Faasc -Frente de Ação e arte Santa Cruz

Faasc -Frente de Ação e arte Santa Cruz Atualmente, têm-se grande preconceito em torno do termo e do lugar denominado como “Favela”. Como por exemplo o tráfico de drogas.

A Frente de Ação Santa Cruz, consciente da dinâmica do espaço urbano e da importância do trabalho de base em comunidades menos favorecidas pela estrutura capitalista, foi criada com o intuito de melhorar a infraestrutura e empoderar a comunidade. A Frente de Ação Santa Cruz, consciente da dinâmica do espaço urbano e da importância do trabalho de base em comunidades menos favorecidas pela estrutura

capitalista, foi criada com o intuito de melhorar a infraestrutura e empoderar a comunidade, a fim de que políticas e atitudes segregacionistas não prejudiquem os moradores, permitindo a inserção dos mesmos no espaço urbano como um todo, para que dessa maneira, com a união do poder público administrativo e a conscientização coletiva, ocorram melhorias nas questões sociais que envolvem comunidades. Tal preconceito fornece argumentos para o Estado e o poder instituído contra a favela. Muito se sabe que através de muros e outras medidas, tentam esconder, quando não desintegrar de alguma forma esse espaço. Muitas vezes removendo os moradores do local onde nasceram e criaram raízes, familiares, costumes, os levando para um local que nada lhe representa, muitas vezes contra sua vontade. Além da falta da assistência pública que ocorre, havendo em muitos casos negligencias nos serviços que deveriam ser prestados à comunidade. Os atores urbanos que trabalham e modelam o espaço urbano tem atitudes segregacionistas para com as comunidades menos favorecidas, o que muitas vezes dificulta a solicitação de serviços públicas para a comunidade e a inserção da mesma na cidade como um todo. O sentimento de pertencimento ao local, de territorialidade, existe, e talvez um dos lugares onde esse sentimento mais se acentue e resista é na favela, nas moradias irregulares, pois há de um lado quem queira acabar com essa territorialidade, nem que seja á força, porém há quem queira confirmar seu território, dotado de simbologia e sentimentos. Portanto a FASC entende como necessário o trabalho de pertencimento
Outra questão que muito se relaciona com o pertencimento e cuidado ao lugar, são os problemas sociais, por exemplo. Uma comunidade que não entende seu lugar de origem e não tem esse sentimento, não se importa muito com o desenvolvimento do local, muitas vezes utilizando o local apenas para ganho próprio, sem entender qual o problema que certas atitudes podem causar para o lugar. A partir do momento que cria-se esse sentimento coletivo de pertencimento e identidade, consequentemente as melhorias acabaram ocorrendo, pois a comunidade acabará querendo o melhor para seu lugar. Além do sentimento de segurança que deve ser estabelecido e criado para melhoria do local e da qualidade de vida dos moradores. Entender também o sistema municipal, estadual, federativo, mundial, estar consciente politicamente, do que representamos no sistema que vivemos também é de grande importância. Portanto a ideia central da FASC é o de realizar um trabalho de base para empoderamento da comunidade, a fim de que a mesma tenha consciência do papel de cidadania a ser desempenhada no espaço municipal, tendo como pressuposto o fato de que a cidade deve ser destinada à todos e que os direitos dos munícipes sejam garantidos.

BANHADO RESISTE!
20/12/2023

BANHADO RESISTE!

Morar no Centro não é crime !!!Você sabia que a comunidade Jardim Nova Esperança mais conhecida como Banhado em São José...
15/07/2022

Morar no Centro não é crime !!!

Você sabia que a comunidade Jardim Nova Esperança mais conhecida como Banhado em São José dos Campos está sitiada, tomada pela GCM, PM a uma smn?

Você sabia que estão multando os trabalhadores, oprimindo, e que as famílias estão com medo de serem arrancados de suas casas?

Vc sabia que em Fevereiro deste ano a prefeitura juntamente com os vereadores aprovaram o projeto de lei 651 que dá plenos poderes para a prefeitura demolir casas em áreas irregulares sem prévia notificação ao demolido?

Você sabia que a a Favela Santa Cruz também está passando por isso?

Sabia que eles multaram e fecharam o comércio local?

Se você assim como eu repudia a ação da Prefeitura de São José dos Campos e Apoia os moradores de Banhado, Santa Cruz e demais comunidades carentes, eu te convido para assinar a carta manifesto que está na minha Bio e nos Storys e tb te convido a comparecer no sábado às 14h no Banhado e se juntar a nós nessa luta por moradia, pela vida e por dignidade.



