10/02/2026
Muito se fala sobre o Brasil como um CELEIRO DE MISSIONÁRIOS para o mundo. Mas a verdade é que nossas taxas de retorno do campo são as mais altas entre os países. Sofremos com o sustento, com projetos desnecessários e repetidos, sofremos com o modelo de evangelização que não se encaixa com o mundo real, sofremos para aprender uma lingua e se adaptar a cultura. Tudo vai se transformando numa GRANDE BOLA DE NEVE, cheia de propósito e de frustrações. A competição se torna latente e o abandono é o que mais acontece, por parte das igrejas e por parte das agências missionárias. No fim estamos sozinhos precisando voltar pra casa.
POR ISSO TUDO, temos defendido a máxima que o BRASIL NÃO É UM CELEIRO DE MISSÕES DE ENVIO DE MISSIONÁRIOS BRASILEIROS, mas sim de apoio a cristãos locais e igrejas que já foram estabelecidas. Uma direção dada por Deus para maior efetividade na missão, que muitos se recusam a ouvir.
Isso NÃO significa que não temos missionários estrangeiros em nossos times e também NÃO significa que não reconhecemos a importância da atuação de missionários estrangeiros em diversos contextos, mas ter um foco mais efetivo é necessário diante dos nossos resultados. Por isso, PROMOVEMOS MISSIONÁRIOS NATIVOS incentivando uma formação de comunidades cristãs independentes de ajuda externa que vão desenvolver seus próprios projetos e sua teologia.
Acreditamos que atuar para que o missionário nativo seja o agente de Deus em sua própria comunidade é uma maneira de facilitar o processo de evangelização de povos ainda não alcançados e de gerar uma liderança local mais engajada, forte e efetiva.
O nativo não possui barreiras culturais, linguísticas e são mais adaptáveis as questões financeiras de seu povo ou do seu país. São pessoas que vão compreender os limites culturais sem querer modificá-los ao extremo a ponto de perder a identidade cultural.
Já aprendemos nas semanas anteriores que o Cristianismo é visto como coisa de estrangeiro que quer me colonizar. Por isso é importante mudar o método, a forma, ser mais eficiente não é vergonhoso. Dizer que não está dando certo, não é vergonhoso. Vergonhoso é não cumprir a tarefa que Jesus nos pediu.