Instituto Amor Brasil - Gueto

Instituto Amor Brasil - Gueto Associação dos Arte Educadores, Agentes Sociais e Similares do Estado de São Paulo é uma organização não governamental. O que nos motiva? Nossa Historia? II.

Institucional

O Instituto Gueto – Associação dos Arte Educadores, Agentes Sociais e Similares do Estado de São Paulo é uma organização não governamental, entidade jurídica de Direito privado e sem fins lucrativos. Tem por finalidade defender os interesses coletivos ou individuais dos integrantes das categorias profissionais representada pelos seus associados, além de incentivar, produzir e difund

ir “As Artes em Geral” para ampliar o acesso à cultura e suas vertentes e colaborar desta forma com o processo de transformação social. Promovendo e garantindo através de ações práticas, estudos, pesquisas, desenvolvimento e tecnologia, de referência nacional e internacional, os direitos e exercício de cidadania social e artístico – cultural de crianças, adolescentes, adultos e idosos. Sendo uma entidade de estudo e pesquisa de novas tecnologias sociais e culturais visa à popularização da cultura, da arte e do assessoramento às organizações de Assistência Social e Culturais, principalmente no desenvolvimento de projetos de educação, arte e cultura como forma de colaborar com a construção de um mundo melhor. De acordo com o pedagogo e arte-educador Fabrício André Faria a importância dos profissionais de arte, educação, cultura, agentes sociais e seus similares na transformação da comunidade e na pratica real da cidadania social, cultural e artística é imprescindível. Destarte a necessidade de se criar uma entidade que possua uma declaração de conduta ética e moral voltada para o segmento e pleito constante junto aos poderes constituídos de legislações regularizadoras para as categorias citadas;
Assim como a criação de novos polos de trabalho;
Ele ainda em seu trabalho sobre a origem dos profissionais destas categorias destaca com veemência que em sua maioria são oriundos de periferias e comunidades carentes. E que conhecem na pele as dificuldades de viver em comunidades e a luta para se sobre sair, estudar e trabalhar dignamente. Lembra ainda que quase 80% destes profissionais, são ou já foram de um movimento artístico, cultural, esportivo e ou social o que os ajudou a mudarem suas realidades. Justificando assim por que esta entidade de classe atua diretamente na comunidade, tendo como principal ferramenta as atividades artísticas, culturais, esportivas e educacionais. Nossa historia é feita por indivíduos que mesmo em pontos diferentes despertaram uma consciência única uma necessidade latente por mudança, que sempre vinham desenvolvendo trabalhos junto à comunidade e se mobilizando para defesa da classe trabalhadora. Sempre persistindo como artistas e educadores em produzir material artístico e pedagógico para suprir as demandas e necessidades do mercado, social e cultural. Mas nossa historia pode ser resumida na historia de does grupos artísticos que se organizaram para criação do Instituto Gueto:
I. Começando pelo grupo AMC RAPPERs - Em 11 de Novembro de 1993 nascia o grupo AMC Ledy, que significava Au, Maxi, Claudião e Ledy. Fundado por Aurino de Jesus (mano au). Como os integrantes Max. Claudião e Ledy não continuaram com o grupo de rap, Mano Au então absorveu novos integrantes sendo eles: Mickinho e DJ Branco. O grupo permaneceu com a mesma sigla, porém com outro significado: Associação dos Menores Coronhados, devido a todos integrantes do grupo já terem se submetido às coronhadas da polícia em abordagem de rotina na comunidade, fato esse que ressalta o comprometimento do grupo em ajudar uma comunidade descriminada, em que antes você é agredido e depois abordado por aqueles que deveriam fazer a proteção do povo. Na época a comunidade passou por várias batalhas sangrentas de gangue rivais, onde se faziam às leis quem empunhava um revolver. A primeira letra do grupo (Roubo na Santa Cruz) abordava a questão de moradores serem roubados na comunidade em suas próprias casas por membros de gangues que atuavam na comunidade, fomentando discussões e abrindo uma linha de comunicação entre moradores e gangues. Em meio as dependências da favela Santa Cruz I, o grupo trazia a proposta de discutir a criminalidade, dr**as, cidadania, política e respeito. Em 2005 o grupo re-significava a sigla que passava a ser: AU Mestre de Cerimônia e Rapper’s vindo a ser AMC Rapper’s. Em meados 2002 o grupo gravou seu primeiro álbum “De Bandido pra Bandido” que discutia o preconceito em relação aos moradores fora da comunidade, entre outros temas como a atuação da polícia na comunidade, violência e droga.
28 de Maio de 2003 o precursor do grupo Mano AU foi assassinado. O grupo precisou se reestruturar e levou alguns meses para voltar aos palcos e ao trabalho iniciado junto à comunidade. Em 28 de Junho de 2008 o grupo lançou seu segundo álbum (O Domínio Continua) que aborda temas como corrupção, relacionamento urbano, adolescentes e o crime, fé, dr**as e criminalidade, legitimando assim mais um capítulo da biografia do AMC Rapper’s na cultura urbana. Passou em seguida à leitura do histórico da Cia de Teatro Estranhos Mamulengos, que foi idealizado no ano de 1992 pela Bonequeira Maria Zilda Faria, que teve a visão de utilizar-se das técnicas de animação e confecção de bonecos como ferramenta no trato com jovens comprometidos com o trafico e a criminalidade, o nome original era Cia. Mamulengos. Em 1993 com adesão da primeira turma de adolescentes, a Cia alterou seu nome para Cia. Estranhos Mamulengos, fechando o ano com cerca de 50 integrantes entre 12 e 17 anos. Em 1994 a Cia. Trabalha junto a pastoral da juventude em eventos e festivais diversos sempre adotando temas religiosos. Em 1995 são m***ados os espetáculos: A vida de São Francisco de Assis e a Praça dos Sonhos Mortos, os quais circulam Igrejas e Escolas da cidade de São José dos Campos e começa a determinar a técnica a ser adotada pelo grupo em sua historia. De 1996 a 1997 a Companhia m***a cerca de 20 espetáculos, participando de diversas campanhas: Combate às Dr**as, Prevenção à AIDS, Campanha do Quilo, Campanha Contra Evasão Escolar, entre outras. E no final do ano de 1998 a Cia. junta-se a Obra Assistencial Magnificat, fundando o primeiro Ministério de Artes de São José dos Campos, batizado de “Ministério Dom Bosco”, e em comemoração a nova fase, a Cia. m***a o espetáculo: “ARKAPLAN - O Quarto Rei Mago”.