Bom dia comunidade Santa Cruz!"Nasci aqui!Cresci aqui!Aqui é meu lugar"
12/01/2022

Bom dia comunidade Santa Cruz!
"Nasci aqui!
Cresci aqui!
Aqui é meu lugar"

05/11/2021

A ampliação do debate é a única forma de descriminalizar as Favelas e periferias e as pessoas que lá vivem, tudo mudou, mas o imaginário dos poderes e de parte da sociedade continua laaa nos anos 80 e 90 se não tiver mais pra trás quando o assunto é favela é preciso vontade, coragem e um debate franco.

Nos últimos dias, a favela tem sido a pauta da mídia. Evidente que, como estamos acostumados, o motivo para falarem sobr...
30/09/2021

Nos últimos dias, a favela tem sido a pauta da mídia.
Evidente que, como estamos acostumados, o motivo para falarem sobre nós é sempre o mesmo: a tentativa cada vez maior de nos marginalizar.

Cada evento que ganha destaque na mídia, tratam como se fosse isolado e isso fortalece um discurso de ódio contra a favela. Como os meios de comunicação não contextualizam, façamos nós.
Como conta a história, a trajetória das comunidades é cheia de uma mesma coisa: não fornecem condições mínimas para as pessoas viverem, mas elas precisam morar em algum lugar e se, por acaso, a localidade vir a ser valorizada, começa o movimento de tentativa de nos retirar.
O espaço, mostra pra gente no concreto, como ocorrem as relações: escolhe onde quer morar quem tem grana. consequentemente, escolhe que parque frequentar, que teatro assistir, que shopping comprar, e por aí vai.
Então, ficamos com o que sobra, ficamos com o que a segregação nos impõe.
Além disso, quem vive aqui, vê! A área valorizou e tá cheio de prédio bonito ao redor. Aquele bonito dentro da lógica higienista, que claro que é ra***ta e classista, ou seja, não gosta de preto e pobre.
O contexto leva à uma série de outras coisas. Contam pra gente que cada um faz sua história e por isso quando contam a nossa história, nos tiram o contexto de violência que nos foi imposto.
Mas, APESAR disso tudo, tem um monte de coisas legais que fazemos, mas isso não é evidenciado ou não cai na boca do povo. Anualmente, temos festa no dia das crianças que arrecadamos brinquedos e doces, temos movimentos culturais e artísticos... só para começar. Contam nossa história de tantos jeitos que não tem nada a ver com a nossa verdade que achamos que passou da hora da gente tomar o papel de protagonista que somos, pois é aquela máxima: Dizem que a favela é violenta (o que já é mentira) mas não dizem como ela é violentada.

FAASC - Frente de ação e arte Santa Cruz

Bom dia quebrada, não deixe que nada tire seu foco !
16/04/2021

Bom dia quebrada, não deixe que nada tire seu foco !

23/08/2020

Projeto Copa das Favelas⚽️

Os muros podem ser postos a baixo!
06/08/2020

Os muros podem ser postos a baixo!

A cidade que você ajuda a construir, se esforça para você nem aparecer.
SEPARAR AS PESSOAS NA CIDADE, DE ACORDO COM SUA CONDIÇÃO ECONÔMICA.
o nome disso é segregação sócio-espacial, ou Bairro de rico e bairro de pobre.
Infelizmente, São José dos Campos tem gestão formada em esconder o pobre e exibir o rico.
Para quem habita o município e, principalmente para quem habita bairros mais pobres, muitas outras diferenças são percebidas tais como, o tempo de deslocamento até o centro, os estabelecimentos e os serviços que a prefeitura destina e por fim, A PERCEPTÍVEL DISTÂNCIA FÍSICA E SOCIAL ENTRE BAIRROS RICOS E BAIRROS POBRES.
Existe uma intenção muito objetiva de colocar os pobres cada vez mais para as periferias, ou seja, longe do centro, quanto mais perto dos limites da cidade, melhor, assim "ninguém vê" e demora mais para os problemas da desigualdade social aparecer no centro.
Quando a periferia está no centro, e, por algum motivo ainda não conseguiram retirar, também tentam esconder, colocam muros ao redor, dificultam o acesso e por aí vai.
Temos o exemplo do Pinheirinho e a violenta reintegração de posse, temos o caso da Santa Cruz, que cercaram de muros e temos o caso do Banhado que sofre constantes ameaças, inclusive no dia de hoje. Isso sem falar de outras comunidades que cercam a cidade e também compartilham das mesmas complicações.
E você, já parou para pensar que a cidade que você ajuda a construir, se esforça para você nem aparecer?




