Parque Ecológico Imigrantes - PEI

Parque Ecológico Imigrantes - PEI O Parque Ecológico Imigrantes (PEI) é uma realização da Fundação Kunito Miyasaka e tem como pr

Como a destruição da cobertura vegetal ameaça o abastecimento e agrava inundações na metrópoleO Parque Ecológico Imigran...
09/06/2026

Como a destruição da cobertura vegetal ameaça o abastecimento e agrava inundações na metrópole

O Parque Ecológico Imigrantes (PEI) cumpre papel importante na segurança hídrica e no equilíbrio ambiental da Região Metropolitana de São Paulo. Sua floresta funciona como uma infraestrutura natural que abriga cursos d’água nativos, os quais recortam o terreno do parque e descem em direção à Represa Billings, um dos maiores e mais importantes reservatórios de abastecimento da Grande São Paulo.

A relação entre a integridade dessas florestas e a sobrevivência dos corpos d’água é íntima e indissociável, de modo que, quando a cobertura vegetal é destruída, o impacto no ciclo da água é imediato e devastador. Segundo o engenheiro mecânico, com doutorado em engenharia hidráulica e saneamento, Marcelo Montaño, da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC-USP), “a vegetação atua em diferentes aspectos do ciclo hidrológico, contribuindo diretamente para a disponibilidade hídrica por meio da evapotranspiração e facilitando a retenção/armazenamento de água no solo e a recarga de cursos de água e aquíferos”.

Montaño, junto com o seu aluno Edimilson Rodrigues dos Santos Júnior, mapeou 261 mil hectares (ha), o equivalente a 2,6 mil quilômetros quadrados (km²) de áreas periurbanas – nas bordas das cidades – situadas em 39 cidades do centro-leste paulista. No estudo, eles identificaram 47 mil ha de áreas úmidas e examinaram as transformações que sofreram entre 1985 e 2020.

“A supressão de florestas torna os corpos e cursos d’água mais vulneráveis aos agentes de degradação (por exemplo, erosão, assoreamento, contaminação, diminuição da qualidade, entre outros), explica Montaño.

Segundo os pesquisadores, as áreas com vegetação contribuem para a estabilidade das margens dos cursos de água, reservatórios e áreas de nascentes, e consequente controle do aporte de sedimentos diretamente nos corpos hídricos.

Leia mais: https://parqueecologicoimigrantes.org.br/como-a-destruicao-da-cobertura-vegetal-ameaca-o-abastecimento-e-agrava-inundacoes-na-metropole/

⭐🇧🇷

Foto: Licença Flickr / Autor: gaborbasch

Os segredos e utilidades do sabão-de-soldadoNeste mês de maio uma árvore nativa muito especial entra em seu ciclo de des...
29/05/2026

Os segredos e utilidades do sabão-de-soldado

Neste mês de maio uma árvore nativa muito especial entra em seu ciclo de destaque na Mata Atlântica: o Sabão-de-soldado (Sapindus saponaria). Também conhecida popularmente como saboneteira, essa espécie é um exemplo fascinante de como a biodiversidade do litoral paulista oferece soluções práticas e sustentáveis.

Seu nome curioso deve-se à alta concentração de saponina encontrada em seus frutos, uma substância natural com propriedades detergentes que, historicamente, foi utilizada para a limpeza de roupas e higiene pessoal muito antes da popularização dos produtos industriais.

Em maio, a árvore inicia sua transição entre a floração e a frutificação, exibindo pequenos cachos de flores brancas que atraem diversos polinizadores fundamentais para o equilíbrio do ecossistema local.

Por ser uma espécie pioneira e extremamente rústica, o Sabão-de-soldado desempenha um papel estratégico na regeneração das florestas de encosta da Serra do Mar, ajudando a estabilizar o solo e permitindo que outras espécies mais sensíveis se desenvolvam à sua sombra.

Além de sua funcionalidade ecológica, a árvore possui uma folhagem densa e elegante que contribui para o sombreamento das trilhas, tornando o passeio pelo parque ainda mais agradável.

A presença desta espécie serve como um lembrete vivo de que a floresta é, essencialmente, um laboratório de soluções biodegradáveis.

Observar o vigor do Sabão-de-soldado em meio à nossa vegetação nativa reforça o compromisso do parque com a educação ambiental, demonstrando na prática como a preservação de cada exemplar contribui para a manutenção de saberes tradicionais e para a proteção dos recursos naturais da nossa região.

Ao visitar áreas de Mata Atlântica, aproveite para identificar essa “tecnologia natural” que floresce silenciosamente nas alturas, integrando a rica tapeçaria de vida que compõe o nosso bioma.

