01/08/2025
O Brasil está livre de grandes terremotos por estar localizado no centro da Placa Sul-Americana, longe das bordas tectônicas
Apesar dos tremores que ocasionalmente são sentidos em algumas regiões, o Brasil é considerado um dos países com menor risco sísmico do mundo. Isso ocorre por uma razão geológica fundamental: o território brasileiro está situado no interior da Placa Sul-Americana, longe das bordas tectônicas, onde costumam ocorrer os grandes terremotos.
A maioria dos abalos sísmicos mais destrutivos da história aconteceu nas zonas de contato entre placas tectônicas, como o que ocorre no Círculo de Fogo do Pacífico, região que inclui países como Japão, Indonésia, Chile e México. Nessas bordas, há o encontro e a colisão entre placas, o que gera uma enorme liberação de energia e resulta em terremotos de alta magnitude.
O Brasil, por outro lado, está localizado a milhares de quilômetros dessas bordas, o que significa que o país se encontra em uma área considerada geologicamente estável. Os pequenos tremores que por vezes ocorrem são classificados como sismos intraplaca, ou seja, ocorrem dentro da própria placa tectônica, por acomodações naturais na crosta terrestre. Esses eventos raramente ultrapassam magnitude 5 na escala Richter e, em geral, não causam danos significativos.
Os estados brasileiros que mais registram esse tipo de atividade sísmica são aqueles com estruturas geológicas mais antigas e rígidas, como o Nordeste, o Centro-Oeste e partes do Sudeste, mas mesmo nesses locais os tremores são de baixa intensidade.
Essa condição faz com que o Brasil não precise investir em infraestrutura antisísmica da mesma forma que países localizados em zonas de subducção. No entanto, órgãos como o Observatório Sismológico da UnB e o Serviço Geológico do Brasil seguem monitorando a atividade sísmica nacional, mantendo um sistema de vigilância que acompanha qualquer alteração relevante.
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