Espremida entre a principal entrada de São José dos Campos e uma moderna avenida de fundo de vale, que corta a cidade no...
17/07/2020

Espremida entre a principal entrada de São José dos Campos e uma moderna avenida de fundo de vale, que corta a cidade no sentido norte, levando os turistas para Campos de Jordão e o sul de Minas; a favela Santa Cruz começa a menos de um quilômetro da portaria do DCTA, órgão do Ministério da Aeronáutica que abriga o ITA, entre outros institutos avançados, e tem como vizinhos o INPE, a Embraer e o aeroporto da cidade. Discretamente, a favela e a realidade social que se esparrama em seu entorno, dividem o centro da cidade em duas partes, no sentido sudeste-norte, e abraçam, também com discrição, as sedes da Prefeitura e da Câmara Municipal. A história do surgimento da Santa Cruz, que nasceu com o nome de Linha Velha, não tem nada de muito original em relação à forma e à motivação para que algumas famílias de migrantes passassem a ocupá-la, na primeira metade do Século XX; isso quando comparada com a história de outras cidades que, ainda que em épocas e em proporções diferentes, foram crescendo desordenadamente à medida que começaram a instalar fábricas em seus territórios. Em São José dos Campos, as favelas do Banhado e da Linha Velha começaram a se formar, por volta de 1930, em função das instalações da Tecelagem Parahyba e de algumas indústrias de cerâmica; na sequência, outros núcleos de moradias precárias foram formados na região de Santana, em função da instalação da Rhodia, multinacional francesa, na zona norte da cidade. Também o processo de escolha da área a ser ocupada pelos moradores da Linha Velha desde o seu início não foi original, em relação a muitos outros municípios do país: os migrantes pobres que saíram em massa da zona rural, demandando trabalho e moradia nas cidades, ao longo do Século XX no Brasil, via de regra foram morar em morros e zonas alagadiças ou deterioradas; esse foi o caso da Linha Velha em São José dos Campos, que se formou entre dois morros e às margens de um córrego, acompanhando os trilhos desativados de um antigo ramal da estrada de ferro, que a então Central do Brasil substituiu pelo caminho atual. O número de favelados em São José dos Campos nunca chegou a ser muito grande, como aconteceu em outros municípios industriais do Brasil, entre outros motivos, por causa da crise que atingiu o capitalismo em nível mundial, nos anos 1980, brecando a expansão da indústria tradicional antes mesmo dela ocupar pesadamente a cidade, como já tinha feito em outras regiões. Outro motivo foi a ausência de conurbação na região, fato que possibilitou os especuladores imobiliários explorarem grandes estoques de terra existentes no entorno da cidade, transformando grandes áreas rurais em chácaras que passaram a ser repartidas entre si e ocupadas de maneira irregular pelas famílias mais pobres, que tiveram ainda que arcar com os custos relativos à obtenção de infraestrutura básica, como água e luz e conviver com a ausência de muitos outros serviços públicos. Ainda hoje São José convive com grande número de loteamentos clandestinos e irregulares. Por estar localizada em uma região politicamente conservadora, de forte presença militar – a cidade foi governada por interventores nomeados pelos militares, entre os anos 1960 e 70 – São José dos Campos também se diferenciou de muitos outros municípios, na questão do relacionamento do poder público com a população favelada. Vistas como estorvo e muitas vezes como vergonha para a cidade, a principal política adotada pelo poder público em relação às favelas, quando houve, tanto durante a ditadura como depois dela, tem sido a da remoção das mesmas; política essa que sempre interessou aos capitalistas que ficam de olho nos espaços valorizados ocupados por elas no centro da cidade como aos especuladores imobiliários, que passaram a lotear grandes glebas de terra na zona rural, vendendo a preço de zona urbana.

Moacyr Pinto
Sociólogo e escritor

Um bom lugar se constrói com humildade, politicas publicas e união do povo na luta por seus direitos.
24/06/2020

Um bom lugar se constrói com humildade, politicas publicas e união do povo na luta por seus direitos.

Não da pra brincar pessoal.
24/06/2020

Não da pra brincar pessoal.

Resultado da primeira testagem em massa da capital de São Paulo vê infecção maior da população da zona leste, região periférica da cidade e contaminação de 9,5% da população

Endereço

São José Dos Campos, SP
12245030

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