São Lourenço Sustentável

São Lourenço Sustentável 🌱Associação São Lourenço Sustentável🌱 Objetivo:

Estamos muito felizes com a possibilidade de São Lourenço ter, finalmente, uma estação de tratamento de esgoto. Foi ampl...
03/04/2026

Estamos muito felizes com a possibilidade de São Lourenço ter, finalmente, uma estação de tratamento de esgoto.

Foi amplamente anunciado nos últimos dias em São Lourenço, e outras cidades do Sul de Minas — investimentos milionários em obras de saneamento, como estações de tratamento de esgoto, apresentados como conquistas de prefeitos, deputados, ministro e até do Governo Federal.

Mas é importante esclarecer, com base na lei, qual é a verdadeira origem desses recursos.

Esses investimentos não surgiram agora, nem são fruto de negociação política recente.

Eles têm origem direta na desestatização da Eletrobras, estabelecida pela Lei nº 14.182/2021, que pode ser consultada aqui:

https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/l14182.htm

Essa lei determinou que a nova estrutura do setor elétrico deveria assumir obrigações legais de investimento em revitalização de bacias hidrográficas, incluindo expressamente as áreas de influência das usinas de Furnas.

Art. 3º, § 1º, inciso III, alínea “c”: “a realização de aportes de recursos destinados a programas de revitalização dos recursos hídricos das bacias hidrográficas na área de influência dos reservatórios das usinas hidrelétricas de Furnas.”

O próprio decreto que regulamenta essa lei, o Decreto nº 10.838/2021, disponível em:

https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/decreto/D10838.htm #:~:text=D10838&text=Regulamenta%20os%20art.,das%20Usinas%20Hidrel%C3%A9tricas%20de%20Furnas.

deixa isso ainda mais claro ao estabelecer:

“Regulamenta os art. 6º e art. 8º da Lei nº 14.182, [...] para dispor sobre os programas de revitalização dos recursos hídricos [...] daquelas na área de influência dos reservatórios das Usinas Hidrelétricas de Furnas.”

Ou seja, a própria norma já determina que os recursos devem ser aplicados nessas regiões.
Além disso, o decreto criou uma estrutura específica para garantir que esses recursos sejam corretamente aplicados:

a Conta CPR Furnas, onde os valores são depositados
e o Comitê Gestor da CPR Furnas, responsável por decidir a aplicação dos recursos

Esse ponto é fundamental.

A lei e o decreto não deixaram essa decisão aberta ou sujeita à vontade política momentânea. Pelo contrário, criaram um modelo com governança definida, em que:

👉 os recursos são obrigatórios
👉 a destinação é vinculada
👉 e a aplicação depende de deliberação do comitê gestor

Portanto, não se trata de recursos obtidos por articulação de deputado, prefeito ou mesmo por decisão isolada do Governo Federal.

Trata-se de uma obrigação legal previamente estabelecida.

Art. 6º, § 1º: “A concessionária deverá aportar, anualmente, pelo prazo de 10 (dez) anos, o valor de R$ 230.000.000,00 (duzentos e trinta milhões de reais), destinados a programas de revitalização dos recursos hídricos das bacias hidrográficas na área de influência dos reservatórios das usinas hidrelétricas de Furnas.”

Ou seja, trata-se de um investimento contínuo e obrigatório, que ao longo de 10 anos totaliza cerca de R$ 2,3 bilhões destinados especificamente à revitalização dessas bacias.

Quando vemos anúncios como este:

https://www.gov.br/mme/pt-br/assuntos/noticias/alexandre-silveira-anucnia-mais-de-r-625-milhoes-para-obras-em-saneamento-e-revitalizacao-de-bacias-hidrograficas-no-sul-de-minas

é importante compreender que essas obras — como estações de tratamento de esgoto — fazem parte dessa política pública já definida em lei, e não de recursos “novos” obtidos por iniciativa política individual.

