29/09/2026
O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou mais uma Ação Civil Pública contra o Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia (CONTER) e acionou o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) da Polícia Federal para o cumprimento de mandados de busca e apreensão de computadores e documentos.
A Justiça Federal autorizou a Operação Raio-X, que apura suposto desvio de recursos do CONTER por meio da contratação irregular de três escritórios de advocacia. Nesta terça-feira, policiais federais cumpriram mandados de busca e apreensão em 13 endereços vinculados aos investigados no Distrito Federal, em São Paulo, em Pernambuco e na Bahia. Além disso, o Ministério Público Federal determinou o afastamento cautelar de três dirigentes por 180 dias. Os crimes investigados são peculato, contratação direta ilegal, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
As investigações apontam que as firmas de advocacia foram contratadas em curto espaço de tempo, sem justificativa legal, resultando em pagamentos de mais de R$ 3,5 milhões aos escritórios a partir de 2023. As bancas tinham ligação com os dirigentes investigados e ajuizaram ações para assegurar a posse dos três na última eleição para a diretoria do Conter.
Além da apreensão de documentos e de equipamentos como celulares, computadores e HDs e eventuais valores encontrados, o MPF autorizou a perícia dos equipamentos e documentos apreendidos. Os dirigentes afastados estão proibidos de manter contato entre si enquanto durar a investigação.
Enquanto a prática abusiva da "Pejotização" avança e precariza as condições de trabalho na Radiologia, o CONTER acumula menções nas páginas policiais. Em vez de cumprir seu papel institucional de defender os direitos e as prerrogativas da categoria, fiscalizar o mercado contra empresas irregulares e buscar melhorias concretas para o fortalecimento da profissão, a autarquia padece sob gestões que priorizam interesses nebulosos em detrimento de toda a classe.