24/01/2026
Neste instante, as mãos se abrem
e o coração se ajoelha. Não pedimos certezas,
pedimos confiança. Não oferecemos méritos,
oferecemos a pobreza do que somos.
Pai nosso.
As mãos abertas dizem mais que palavras:
nada retemos, tudo esperamos. E enquanto a oração atravessa o templo, o Pai escuta com paciência eterna
a fé imperfeita que ousa chamar Deus de Pai.
O céu se inclina, a terra aprende a esperar. Antes do pão sobre o altar, o coração se deixa partir.
Antes da comunhão, aprendemos a ser irmãos.
E no silêncio que segue a oração, descansamos
no amor que tudo sustenta.