios Internacionais”. Link na bio!

Um novo estudo publicado na Nature investigou como a psilocibina altera a dinâmica cerebral e como essas mudanças se rel...
24/08/2026

Um novo estudo publicado na Nature investigou como a psilocibina altera a dinâmica cerebral e como essas mudanças se relacionam ao contexto e à experiência subjetiva.

A pesquisa reuniu 62 adultos sem experiência prévia com psicodélicos, submetidos a exames de fMRI e EEG antes e durante os efeitos da psilocibina. Os pesquisadores avaliaram a atividade cerebral em diferentes condições: repouso, meditação, música e filme.

O que os pesquisadores encontraram?

1. O cérebro não parece simplesmente entrar em “caos”
A psilocibina reorganizou a atividade cerebral em padrões estruturados e sensíveis ao contexto, questionando a ideia de que o estado psicodélico seja explicado apenas por desorganização ou aumento de entropia.

2. Maior integração entre redes cerebrais
Redes que normalmente pouco se comunicavam passaram a apresentar maior integração.

3. O contexto importa
A organização da atividade cerebral variou conforme a pessoa estava meditando, ouvindo música, assistindo a um filme ou em repouso. Os pesquisadores identificaram um padrão de atividade alinhado ao contexto de uso da substância.

Por que isso é importante?
O estudo contribui para uma compreensão mais aprofundada dos mecanismos neurobiológicos dos psicodélicos. Seus resultados sugerem que não basta perguntar o que a psilocibina faz com o cérebro: também é importante compreender como o cérebro responde ao contexto em que a experiência acontece.

Limitações
É importante destacar que o estudo foi realizado com adultos saudáveis e não avaliou eficácia terapêutica. Portanto, os resultados ajudam a compreender mecanismos neurobiológicos, mas não demonstram, por si só, que a psilocibina seja um tratamento eficaz e seguro para qualquer condição clínica.

📖 Quer entender melhor essa pesquisa?
Leia a análise completa no blog. Link na bio!

Referência
doi: 10.1038/s41586-026-10910-z.

O Instituto Micélio Sagrado (IMS) apresenta mais uma edição do seu Informe Internacional, iniciativa dedicada ao acompan...
19/08/2026

O Instituto Micélio Sagrado (IMS) apresenta mais uma edição do seu Informe Internacional, iniciativa dedicada ao acompanhamento contínuo das transformações científicas, regulatórias e institucionais relacionadas à psilocibina no Brasil e no mundo.

O Observatório busca reunir e organizar informações de fontes públicas e documentos verificáveis, oferecendo à comunidade um panorama contextualizado sobre os principais movimentos que vêm ocorrendo nesse campo.

Mais do que acompanhar notícias, a proposta é contribuir para uma compreensão qualificada das mudanças que podem influenciar a pesquisa científica, as políticas públicas, os modelos regulatórios e os diferentes debates relacionados à psilocibina.

📄 O informe completo está disponível na página inicial do site do IMS, na seção “Relatórios Internacionais”.

O Instituto Micélio Sagrado (IMS) esclarece que opiniões, comentários, posicionamentos e manifestações realizados por se...
24/06/2026

O Instituto Micélio Sagrado (IMS) esclarece que opiniões, comentários, posicionamentos e manifestações realizados por seus membros, colaboradores, conselheiros, voluntários ou participantes em perfis pessoais, redes sociais, entrevistas ou quaisquer outros espaços de expressão individual não representam nossa posição institucional.

Os posicionamentos oficiais do IMS são divulgados exclusivamente por seus canais institucionais e por representantes formalmente autorizados.

O IMS valoriza a pluralidade de perspectivas, o livre debate de ideias e a autonomia de seus integrantes. Nesse sentido, cada pessoa é integralmente responsável pelas opiniões, manifestações e conteúdos que publica em caráter pessoal.

Conforme dispõe o Art. 30 do Estatuto do Instituto Micélio Sagrado, o IMS não se responsabiliza por atos, danos ou prejuízos causados por seus membros a terceiros quando tais atos estiverem desvinculados das atividades exercidas ou forem realizados fora do âmbito institucional da entidade.

O IMS permanece comprometido com o diálogo qualificado, a ética, a produção científica, o respeito à diversidade de opiniões e a construção de debates públicos fundamentados em evidências.

Um artigo publicado recentemente na revista científica Frontiers in Neuroscience apresentou o caso de uma paciente idosa...
08/06/2026

Um artigo publicado recentemente na revista científica Frontiers in Neuroscience apresentou o caso de uma paciente idosa com Alzheimer em estágio avançado que demonstrou melhorias funcionais significativas após o uso de uma dose alta (5 g) de cogumelos Psilocybe cubensis da strain Enigma.