Isso não significa que as obras não sejam importantes — pelo contrário, são essenciais para a recuperação ambiental e melhoria da qualidade da água na região.

Inclusive, no caso de São Lourenço, é importante dizer: ficamos muito felizes com a possibilidade real de, finalmente, termos uma estação de tratamento de esgoto na cidade. Essa é uma pauta histórica, pela qual lutamos há anos, e que representa um avanço fundamental para o meio ambiente e para a qualidade de vida da população. Esperamos, de fato, que esses recursos se concretizem e que a ETE seja efetivamente construída.

Mas é preciso dar o nome correto às coisas.

Esses recursos:

não são favores
não são emendas
não são conquistas individuais

São obrigações legais criadas a partir da desestatização de um ativo estratégico que pertencia ao povo brasileiro, em que a própria lei determinou que parte dos recursos decorrentes dessa transferência deveria ser obrigatoriamente reinvestida em projetos socioambientais, especialmente na recuperação e revitalização das bacias hidrográficas afetadas.

Entender isso é fundamental para garantir transparência e permitir que a sociedade acompanhe, cobre e fiscalize a correta aplicação desses recursos na região.

Mais uma vez, São Lourenço perde uma árvore que não deveria ter sido cortada.Basta olhar o tronco para entender o absurd...
30/03/2026

Mais uma vez, São Lourenço perde uma árvore que não deveria ter sido cortada.

Basta olhar o tronco para entender o absurdo: o cerne está íntegro, saudável, sem sinais de comprometimento estrutural.
A própria evidência material desmonta qualquer justificativa superficial que tenha sido usada para autorizar esse corte.

Não estamos falando de uma árvore condenada, estamos falando de um patrimônio vivo da cidade, que cumpria sua função ambiental, paisagística e social.

O que se vê, infelizmente, é um padrão:
falta de cuidado, falta de manutenção e decisões equivocadas, enquanto árvores saudáveis continuam sendo suprimidas.

A cada dia que passa, São Lourenço vai ficando mais quente, mais árida e com menos qualidade de vida.
Menos sombra, menos verde, menos vida nas ruas.

E isso é ainda mais grave quando falamos de uma cidade pequena, que construiu sua imagem justamente sobre bem-estar, natureza e qualidade de vida.
São Lourenço deveria ser referência nacional em arborização urbana, não exemplo de como perder seu patrimônio arbóreo.

F**a a indignação - e também a pergunta que não quer calar:

Até quando veremos árvores saudáveis sendo cortadas enquanto o descaso com a arborização urbana continua?

📢 CONVOCAÇÃO – ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIAA Associação São Lourenço Sustentável convoca seus associados para a Assembleia...
24/03/2026

📢 CONVOCAÇÃO – ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA

A Associação São Lourenço Sustentável convoca seus associados para a Assembleia Geral Ordinária, que será realizada conforme abaixo:

📅 27 de março de 2026
🕒 18h (1ª convocação) | 18h30 (2ª convocação)
📍 Alameda das Orquídeas, 10 – Vale dos Pinheiros – São Lourenço/MG

📌 Pauta:
• Eleição do Conselho de Administração
• Apresentação e aprovação das contas
• Constituição do Conselho Fiscal

Contamos com a presença de todos.

01/03/2026

Explicação clara.

25/02/2026
06/02/2026

A justificativa apresentada foi de que a árvore estaria danificando o patrimônio público por causa de uma pequena rachadura no canteiro, além da alegação de comprometimento por cupins.

No entanto, uma pessoa filmou o tronco após o corte, e as imagens mostram que ele estava completamente íntegro, com aspecto de árvore saudável — o que evidencia que a supressão foi desproporcional, injustificável e sem necessidade real comprovada.

Usar uma pequena rachadura como motivo para derrubar uma árvore majestosa é como alguém ir ao médico com uma simples coceira no dedo e sair de lá com indicação de amputação.