⭐🇧🇷

Fotomontagem auxiliada por IA Vinicius Gomes Rocha

Hoje, dia 20 de março, o Dia Mundial da Abelha celebra a importância vital desses pequenos polinizadores para o equilíbr...
20/05/2026

Hoje, dia 20 de março, o Dia Mundial da Abelha celebra a importância vital desses pequenos polinizadores para o equilíbrio do planeta. Mais do que produzir mel, as abelhas são responsáveis pela reprodução de grande parte das plantas e pela segurança alimentar da humanidade.

No coração da Mata Atlântica, o Parque Ecológico Imigrantes faz a sua parte com o projeto Pró-Mel SBC. Nascida como uma iniciativa de Meliponário em parceria com a UNIFESP e o Rotary Club de São Bernardo do Campo e o Centro de Formação e Integração Social – CAMP SBC, a ação evoluiu para incentivar a inclusão social, a educação ambiental e a geração de renda por meio da meliponicultura, que é a criação de abelhas nativas sem ferrão.

O projeto capacita comunidades locais para que possam manejar as colmeias de forma sustentável e obter as certificações necessárias para comercializar o mel. Diferente do mel comum, o produto das abelhas nativas brasileiras é mais líquido, gastronômico, altamente nutritivo e possui um grande valor agregado para o mercado.

O Pró-Mel SBC une a preservação da biodiversidade com o desenvolvimento socioeconômico, mostrando que cuidar do meio ambiente também gera oportunidades.

Selo Pró-Juçara é aliado na conservação da biodiversidadeA palmeira-juçara, um dos maiores símbolos da Mata Atlântica e ...
19/05/2026

Selo Pró-Juçara é aliado na conservação da biodiversidade

A palmeira-juçara, um dos maiores símbolos da Mata Atlântica e presença fundamental na biodiversidade protegida pelo Parque Ecológico Imigrantes, ganha um novo aliado em sua conservação por meio do Selo Pró-Juçara.

Segundo Victoria M. Karvelis, diretora da Fundação Florestal, essa iniciativa foi desenhada para combater a degradação ambiental ao reconhecer e valorizar práticas sustentáveis de manejo. A estratégia central, segundo ela, é promover uma cadeia produtiva baseada no aproveitamento dos frutos, garantindo a sobrevivência da planta.

Ao conectar a viabilidade econômica do fruto com a proteção da espécie, o Selo Pró-Juçara reforça o papel de instituições e parques na salvaguarda do patrimônio natural, garantindo um futuro sustentável para a floresta.

O selo contribui para o desestímulo ao corte ilegal ao “incentivar a valorização econômica da palmeira em pé e fortalecer arranjos produtivos sustentáveis”, explica Karvelis, o que reforça a conservação da espécie e da sociobiodiversidade.

Para os produtores locais, o selo funciona como um diferencial competitivo no mercado, permitindo que o fruto da juçara se torne uma alternativa econômica viável.

O reconhecimento oficial ajuda no escoamento da produção e amplia o acesso a novos mercados, atraindo consumidores que buscam produtos com responsabilidade socioambiental.



Foto: By João Medeiros – Euterpe edulis, CC BY 2.0,

A biodiversidade da Mata Atlântica acaba de ganhar um capítulo histórico que reafirma a importância vital das ações de c...
06/05/2026

A biodiversidade da Mata Atlântica acaba de ganhar um capítulo histórico que reafirma a importância vital das ações de conservação e restauração ambiental. Após quase dois séculos de ausência em seu habitat litorâneo original, o nascimento de dois filhotes de arara-vermelha-grande foi documentado no bioma, marcando o sucesso de um projeto de reintrodução coordenado pelo Ibama.

O nascimento faz parte de um projeto iniciado em 2022 no Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama em Porto Seguro, no sul da Bahia, que busca promover o retorno da espécie ao litoral brasileiro.

Essa espécie, que encantou os primeiros viajantes e foi descrita por Pero Vaz de Caminha como "papagaios vermelhos, muito grandes e formosos", havia sucumbido ao longo dos séculos devido ao desmatamento e ao tráfico de animais. Agora, o retorno dessas aves simboliza a resiliência da natureza quando encontra ambientes protegidos e condições favoráveis para prosperar.

Segundo o Ibama, o desmatamento e a captura ilegal levaram à extinção da ave em todo o litoral brasileiro. Ainda existem populações selvagens da espécie nas regiões Centro-Oeste e Norte.

