Núcleo de Estudos Oeste de Minas - Neom Abpf

Núcleo de Estudos Oeste de Minas - Neom Abpf Somos o Núcleo de Estudos Oeste de Minas da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (NEOM/ABPF).

🚂 Quando Tiradentes ainda não tinha girador...Em 1983, a charmosa estação de Tiradentes recebia a velha maria-fumaça em ...
17/05/2026

🚂 Quando Tiradentes ainda não tinha girador...

Em 1983, a charmosa estação de Tiradentes recebia a velha maria-fumaça em um tempo em que a operação ferroviária ainda guardava soluções engenhosas. Como ainda não existia o girador para inverter a locomotiva, o trem seguia em um sentido “de tender” ou, como diziam os ferroviários, “de fasto”, com a locomotiva puxando os carros de ré. No retorno, a composição vinha na posição convencional, com a locomotiva à frente.

Na imagem, a locomotiva nº 21 repousa diante da estação, em um cenário bem diferente do atual, mas igualmente carregado de história e nostalgia.

E f**a a brincadeira: em Tiradentes, até a locomotiva parecia seguir o exemplo do patrono da cidade, às vezes ia de costas, mas sempre em frente.

📸 Foto de Mário Arruda
📚 Acervo de Janaína Arruda
📝.n.campos

Gerais

🚂🏭 Avenida Leite de Castro em 1981: a inesquecível Reta das FábricasA fotografia de Ramiro Nascimento, registrada em 198...
16/05/2026

🚂🏭 Avenida Leite de Castro em 1981: a inesquecível Reta das Fábricas

A fotografia de Ramiro Nascimento, registrada em 1981, eterniza um cenário marcante de São João del-Rei. Conhecida entre os ferroviários como Reta das Fábricas, a atual Avenida Leite de Castro ainda preservava, no centro da via, os trilhos da antiga Estrada de Ferro Oeste de Minas.

À direita da imagem, vê-se o imponente conjunto da Companhia Industrial São-Joanense, fundada em 1891 e um dos mais importantes símbolos do processo de industrialização da cidade. Durante décadas, a fábrica e a ferrovia caminharam lado a lado, impulsionando o desenvolvimento econômico e social da região.

Essa foi a última configuração da avenida com a linha férrea em seu leito, aspecto que permaneceu até o início da década de 1990. Com a retirada dos trilhos, a paisagem urbana se transformou, mas a memória desse tempo continua viva em registros como este.

Uma fotografia que nos transporta para uma São João del-Rei em que o apito do trem e o ritmo das fábricas faziam parte da vida cotidiana.

📸 Foto: Ramiro Nascimento (1981)
📚 Acervo: Núcleo de Estudos Oeste de Minas – ABPF

🚂📸 São João del-Rei em 1976: quando o trem ainda dividia espaço com a estrada de terraA imagem nos transporta para um te...
13/05/2026

🚂📸 São João del-Rei em 1976: quando o trem ainda dividia espaço com a estrada de terra

A imagem nos transporta para um tempo em que a paisagem urbana de São João del-Rei era bem diferente. À esquerda da composição, a estrada de terra que acompanha os trilhos é a atual Avenida Visconde do Rio Preto, uma das principais vias de acesso da cidade.

Hoje, nesse mesmo trecho, encontra-se o Campus Tancredo Neves (CTAN) da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), por onde circulam diariamente milhares de estudantes, professores e servidores. Em 1976, porém, o cenário era dominado pelo apito da locomotiva, pela fumaça do trem e pela tranquilidade do campo.

A fotografia revela como a ferrovia moldou a ocupação urbana e a dinâmica econômica da cidade. Onde hoje vemos asfalto, prédios e intenso movimento, havia uma paisagem rural marcada pela presença imponente da Maria-Fumaça e dos vagões de carga.

Mais do que um registro ferroviário, esta imagem é um convite à reflexão sobre as transformações do espaço urbano e sobre a permanência da memória dos trilhos na identidade de São João del-Rei.

📷 Foto: Jim Livesey (1976)
📚 Acervo NEOM-ABPF
📝 .n.campos

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Um registro precioso de 1983, feito por Mário Arruda e preservado no acervo de Janaina Arruda, mostra a ferrovia de São ...
08/05/2026

Um registro precioso de 1983, feito por Mário Arruda e preservado no acervo de Janaina Arruda, mostra a ferrovia de São João del-Rei já desativada. A fotografia foi tomada a partir do antigo portão da linha férrea que adentrava a Avenida Leite de Castro, um ponto que por décadas marcou a relação entre a cidade e os trilhos.

A imagem é um testemunho silencioso de um tempo em que a ferrovia estruturava a paisagem urbana e o cotidiano de São João del-Rei. Hoje, permanece como memória e convite à reflexão sobre a importância de preservar nosso patrimônio ferroviário.