1999 a Cia deixa a Obra Assistenciais Magnificat e m***a seu primeiro espetáculo solo “Via Sacra – Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo”, No mesmo mês a Cia. lança seu primeiro espetáculo como um grupo de arte educadores: “Mamulengos – Seus Causos e Prosas” fazendo um total de 116 apresentações durante o ano, em escolas de ensino infantil nas cidades de São José dos Campos, Monteiro Lobato, São Francisco e Caçapava, Ainda em 1999 participa da campanha “Folclore Vivo” realizada pelo Museu do Folclore de São José dos Campos e do projeto “A hora do conto” da Biblioteca Publica Cassiano Ricardo.

2004 a Cia. inicia o ano com o projeto contos da Vovó e m***ando does espetáculos com temáticas folclóricas são eles “A lenda do Boizinho de luz” e o “Filho do sol”. Ficando então por um tempo inativa até que convidada pelo grupo AMC Rapper’s montou o projeto U-Manos na comunidade Santa Cruz. Deste convite que nos conduziu a estruturar uma nova instituição como forma de valorizar nossa historia e resgatar o espírito que norteou toda nossa trajetória. Foi então que no Projeto U-manos que demos origem a ideia de fundar o Instituto Gueto que iniciou suas atividades em 19 do 08 de 2006, atendendo 50 crianças e adolescentes objetivando a ocupação sociocultural e de lazer dos atendidos aos fins de semana como uma alternativa sadia ao tráfico, à criminalidade e à falta de recursos como quadras, praças, espaços culturais, centros comunitários, entre outros tantos na comunidade Santa Cruz. Nossa Filosofia?
“O artista é acima de tudo um cidadão preocupado e comprometido com suas origens, com sua comunidade e com seu povo, é o artista uma pessoa seria com a sensibilidade apurada e capaz de fazer de cada problema social o seu próprio, é função do artista incomodar, questionar e acima de tudo agir.”

Mestre Biriba

Endereço

São José Dos Campos, SP
12245030

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