E quando a prefeitura fala em “dano ao patrimônio público”, esquece que a própria árvore também é patrimônio público.

Por causa de uma rachadura que não comprometia absolutamente nada, eliminaram um bem vivo, raro e insubstituível no centro da cidade.

Mais uma ação contra o meio ambiente no coração de São Lourenço.Hoje, vimos cair uma das árvores mais majestosas do cent...
05/02/2026

Mais uma ação contra o meio ambiente no coração de São Lourenço.

Hoje, vimos cair uma das árvores mais majestosas do centro.
Não era só uma árvore. Era sombra, conforto térmico, paisagem, memória e qualidade de vida.

A cada corte mal justificado, sobra menos natureza para as pessoas — e os espaços que deveriam convidar ao convívio vão ficando áridos, quentes e sem vida.

Cinco anos de mandato, muitas promessas… e nenhuma política eficiente de arborização urbana que realmente transforme a cidade. Mas para destruir árvores são rápidos...

Enquanto o mundo inteiro caminha para cidades mais verdes, humanas e sustentáveis,
São Lourenço insiste em seguir na contramão.
Aqui, parece que sombra só é bem-vinda quando vem do concreto dos prédios.

As árvores… essas vão sendo empurradas para longe da cidade.
Para longe das pessoas.
Para longe do futuro que deveríamos estar construindo.

26/11/2025

O DIREITO A CIDADES SUSTENTÁVEIS
Como São Lourenço pode se tornar uma cidade do Futuro?

👉O Objetivo deve ser reconhecer a Identidade Ambiental de São Lourenço e referenciar Agenda 2030/ODS- Organização das Nações Unidas.

São Lourenço pode crescer muito — e crescer certo. Nosso Plano Diretor tem a chance de assumir uma Identidade Ambiental clara: água, natureza e qualidade de vida no centro das decisões públicas. Isso significa planejar a cidade para as pessoas e para o futuro, alinhando metas à Agenda 2030 (ODS) e fazendo do desenvolvimento sustentável uma política de Estado, não de ocasião.

🌱O que muda na prática? 🌱
• Proteção dos mananciais (Rio Verde, Ribeirão São Lourenço e nascentes), com zonas de proteção e regras de ocupação responsáveis.
• Bairros caminháveis: calçadas sombreadas, acessíveis e seguras; espaços públicos ativos.
• Mobilidade ativa inteligente: rede conectada de ciclovias/ciclofaixas e integração ao transporte público.
• Infraestrutura verde-azul: parques lineares, drenagem sustentável, arborização que reduz ilhas de calor.
• Saneamento e resíduos: expansão de coleta/tratamento e logística reversa; menos poluição, mais saúde.
• Desenvolvimento produtivo verde: incentivo a negócios locais de baixo impacto e inovação sustentável.
• Indicadores públicos (ODS 6, 11, 13 e 15): metas claras, transparência e prestação de contas anual.

🧩Qual a importância para a cidade e para a população?
• Saúde e bem-estar: ar mais limpo, água protegida, áreas verdes próximas das pessoas.
• Turismo forte o ano inteiro: a natureza como ativo econômico e marca de cidade.
• Mais recursos: desempenho melhor no ICMS Ecológico pode elevar repasses estaduais quando o município comprova conservação, saneamento e gestão ambiental eficientes.
• Parcerias e captação: portas abertas para cooperação técnica e financeira com ONU-Habitat, SDSN/IDSC-BR, universidades e fundos internacionais de clima e biodiversidade.
• Cidade do futuro: tecnologia a serviço da sustentabilidade, com dados abertos e inovação social.

👉O Plano Diretor é elaborado com a sociedade. Nosso futuro só tem sentido com nossas escolhas!

💚Cidades sustentáveis não nascem por acaso — são decisões corajosas, com métricas, transparência e compromisso coletivo.

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Endereço

São Lourenço, MG
37470000

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