Segundo o relato, cerca de 19 horas após a administração, a paciente despertou de um período de sono profundo e passou a relatar espontaneamente memórias e experiências pessoais. A intervenção foi seguida pela recuperação da continência urinária (perdida havia cerca de cinco anos) e pela retomada da capacidade de caminhar sem auxílio. Essas melhorias persistiram por semanas. Um mês depois, uma segunda sessão (3 g) pareceu reforçar os ganhos observados, especialmente em relação ao humor, à expressão emocional e à mobilidade.

Os pesquisadores sugerem que, embora a substância não reverta o Alzheimer, ela pode estimular a capacidade do cérebro de formar novas conexões e reorganizar circuitos afetados pela doença. Eles também propõem que algumas habilidades que parecem perdidas podem continuar preservadas em algum grau, mesmo em casos avançados de demência, tornando-se temporariamente acessíveis após determinadas intervenções.

Como se trata de um único relato de caso, os resultados observados devem ser interpretados com cautela. O estudo reforça a importância da realização de ensaios clínicos controlados com pacientes com Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas para investigar melhor o potencial terapêutico da psilocibina nessas populações.

O artigo está disponível na íntegra:
https://www.frontiersin.org/journals/neuroscience/articles/10.3389/fnins.2026.1813281/full

A contradição jurídica envolvendo os cogumelos psilocibinos no Brasil já não pode mais ser tratada como dúvida interpret...
21/05/2026

A contradição jurídica envolvendo os cogumelos psilocibinos no Brasil já não pode mais ser tratada como dúvida interpretativa. Ela já se tornou constrangimento institucional.

Enquanto cidadãos permanecem alvo de apreensões ilegais, prisões arbitrárias e acusações de tráfico (motivadas pela presença de psilocibina natural em organismo fúngico não proibido em lei) o STJ consolida entendimento técnico radicalmente em sentido oposto.

Por unanimidade, o STJ reconheceu a atipicidade da conduta de tráfico, em razão da venda de “cogumelos mágicos”, reafirmando um princípio elementar do Direito Penal: não existe criminalização sem previsão legal expressa.

Esta foi a síntese do entendimento do Superior Tribunal de Justiça: os cogumelos psilocibinos, enquanto organismos fúngicos, não são proibidos, pois não estão na lista de espécies proscritas da ANVISA.

E mais: após a absolvição do fungicultor ser mantida, e o processo transitar em julgado, o juízo estadual determinou a imediata restituição integral dos cogumelos psilocibinos apreendidos pela Polícia Federal.

A decisão é contundente: reconhecida a inexistência de proibição legal da posse dos fungos, não havia razão jurídica para manter a apreensão.

O magistrado reiterou expressamente que os cogumelos psilocibinos não estão mencionados na Portaria da ANVISA (como organismos proibidos), razão pela qual determinou sua devolução aos acusados.

Confira o post no blog! Link na bio.

Referência
Superior Tribunal de Justiça: REsp 2.236.498/MG (2025/0383550-0)

O Instituto Micélio Sagrado (IMS) desempenha papel fundamental na consolidação técnica dessa discussão jurídica no Brasil, atuando de forma contínua para demonstrar, com rigor científico e jurídico, a ausência de tipicidade penal envolvendo os cogumelos psilocibinos.

Os últimos anos marcaram uma virada no debate mundial sobre psilocibina e cogumelos psilocibinos. Se há pouco tempo o te...
19/05/2026

Os últimos anos marcaram uma virada no debate mundial sobre psilocibina e cogumelos psilocibinos. Se há pouco tempo o tema ainda habitava a margem da política de dr**as, hoje ele entra em parlamentos, agências reguladoras e universidades de diversos países. O quadro geral é de gradual legitimação terapêutica e de adaptação regulatória, com variações de modelo, mas convergência em um ponto: a psilocibina deixa de ser tratada apenas como problema criminal e passa a ser vista como possível terapia.

Ao mesmo tempo, o Brasil permanece preso a um modelo proibicionista antigo, que proíbe a molécula (psilocibina/psilocina) mas não enfrenta com clareza o status do corpo fúngico – o cogumelo em si – nem discute seriamente modelos de regulação segura.

O resultado é um duplo atraso:

1. Atraso científico-sanitário – perdemos oportunidades de pesquisas clínicas próprias, de formação de equipes terapêuticas e de construção de dados brasileiros que poderiam subsidiar políticas sob nossa realidade sociocultural.