No centro de triagem de Porto Seguro, as aves são identificadas com microchips e anilhas metálicas. Também passam por avaliação clínica e comportamental, te**es sanitários e são submetidas a um período de quarentena.

A arara-vermelha-grande desempenha um papel ecológico fundamental como dispersora de sementes, contribuindo diretamente para a regeneração florestal e a manutenção da saúde dos ecossistemas. A presença de novos indivíduos nascendo em liberdade indica que as áreas em recuperação estão recuperando sua capacidade de sustentar a vida em toda a sua complexidade.

Fotos: Cetas/Porto Seguro – Ibama

Leia mais: https://parqueecologicoimigrantes.org.br/araras-vermelhas-grandes-voltam-a-nascer-na-floreesta-tropical/

Dia da TerraO Dia da Terra reforça a necessidade urgente de conservação ambiental em escala global. No Parque Ecológico ...
22/04/2026

Dia da Terra

O Dia da Terra reforça a necessidade urgente de conservação ambiental em escala global. No Parque Ecológico Imigrantes (PEI), essa missão é aplicada diariamente por meio da proteção de remanescentes da Mata Atlântica, um dos biomas com maior biodiversidade do planeta.

A estrutura do parque foi projetada para minimizar o impacto ambiental, permitindo o estudo e a contemplação da floresta sem comprometer o ecossistema. A preservação desta área é vital para a manutenção dos recursos hídricos, a regulação do clima e a sobrevivência de espécies nativas.

Inventário revela a riqueza de anfíbios e répteis no parqueO Parque Ecológico Imigrantes (PEI) segue consolidando sua vo...
15/04/2026

Inventário revela a riqueza de anfíbios e répteis no parque

O Parque Ecológico Imigrantes (PEI) segue consolidando sua vocação como centro de estudos e preservação ambiental ao registrar um levantamento sistemático da herpetofauna, termo utilizado para designar o conjunto de anfíbios (sapos, rãs, cobras-cegas, salamandras) e répteis (cobras, lagartos, tartarugas, jacarés) de uma determinada região.

Conduzido por uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o inventário catalogou 49 espécies, que trouxe novos dados sobre a vida que pulsa sob as copas das árvores e nos corpos d’água da unidade de conservação. Além de revelar detalhes valiosos sobre a ecologia e o comportamento desses animais em um contexto de Mata Atlântica.

De acordo com Vinícius Frederico Russo, biólogo e mestrando em Ecologia e Evolução (PPGEE/Unifesp), “muito além de uma simples lista de nomes, esse tipo de estudo funciona como um diagnóstico da saúde do ecossistema ao registrar a presença de anfíbios, como sapos, rãs e pererecas, e répteis, como lagartos e cobras, identificando onde ocorrem e como interagem com o ambiente”, explica Russo.

Para o PEI, esses dados estabelecem uma linha de base fundamental que permite monitorar o impacto das mudanças climáticas e garantir a conservação das espécies ao longo do tempo. Para enxergar a biodiversidade que muitas vezes passa despercebida aos olhos dos visitantes, os pesquisadores utilizaram um conjunto integrado de técnicas e ferramentas de precisão.

“O trabalho de campo incluiu o uso de armadilhas de solo do tipo pitfall trap, compostas por baldes enterrados em forma de Y e interligados por lonas, além de redes aquáticas e buscas ativas diárias em diferentes microambientes”, detalha Russo.

Como uma espécie invasora silencia a biodiversidade da Mata AtlânticaA presença da jaqueira, uma espécie exótica originá...
08/04/2026

Como uma espécie invasora silencia a biodiversidade da Mata Atlântica

A presença da jaqueira, uma espécie exótica originária da Ásia, tem provocado transformações silenciosas e profundas na estrutura da Mata Atlântica, impactando desde a química do solo até a sobrevivência de pequenos mamíferos e anfíbios. No Parque Ecológico Imigrantes (PEI), onde a conservação da biodiversidade nativa é prioridade, entender esses efeitos é crucial para estratégias de manejo e restauração.

Estudos recentes revelam que a invasão por jaqueiras altera física e quimicamente a serapilheira — a camada de folhas e matéria orgânica que recobre o solo —, tornando-a mais rasa e menos diversa em termos de micro habitats. De acordo com a Juliane Pereira Ribeiro, doutora em Ecologia e Evolução e pesquisadora na área de ecologia de comunidades e conservação da biodiversidade da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), essa simplificação do ambiente terrestre resulta em uma redução drástica na abundância de artrópodes, os pequenos invertebrados que formam a base da cadeia alimentar da floresta.

