05/05/2026
Essa expedição comprova a pesca predatória em nosso principal manancial: O majestoso Rio Uruguai.
Imaginem nos rios pequenos da bacia, as atrocidades cometidas...
Precisamos neste momento manter a palavra que sempre usamos em nossa API- Associação Preserva Inhacapetum: CONSCIENTIZACAO !
Após uma expedição marcada por centenas de quilômetros percorridos ao longo do Rio Uruguai, o jornalista Evandro Carlos Figueiró e seu filho, Raul Gonçalves Figueiró, decidiram encerrar a jornada de forma antecipada por questões de segurança. O comunicado foi divulgado nas redes sociais nesta segunda-feira (4), enquanto a dupla estava em Uruguaiana.
Segundo relatos do próprio jornalista, a decisão foi tomada após o recebimento de mensagens em aplicativos de conversa com teor considerado ameaçador, nas quais pescadores da região eram alertados para ficarem atentos e havia insinuações de que a dupla estaria “a serviço de políticos” e sendo “paga para isso”. Diante do clima de tensão e dos alertas recebidos, a permanência no rio passou a ser considerada arriscada.
“Pela segurança do meu filho e pela minha segurança, decidi então encerrar essa viagem”, afirmou Evandro, jornalista há 25 anos, que há cerca de cinco anos percorre rios do Brasil e da América do Sul. Ele já soma aproximadamente 10 mil quilômetros de expedições, passando por importantes bacias hidrográficas como a do Prata, além de trechos da Amazônia e do Pantanal.
“Quando paramos em Santo Isidro, na região de São Nicolau, já recebemos vários alertas, inclusive de colegas, amigos da Polícia Ambiental, de que existe um grupo criminoso que atua na região de Garruchos com a pesca ilegal. São muitas denúncias que cabem à polícia investigar”, disse.
A viagem, que tinha caráter jornalístico e de registro documental, buscava retratar a realidade do Rio Uruguai sob diferentes perspectivas, desde a beleza natural e a pesca esportiva até os desafios ambientais e econômicos da região. Durante o percurso, pai e filho visitaram diversos pesqueiros, comunidades ribeirinhas e áreas de interesse histórico.
“Mostramos o que há de bom na pesca esportiva, como ela movimenta a economia, mas também não deixamos de registrar problemas, como a pesca predatória. É o rio que eu percorri que mais vi redes e espinhéis. É pouco fiscalizado”, relatou Evandro.
A expedição teve início em janeiro em Santa Catarina, e tinha como destino final a foz do Rio Uruguai, na região de Buenos Aires, percorrendo um trajeto estimado em cerca de 1,8 mil quilômetros.