📷 Foto: Mário Arruda
📚 Acervo: Janaina Arruda
📝 .n.campos

🚂✨ DA LINHA DO TEMPO À PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA FERROVIÁRIA ✨🚂O Núcleo de Estudos Oeste de Minas da ABPF, celebra e divulg...
24/04/2026

🚂✨ DA LINHA DO TEMPO À PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA FERROVIÁRIA ✨🚂

O Núcleo de Estudos Oeste de Minas da ABPF, celebra e divulga mais um importante avanço realizado pela Regional Campinas!

A locomotiva 222 chegou ao seu novo lar em , onde será dignamente abrigada no galpão do Museu Ferroviário de Campinas. Restaurada com esmero, a máquina agora ostenta a histórica pintura da R.S.M. – Rede Sul Mineira, resultado de pesquisa cuidadosa e fidelidade aos registros originais.

Foram realizados diversos reparos, incluindo a recuperação da cabine, que retornou às suas características originais — um verdadeiro resgate da identidade ferroviária! Embora ainda não tenha sido possível levá-la “acesa”, o trabalho segue firme, com novos capítulos por vir.

👏 Nosso reconhecimento ao esforço coletivo:
Jonas Martins, Welber Luiz, Diego Silva (pintura), Fabiano Silva (cabine), Hermes Martins, Cinara Aparecida Martins Souza Figueiredo, Paulinhu Henrique e Alarico Policarpo (mecânica), entre tantos outros que tornam essa preservação possível.

Enquanto isso, a equipe já direciona seus esforços para a conclusão da locomotiva 210, mostrando que o trabalho pela memória ferroviária nunca para.

📍 Direto de , esse exemplo inspira todos nós, aqui no Oeste de Minas, a seguir firmes na missão de preservar, estudar e valorizar nosso patrimônio ferroviário.

🚞 Preservar é manter viva a história sobre trilhos.

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🚂 Memória sobre trilhosA locomotiva Baldwin 4-6-0, conhecida como RMV  #42, registrada aqui na estação Chagas Doria, em ...
15/12/2025

🚂 Memória sobre trilhos

A locomotiva Baldwin 4-6-0, conhecida como RMV #42, registrada aqui na estação Chagas Doria, em São João del-Rei, em 03 de maio de 1986. Fabricada pela Baldwin (nº 38050, julho de 1912), essa máquina atravessou diferentes fases e administrações: EFOM #44 / #112, RMV #42, VFCO #42 e RFFSA-SR2 #42 — um verdadeiro testemunho da história ferroviária mineira.

Infelizmente, hoje o trem já não faz mais paradas nesta estação. F**a a lembrança de um tempo em que o apito marcava encontros, partidas e o ritmo da cidade.

📷 Foto: Peter Wittmann
🔗 railroadpictures.de

24/11/2025

Há muito tempo, sonhava-se com a ideia de um museu ferroviário de grande porte - nos moldes de iniciativas consagradas ao redor do mundo, como os espaços de York, Baltimore e Pietrarsa. Naquele longínquo ano de 2014, o pátio da ABPF em Cruzeiro era praticamente um cercado com pouco mais de quinze locomotivas e vagões aguardando restauração na oficina, rodeado por pilhas de dormentes bi-bloco de concreto armazenados para rebitolagem e hoppers de bitola larga da MRS aguardando destinação. A estação da antiga EFMR era um esqueleto de uma obra pública inacabada, e o pátio com as linhas da RMV soterrado para dar lugar a um estacionamento irregular de automóveis.
Onze anos depois, o mesmo lugar parece praticamente irreconhecível. Os trilhos da Estrada de Ferro Minas e Rio ressurgem do esquecimento, os automóveis dão lugar aos trens, a centenária estação ferroviária, de 1884, retoma seu lugar na paisagem restaurada em suas formas e cores, suas plataformas apinhadas de passageiros e visitantes, as oficinas a todo v***r trabalhando incessantemente. E, no pátio, dezenas de exemplares de locomotivas, vagões e carros de passageiros de todas as eras, e que fizeram história nas principais ferrovias brasileiras. Resgatado e salvaguardado do maçarico de corte, da demolição, do desmanche, do vandalismo, da depredação e de iniciativas nocivas à preservação ferroviária, este rico acervo desponta hoje, em 2025, como a pedra fundamental do Museu Ferroviário Nacional de Cruzeiro - um espaço de memória pensado em preservar o legado dos mais de 170 anos da história das estradas de ferro do Brasil, e idealizado como tributo aos esforços de gerações de preservacionistas em quase 50 anos de atividade da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária.
O reconhecimento à memória de nossos pioneiros se traduz na formulação de nossa identidade visual: a escolha da locomotiva 215, da Rede Mineira de Viação, representa uma alegoria da primeira locomotiva em serviço ativo pela ABPF, e um símbolo da doutrina preservacionista da entidade: resgatar o passado de nossas ferrovias com fidelidade, precisão histórica, e - até onde vão as possibilidades - em plenas condições de funcionamento, possibilitando uma verdadeira experiência de imersão a passageiros e visitantes. A tocha acesa, por sua vez, representa a excelência e o compromisso com o conhecimento técnico e histórico de nosso campo de atuação, bem como a vanguarda da ABPF na produção do saber técnico, histórico e cultural de seu campo, amplo e acessível a todos que dele necessitam. O mapa do Brasil simboliza, por fim, o propósito de preservar o legado, a memória e a história das ferrovias de nosso país, que já possui a ABPF como a maior corporação de preservação ferroviária do Hemisfério Sul do planeta e destaca-se como o quinto país com maior abrangência das iniciativas de preservação histórica de suas ferrovias, atrás apenas do Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha e França.