2. Atraso em direitos fundamentais – a ausência de regulação clara sobre o corpo fúngico e sobre usos rituais/espirituais abre espaço para interpretações extensivas da lei, prisões seletivas e insegurança jurídica para quem atua em boa-fé, inclusive comunidades tradicionais e contextos espiritualistas.

Enquanto outros países discutem parâmetros de dose, critérios para licença de centros, protocolos de acompanhamento e sistemas de monitoramento de eventos adversos, o Brasil permanece no “não pode falar disso”, deslocando o debate para a clandestinidade.

O papel do Instituto Micélio Sagrado, nesse contexto, é seguir produzindo análise séria, juridicamente embasada e culturalmente sensível, ajudando a construir pontes entre ciência, direito, espiritualidade e políticas públicas – para que, quando o Brasil finalmente decidir enfrentar esse tema, não comece do zero nem repita, no século XXI, os erros da velha guerra às dr**as.

Confira em nosso blog o panorama global das novidades regulatórias de 2026 no campo da psilocibina! Link na bio.

Um ensaio clínico randomizado recente, publicado na revista científica JAMA Network Open, trouxe novos dados sobre o uso...
18/05/2026

Um ensaio clínico randomizado recente, publicado na revista científica JAMA Network Open, trouxe novos dados sobre o uso da psilocibina no Transtorno por Uso de Co***na — condição que, até o momento, não possui medicamentos aprovados pela FDA para o tratamento.

No estudo, os pesquisadores acompanharam 40 adultos que lutavam contra a dependência de co***na. O grupo foi dividido em dois:

· Uma parte recebeu dose única de psilocibina combinada com sessões de psicoterapia.

· A outra parte recebeu um placebo ativo (difenidramina), também com psicoterapia associada, escolhido para imitar alguns efeitos físicos leves da psilocibina e tentar manter o cegamento do estudo (evitar que o participante soubesse qual substância tomou).

Detalhe importante: A maioria dos participantes (mais de 80%) era de pessoas pretas e de baixa renda, uma população historicamente sub-representada em pesquisas com psicodélicos.

Após 180 dias de acompanhamento, os principais resultados foram:

· Mais dias limpos: O grupo que tomou psilocibina teve um aumento de 29% nos dias de abstinência em comparação ao grupo placebo.

· Abstinência total sustentada: 30% dos participantes que receberam a psilocibina conseguiram ficar completamente longe da co***na por seis meses. No grupo placebo, essa taxa foi de 0%.

· Segurança: Não foram registrados efeitos colaterais graves. Os efeitos físicos (como leve aumento da pressão) foram passageiros e controlados em ambiente clínico.

Embora os resultados do estudo sejam promissores, os autores reforçam que a psilocibina ainda é experimental e não deve ser usada por conta própria, pois requer acompanhamento rigoroso.

Mais uma vez, trata-se de um estudo com limitações importantes (algo comum no campo dos psicodélicos) e, por isso, ensaios confirmatórios maiores são necessários para validar a eficácia e a segurança antes de qualquer uso clínico mais amplo.

Referência
doi: 10.1001/jamanetworkopen.2026.11029.

Um novo estudo mexicano publicado na revista Molecules analisou como o extrato do cogumelo Psilocybe cubensis afeta o co...
07/05/2026

Um novo estudo mexicano publicado na revista Molecules analisou como o extrato do cogumelo Psilocybe cubensis afeta o comportamento, estresse e o cérebro de camundongos.

Os pesquisadores compararam quatro grupos:
• controle
• microdose
• macrodose
• fluoxetina (antidepressivo convencional)

Principais resultados:

• Microdoses produziram efeitos antidepressivos e ansiolíticos comparáveis aos da fluoxetina.
• O extrato estimulou neuroplasticidade no hipocampo, área cerebral ligada à memória e às emoções.
• As microdoses alteraram apenas discretamente padrões elétricos cerebrais associados ao foco e equilíbrio cognitivo, sem os padrões típicos de estados psicodélicos intensos.
• O P. cubensis parece atuar em múltiplas vias neuroquímicas simultaneamente, sugerindo um possível “efeito entourage”, no qual diferentes compostos trabalham em sinergia.
• A redução dos marcadores biológicos de estresse permaneceu por até 7 dias após o tratamento com microdose (efeito que não foi observado com a fluoxetina).

Apesar dos resultados promissores e das controvérsias em relação às práticas envolvendo a microdosagem, os autores ressaltam que se trata de um estudo pré-clínico em animais. Mais pesquisas e ensaios clínicos em humanos ainda são necessários para confirmar segurança e eficácia.

🔎 Leia a análise completa em nosso blog — link na bio.

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