“Embora ainda não se saiba com exatidão quanto tempo o solo leva para recuperar sua complexidade original após a retirada das jaqueiras, evidências na literatura científica sugerem que a recuperação é um processo gradual. Enquanto aspectos estruturais, como a profundidade da folhagem depositada, podem começar a se normalizar em poucos anos com a regeneração de plantas nativas, a recomposição total das comunidades de microrganismos e insetos do solo costuma ser muito mais lenta”, explica Ribeiro.

A velocidade desse retorno depende diretamente da intensidade da invasão prévia e da presença de matas nativas remanescentes que possam fornecer colonizadores para as áreas em recuperação, ressalta a pesquisadora. Por isso, o monitoramento de longo prazo torna-se uma ferramenta indispensável para compreender como o ecossistema responde às ações de controle dessas árvores invasoras.

Leia mais: https://parqueecologicoimigrantes.org.br/como-uma-especie-invasora-silencia-a-biodiversidade-da-mata-atlantica/

Em um mundo onde a demanda por recursos naturais não para de crescer, entender a saúde do nosso planeta é fundamental. P...
24/03/2026

Em um mundo onde a demanda por recursos naturais não para de crescer, entender a saúde do nosso planeta é fundamental. Para isso, cientistas utilizam indicadores poderosos que funcionam como inventários ecológicos.

Um dos mais importantes é a biocapacidade. Mas, afinal, o que isso significa e como um espaço verde na maior região metropolitana do país se encaixa nessa equação? O Parque Ecológico Imigrantes (PEI), um fragmento de Mata Atlântica em São Bernardo do Campo, é um exemplo de como a preservação local contribui para o equilíbrio ecológico global.

A biocapacidade, ou capacidade biológica, é a habilidade de um ecossistema específico, seja ele uma fazenda, uma floresta ou o planeta inteiro, de produzir recursos naturais renováveis e absorver os resíduos gerados pela atividade humana.

Leia mais: https://parqueecologicoimigrantes.org.br/voce-sabe-o-que-e-a-biocapacidade/

Semear conhecimento para uma sociedade mais conscienteO desafio de recuperar a Mata Atlântica é imenso e complexo. A ciê...
04/03/2026

Semear conhecimento para uma sociedade mais consciente

O desafio de recuperar a Mata Atlântica é imenso e complexo. A ciência mostra que não basta criar “ilhas verdes”, é preciso conectar os fragmentos, recompor a vida e garantir a funcionalidade do ecossistema. Nesse cenário, o viveiro de mudas do Parque Ecológico Imigrantes (PEI) se destaca como uma peça-chave na engrenagem da restauração.

Ao produzir mudas de espécies nativas com responsabilidade técnica e ambiental, e ao planejar a ampliação de sua capacidade por meio do projeto “Sementes de Valor”, o PEI não apenas fornece as “matérias-primas” para novas florestas, mas também semeia conhecimento e inspiração para uma sociedade mais consciente de seu papel na reconstrução do patrimônio natural brasileiro.

“O objetivo é trabalhar com o replantio de espécies nativas da Mata Atlântica e outras atividades que ensinem para as futuras gerações técnicas de manejo e cultivo agroflorestal que ajudam a preservar e manter o meio ambiente em harmonia com as ações humanas”, explica o consultor responsável, o diretor do parque Marcio Takiguchi.

A iniciativa, que combina conhecimento tradicional e inovação, começa com o material básico, que são as sementes de espécies de árvores nativas e as bandejas, que são constituídas por 54 células, onde são encaixados tubetes de 290 ml cada.

O viveiro foi projetado para ser uma ferramenta de transformação. Com capacidade para trabalhar com cerca de 4.000 unidades por ciclo/ano, as mudas passarão por tratamentos especiais para germinação, transplante para recipientes, manejo com irrigação e adubação.

Leia mais: https://parqueecologicoimigrantes.org.br/semear-conhecimento-para-uma-sociedade-mais-consciente/?utm_source=BenchmarkEmail&utm_campaign=News_80&utm_medium=email

Viveiro – Foto Parque Ecológico Imigrantes

Endereço

RodoVia Dos Imigrantes Km 34, 5
São Bernardo Do Campo, SP
09835-800

Horário de Funcionamento

Terça-feira 09:00 - 17:00
Quarta-feira 09:00 - 17:00
Quinta-feira 09:00 - 17:00

Telefone

+551143480786

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Parque Ecológico Imigrantes - PEI posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Organização

Envie uma mensagem para Parque Ecológico Imigrantes - PEI:

Compartilhar