O tão sonhado Museu Ferroviário Nacional está finalmente nascendo, após décadas de trabalho consistente e constante. E - o melhor de tudo - isso é apenas o começo. A todos os que de alguma forma contribuíram e contribuem para que isso esteja se tornando realidade, MUITO OBRIGADO!

Isso é ABPF, isso é preservação ferroviária!

Por: João Marcos S. Pinheiro
Historiador - Núcleo de Estudos Oeste de Minas/Associação Brasileira de Preservação Ferroviária

Arte e design © 2018 João Marcos S. Pinheiro/ABPF

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Na sequência, temos a fotografia de fábrica da atual locomotiva nº 37 (matrícula que ostenta desde c.1940)., originalmen...
22/11/2025

Na sequência, temos a fotografia de fábrica da atual locomotiva nº 37 (matrícula que ostenta desde c.1940)., originalmente nº 39 da Estrada de Ferro oeste de Minas da chamada "bitolinha".
Ao centro, apresentamos a colorização, que fizemos inicialmente pelo Photoshop considerando a ficha do fabricante e a interpretação possível do que não é descrito. Depois, jogada no Gemini com o comando "melhore".
Melhorou as texturas e dispôs em um cenário aleatório.
Ao fim, temos a mesma locomotiva como chegou até a atualidade (fotografia de Walter Serralheiro, 1983).
The Baldwin Locomotive Works, classe 10-18D 9, serial 37082, outubro de 1911.
Esta, entre outras locomotivas separadas pelo PRESERVE-MT para integrar o museu ferroviário de São João del-Rei, pode ser vista na rotunda do complexo ferroviário desta cidade.

Com a ajuda do Gemini e leves retoques pelo Photoshop, chegamos o mais próximo possível da pintura de fábrica descrita n...
20/11/2025

Com a ajuda do Gemini e leves retoques pelo Photoshop, chegamos o mais próximo possível da pintura de fábrica descrita na ficha da Baldwin Locomotive Works disponível na Biblioteca DeGolyer da Universidade Metodista do Sul (Dallas, Texas).
Locomotiva da Estrada de Ferro Oeste de Minas nº 128, atual 233 que se encontra na Praça da Estação em Lavras, MG. Outra idêntica, encontra-se na rotunda de São João del-Rei, de nº 239.

Ainda não está perfeita, mas é possível ter uma ideia geral das cores originais das locomotivas de bitola métrica da Estrada de Ferro Oeste de Minas a partir da conversão da estrada em autarquia federal (1903-1931).

Breve histórico sobre o carro "presidencial" da Oeste de Minas:
07/10/2025

Breve histórico sobre o carro "presidencial" da Oeste de Minas:

Por Jonas Augusto M. de Carvalho Breve Histórico No início do século XX uma das principais obras em andamento da Estrada de Ferro Oe...

NOTA DE FALECIMENTO Faleceu hoje (05/10/2025) o Sr. Edson Lopes dos Santos, conhecido como Sr. Edinho, aos 94 anos, em L...
05/10/2025

NOTA DE FALECIMENTO

Faleceu hoje (05/10/2025) o Sr. Edson Lopes dos Santos, conhecido como Sr. Edinho, aos 94 anos, em Lavras (MG). Edson ingressou na 5ª Divisão Centro-Oeste da RFFSA (VFCO) em 1968 como telegrafista, exercendo diversas funções na Estrada até sua aposentadoria - destacando-se, em particular, a inspetoria do serviço de manutenção das locomotivas elétricas Metropolitan-Vickers de 3000V e os carros-motor ACF do serviço de subúrbio Lavras-Ribeirão Vermelho nas oficinas de Lavras, até o fim da tração elétrica na SR-2 no começo da década de 1980. Suas narrativas e depoimentos serviram como valiosa fonte de informação técnica para compreender e estudar melhor este recorte histórico da ferrovia na região da Rota do Calcário. Edson destacava-se ainda como um exímio cantor e músico, com habilidade notória no uso da gaita de bolso.

Que descanse em paz. Suas memórias, relatos e sua contribuição para a construção da preservação da memória histórica da Estrada de Ferro Oeste de Minas e suas formadoras não serão esquecidas.

Endereço

São João Del Rei, MG
36300-000

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