28/07/2025
Foram quase três intensos meses de muita pesquisa e dedicação científica de quatro estudantes da Universidade de Bologna, instituição parceira da desde 2023. De papel e caneta na mão, mochilas, facão, armadilhas fotográficas e muita disposição, eles encararam o desafio, arregaçaram as mangas e foram à campo estudar a fauna e flora de Iracambi. Foram inúmeras capturas de imagens de mamíferos e pássaros em pontos estratégicos de pesquisa na nossa região, o estudo dos sons de insetos, além de um mapeamento minucioso da área de Iracambi com o intuito de analisar a diversidade de árvores e bioindicadores como bromélias e samambaias - tudo para saber como a Mata Atlântica vem se regenerando.
Stefania Bianco, Anita Casanova, Luca Fontanabona e Francesco Marra são alunos do mestrado de Ciências Naturais da e foram orientados pelo professor Roberto Gatti - que leciona disciplinas como "Biologia da Conservação e Monitoramento da Biodiversidade"- a trabalhar à finco em suas teses. Anita e Francesco estão estudando a diversidade de animais e a relação com a conectividade de florestas. Stefania e Luca, a parte vegetal, estudando mais profundamente a diversidade de árvores e a estrutura das florestas.
Nossa coordenadora de pesquisas, Gabriela Soares () falou um pouco desse estudo essencial para o nosso bioma. “As pesquisas desse grupo trouxeram mais complexidade ao entendimento da fauna e da flora de Iracambi. Com a parte da vegetação, agora temos plots fixos que vamos estudar melhor ao longo do tempo. Stefania e Luca puderam trazer mais detalhes para a pesquisa deste ano, uma metodologia que queremos usar em outros locais. Com Anita e Francesco, fizemos o que parecia uma ideia impossível no começo, estudando a fauna em uma área que tinha sido muito pouco explorada até então e entendendo a conectividade de Iracambi com os trechos de florestas que conectam a ONG ao Parque Estadual da Serra do Brigadeiro”, disse Gabriela.
“Fiquei feliz em ver como pudemos interagir mais com nossa região através dessas pesquisas, com a e a comunidade", finalizou.
No carrossel, o registro dos estudantes italianos.
📸: acervo Iracambi