Por volta de 1990, procurando aperfeiçoar o seu sistema de segurança contra incêncio, algumas empresas instalaram entre elas e o Corpo de Bombeiros linhas privativas, LP, visando uma comunicação rápida. Instalados os primeiros aparelhos, o Corpo de Bombeiros verificou que esta iniciativa não poderia prosseguir, pois seria limitada, e somente algumas empresas seriam privilegiadas por absoluta invia
bilidade operacional. Verificou-se que as comunicações sempre foram um fator preponderante nas operações em que atuavam os orgãos públicos e privados. Como consequência de um sistema falho, havia perda de tempo e falta de coordenação, resultando em prejuízo para o bom atendimento da ocorrência, e as vezes impossibilitando a resolução correta do problemas. O 11º Grupamento de Incêndio, com área de atuação no Vale do Paraíba e Litoral Norte, respondendo também pelas missões previstas na Constituição Federal execução de atividade de defesa civil artigo144, inciso IV, parágrafo 5º, procurou a solução para o item abordado e após estudos, ficou convicto da necessidade de se criar e implantar um sistema realmente eficaz, e convidou representantes de algumas empresas para discutir o assunto. Houve na sede do 11º Grupamento de Incêndio, no dia 17 de outubro de 1991, a primeira reunião com representantes da:
- KODAK BRASILEIRA IND. E COM. LTDA - Paulo Roberto Peneluppi
- PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - REVAP - Antônio Roberto Sanches
- HENKEL S/A INDUSTRIAS QUÍMICAS - Luís Carlos Inácio
- MONSANTO DO BRASIL LTDA - Paulo de Carvalho Alves
- AVIBRÁS IND. AEROESPACIAL S/A - Francisco de Assis Antunes de Sá
- ROHM AND HAAS LTDA - Nadia Ebram Alvarenga Diniz Gama
- COMDEC - Comissão Municipal de Defesa Civil de SJC - Daniel Teixeira Duarte
- CORPO DE BOMBEIROS - Major PM Sebastião de Souza Pinto
Nesta reunião foi apresentado o estudo realizado pelo comando do 11º Grupamento de Incêndio, definindo as linhas mestrais do que viria ser a RINEM e sua importância para as indústrias e para a comunidade em geral. Ficou evidente para todas as partes, pelos resultados que adviriam, que seriam atendidas às necessidades comuns dos orgãos públicos emergenciais e das indústrias para as situações de emergência. O grupo de trabalho, após várias reuniões, elaborou um ESTATUTO próprio para a formação de uma Sociedade Civil, sem fins lucrativos, denominada RINEM - REDE INTEGRADA DE EMERGÊNCIA DO VALE DO PARAÍBA, estruturada com um sistema de comunicação próprio, eficiente e confiável, via rádio, com frequências exclusivas de comunicação de emergência para orgãos públicos, fornecidas pela Defesa Civil do Estado de São Paulo.